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Os 12 alunos nota mil no Enem; conheça quem são eles

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Eles são apenas 12. São os alunos nota mil do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), edição 2024. Somente esses estudantes conquistaram o feito e vieram de Alagoas, do Ceará, do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

De quase 3,2 milhões de participantes, esses 12 alunos são considerados extraordinários. Com um texto perfeito, sem erros e que atende a tudo o que a banca exige. Parabéns! Em 2024, o tema da redação do Enem foi “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.

Os perfis alunos são bem variados. Tem dentista formado que quer ser médico, professor de redação, que fez a prova para testar, alunos jovens, que tentam pela primeira vez, e apenas uma estudante de ensino público. Quase todos querem fazer medicina.

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Alunos nota mil

A estudante Anna Beatriz Rebouças, de 21 anos, foi uma das 12. De Baraúna, no Rio Grande do Norte, ela fez a prova pela primeira vez em 2018, aos 15 anos, como treineira, e sonha em cursar Medicina.

“Como eu já tinha uma bagagem muito grande de outros seis anos, eu me permitia estudar um pouco menos para não ter uma carga emocional tão grande, que a gente sabe que para quem presta Enem fica às vezes tudo muito pesado, você se cobra demais”, disse Anna Beatriz ao G1.

Aos 35 anos, o veterano Danilo Oliveira Batista, de São Luís, no Maranhão, é dentista, mas quer cursar medicina. Também está entre os 12 alunos nota mil. “Tive que reaprender vários conteúdos que já havia esquecido do ensino médio e também enfrentei dificuldades em algumas matérias.”

Outros destaques

De Pernambuco, Camila Ellen Gonzaga, de 19 anos, também sonha em cursar medicina. A estudante conta que recebeu um e-mail do Inep com a notícia, mas chegou a achar que era golpe. “Recebi um e-mail do Inep e achei que era golpe”, disse.

Estudante em Virginópolis, em Minas Gerais, Samille Malta, de 19 anos, foi a única aluna da rede pública a alcançar nota mil na redação do Enem. “Fiquei muito feliz quando vi a nota, não esperava, então foi um choque”, ressaltou ela, que também quer ser médica.

De Belo Horizonte, Rafael Assunção, de 27 anos, fez cursinhos on-line de redação para se preparar. Ele já faz medicina, mas quer conquistar uma vaga numa instituição pública e sair da privada. “A universidade pública é onde eu vou estar melhor colocado para seguir nessa carreira.”

Treino e atenção

A estudante Sabrina Ayumi Alves, de 18 anos, de Araçatuba, em São Paulo, disse que treinou muito e redobrou a atenção à grafia das palavras, gramática e concordância.

De Brasília, no Distrito Federal, a estudante Melissa Goelzer, de 19 anos, é aluna do Colégio Militar e sonha em cursar medicina. “Quando eu abri só vi o mil na minha cara, eu tomei um susto, já gritei para minha mãe e todo mundo começou a me abraçar.”

A alagoana Marina Vieira Almeida Lima, de 17 anos, é outra aluna que quer fazer medicina para ser psiquiatra. “Foi muito tempo de estudo, muito choro e muitas vezes tive vontade de desistir de tudo.”

Treino e observação

Professor de redação no Ceará, Elivando Rodrigues, de 23 anos, foi o único cearense a conseguir nota máxima na redação do Enem.

“Geralmente, eu testo alguma coisa que eu quero aplicar para os alunos. Então, eu testo para ver se funciona daquela forma, como é que a banca reage”, disse.

Apenas 12 alunos obtiveram nota mil no Enem. A maioria quer fazer medicina e muitos são veteranos, há, inclusive um dentista formado e um professor. – Foto: Agência Brasil

Melissa, de Brasília, e Marina, de AL, como os outros, querem fazer medicina, já Elivandro é professor no CE e fez a redação para verificar o que pode ser extraído para seus alunos. Foto: G1/Redes Sociais

Melissa, de Brasília, e Marina, de AL, como os outros, querem fazer medicina, já Elivandro é professor no CE e fez a redação para verificar o que pode ser extraído para seus alunos. Foto: G1/Redes Sociais

Samille, do interior de MG, Rafael, de Belo Horizonte, e Sabrine, de SP, alunos nota mil, que estudaram muito e treinaram bastante, mas ainda assim se surpreenderam com o resultado. Foto: G1/Redes Sociais

Samille, do interior de MG, Rafael, de Belo Horizonte, e Sabrine, de SP, alunos nota mil, que estudaram muito e treinaram bastante, mas ainda assim se surpreenderam com o resultado. Foto: G1/Redes Sociais

Anna Beatriz, RN, Danilo, do MA, Camille, de PE, todos são alunos nota mil e querem fazer medicina. Foto: G1/Redes Sociais

Anna Beatriz, RN, Danilo, do MA, Camille, de PE, todos são alunos nota mil e querem fazer medicina. Foto: G1/Redes Sociais

Anna Beatriz, RN, Danilo, do MA, Camille, de PE, todos são alunos nota mil e querem fazer medicina. Foto: G1/Redes Sociais



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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