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Orquestra do Paraguai transforma lixo em instrumentos – 27/01/2025 – Ambiente
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Pablo San Roman
O paraguaio Lucas Cantero, 16, passeou incrédulo pelos corredores do luxuoso palácio Lancaster House, em Londres, com seu tambor, feito de materiais reciclados de um aterro sanitário em Assunção.
Há dois anos, ele não sabia nada sobre música e, na noite deste domingo (26), estava prestes a se apresentar com a orquestra paraguaia da qual faz parte, neste edifício do século 19, usado pelo Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido para eventos importantes, e a apenas cerca de 300 metros do Palácio de Buckingham. O grupo do país latino-americano utiliza instrumentos criados a partir de resíduos descartados.
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“Nunca imaginei que a música pudesse sair de pedaços de madeira e raios-X”, disse à AFP o adolescente, membro da Orquestra de Instrumentos Reciclados de Cateura, área onde está localizado o principal aterro sanitário da capital paraguaia.
Latas de combustível ou de tinta, caixas de frutas, canos de água e outros resíduos dão forma a violinos, violões, flautas e outros instrumentos criados em Cateura.
“Criar uma banda com estes instrumentos reciclados chamou a atenção de muitas pessoas, não só pelos instrumentos, mas também pelo talento destes jovens em transformar lixo em música”, afirmou diretor da orquestra, Favio Chávez, 49.
O grupo é formado por jovens de famílias pobres da região e foi convidado pela embaixada de seu país no Reino Unido para tocar em Londres para mais de 200 diplomatas, parlamentares, empresários e outros convidados.
Com um repertório que vai de Mozart e Beatles a Frank Sinatra e Coldplay, Chávez e os músicos, do projeto nascido em 2007, já tocaram em 50 países.
O diretor da orquestra, técnico ambiental e músico, foi trabalhar no aterro há 18 anos para processar o lixo para reciclagem e começou a ensinar as crianças da comunidade no local. A ideia era atrair crianças em situações difíceis no bairro perigoso.
Chávez não imaginava que com essas bases nasceria a peculiar orquestra de 60 pessoas.
“Começamos a fazer instrumentos simples e didáticos, não pensávamos que seriam para concertos. No processo, criamos uma orquestra e estabelecemos uma escola de música”, explica.
“Meu contrabaixo é feito de um tambor de óleo, parte de uma cama velha e uma escova para sapatos”, contou Willian Wilson López, músico da orquestra e que faz todos os instrumentos de corda.
Em 2014, o americano Graham Townsley fez um documentário sobre a orquestra chamado “Landfill Harmonic” (harmônica do aterro sanitário), que gerou visibilidade e fez com que bandas como Megadeth e Metallica pedissem para tocar com eles.
“Temos cerca de 450 crianças na escola de música que podem participar da orquestra”, disse Chávez.
O diretor da orquestra explica que a renda vem dos concertos. Parte dela é investida na comunidade do aterro sanitário e nas crianças que frequentam a orquestra.
“Elas recebem ajuda com educação, bolsas de estudo e assistência médica. Também criamos uma escola de música. Os recursos gerados pela orquestra vão para essas áreas de apoio à comunidade”, explicou.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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