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‘Os campos eram solitários’: ataques migratórios provocam arrepios na zona rural da Califórnia | Notícias sobre migração
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Los Angeles, Califórnia — As recentes incursões levadas a cabo pela Alfândega e Protecção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) num condado rural da Califórnia espalharam medo nas comunidades de imigrantes enquanto o presidente eleito, Donald Trump, se prepara para regressar à Casa Branca.
O CBP afirma que a operação no condado de Kern, que ocorreu durante três dias no início de janeiro, resultou na detenção de 78 pessoas. O sindicato United Farm Workers (UFW) afirma acreditar que o número está próximo de 200.
“Os campos estavam quase solitários no dia seguinte aos ataques”, disse uma trabalhadora rural indocumentada de 38 anos chamada Alejanda, que se recusou a fornecer o seu apelido, sobre as consequências.
Ela explicou que muitos trabalhadores ficaram em casa por medo. “Nesta época do ano, os pomares costumam ficar cheios de gente, mas parecia que estava sozinho quando voltei ao trabalho.”
As operações estão sendo vistas por trabalhadores locais e organizações como a UFW como um tiro certeiro das agências de imigração antes da posse de Trump, na segunda-feira.
Espera-se que o seu segundo mandato como presidente dê início a uma nova era de restrições reforçadas e esforços de deportação.
Embora o número de pessoas presas represente uma pequena fração das centenas de milhares de trabalhadores indocumentados sustentando o sector agrícola da Califórnia, a ansiedade causada por tais ataques estende-se muito além dos detidos.
“Na quarta-feira (dia seguinte às batidas), fiquei em casa sem trabalhar. Mal saí de casa”, disse Alejanda, acrescentando que manteve o filho de cinco anos em casa, longe da creche, em vez de correr o risco de dirigir para deixá-lo.
“Todo mundo está falando sobre o que aconteceu. Todo mundo está com medo, inclusive eu. Na verdade, eu não vi nenhum dos agentes, mas você ainda sente a tensão.”
Agências encorajadas
Após uma campanha presidencial em que rotineiramente descreveu os migrantes sem documentos como “criminosos” e “animais”, Trump provavelmente tentará cumprir a sua promessa de levar a cabo o “maior programa de deportação” da história do país no seu primeiro dia no cargo.
Cerca de 11 milhões de pessoas vivem nos Estados Unidos sem documentação legal, algumas das quais trabalham no país há décadas, construindo famílias e comunidades.
As detenções de Janeiro no Condado de Kern parecem ser o primeiro ataque em grande escala da Patrulha Fronteiriça na Califórnia desde a vitória de Trump nas eleições de Novembro, o que desencadeou especulações sobre o potencial impacto da deportações em massa nas comunidades imigrantes e nos sectores económicos dependentes do seu trabalho.
Cerca de 50% da força de trabalho agrícola da Califórnia é composta por imigrantes indocumentados.
Na Califórnia, o estatuto de indocumentado tem sido citado como uma fonte de ansiedade persistente para os trabalhadores – bem como um meio de alavancagem para os empregadores, que muitas vezes pagam a esses trabalhadores salários mais baixos e concedem-lhes menos proteções nos campos.
Mas Alejanda diz que as batidas em locais de trabalho como as que ocorreram no condado de Kern não têm sido comuns na área.
“Estou aqui há cinco anos e nunca experimentei algo assim antes”, disse ela, observando que os trabalhadores foram detidos quando saíam dos campos para voltar para casa.
A CBP disse num comunicado que a operação, denominada “Return to Sender”, tinha como alvo pessoas indocumentadas com antecedentes criminais e ligações a organizações criminosas.
#WeFeedYou pic.twitter.com/8e6GE9RRkK
– Trabalhadores Agrícolas Unidos (@UFWupdates) 11 de janeiro de 2025
As operações foram realizadas por agentes do Setor CBP El Centro, localizado próximo à fronteira entre o México e o sul da Califórnia, a mais de cinco horas de carro do local das operações.
“O setor El Centro leva a sério todas as ameaças fronteiriças”, disse o agente-chefe da patrulha Gregory Bovino em um comunicado à imprensa. “Nossa área de responsabilidade se estende desde a fronteira EUA/México, ao norte, conforme a missão e a ameaça ditam, até a linha do Oregon.”
Antonio De Loera-Brust, porta-voz da UFW, disse que a operação mostra que agências como a CBP provavelmente se tornarão mais agressivas quando Trump assumir o cargo.
Ele também contestou a caracterização das operações pelo CBP como centradas em pessoas com antecedentes criminais, dizendo que a operação lançou uma rede ampla e traçou perfis de pessoas que pareciam trabalhadores agrícolas.
Dois dos presos eram membros da UFW, que a organização descreveu como pais que moravam na região há mais de 15 anos.
“Ao operar a mais de 300 milhas ao norte da fronteira mexicana, e aparentemente conduzir esta varredura não direcionada com base em perfis por sua própria iniciativa e autoridade, a Patrulha da Fronteira mostrou-se claramente encorajada por um clima político nacional de hostilidade para com as comunidades imigrantes trabalhadoras. ”, disse De Loera-Brust à Al Jazeera.
“É certamente profundamente preocupante que este tipo de operação possa ser o novo normal sob a próxima administração Trump.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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