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Os Médicos Flutuantes: A medicina móvel chega às selvas do Panamá | Saúde
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2 anos atrásem
‘Uma verdadeira bênção’
No final do segundo dia de clínica, os voluntários cansados descem uma colina lamacenta para se banharem nas águas frias de um rio próximo, pois há poucos chuveiros disponíveis na aldeia. Eles se enxugam, tomam um jantar quente e amarram as redes para a última noite.
Nos últimos dois dias, sob o calor tropical e a chuva, atenderam 133 pacientes e prestaram assistência e tratamento para uma série de doenças, desde lesões e diarreia a febres, cistos e problemas de gravidez.
“Como médico, você sempre enfrenta um ambiente incerto e desafiador, onde se questiona”, diz o Dr. Geoff McCullen, cirurgião ortopédico e professor da Faculdade de Medicina Osteopática da Universidade da Nova Inglaterra. “Esta semana, acho que nossos alunos aprenderam que podem enfrentar incertezas, enfrentar desafios, gerenciar essas complexidades simultaneamente e ser decisivos sobre as necessidades de um paciente.”
Ao cair da noite, com lanternas de cabeça, o grupo discute os casos médicos que presenciaram e reflete sobre uma experiência que os tirou da zona de conforto, tanto como pessoas como como profissionais em formação.
“Tive tantas estreias esta semana”, disse Cristina Kontogiannis, estudante do segundo ano de medicina da Faculdade de Medicina Osteopática da Universidade da Nova Inglaterra. “Nunca ouvi os pulmões de um bebê e tive que fazer isso aqui, por exemplo. Tem sido uma experiência de aprendizado e estou muito grato por esta oportunidade.”
Serrano e o povo de La Sabana também estão agradecidos. Ele disse que La Sabana é uma comunidade muito unida e que em suas reuniões regulares eles frequentemente elogiam e expressam apoio contínuo às visitas dos Médicos Flutuantes.
“Temos muita necessidade aqui. Temos muitos pacientes que sofrem de doenças crônicas e muitos acidentes como picadas de cobra, cortes de facão ou crianças com ossos quebrados”, disse Serrano. “Estamos contentes e satisfeitos com os Médicos Flutuantes, e eles nos ensinaram como estar mais bem equipados para lidar com acidentes e emergências, o que nem sempre foi o caso.”

Na última manhã, os Médicos Flutuantes carregam as mochilas cheias de equipamentos médicos e amarram-nas nos cavalos de carga para iniciar a viagem de volta ao quartel-general. A descida pela floresta úmida e pantanosa é mais fácil do que a subida, e há uma sensação de alegria entre o grupo, que ri e canta durante a caminhada ensolarada da manhã.
O ônibus aguarda o grupo em Pueblo Nuevo, faz uma parada para almoço e deixa o grupo no porto, onde carregam os barcos, colocam os coletes salva-vidas e voltam pelo Caribe. Ao chegar, a equipe exultante e exausta veste roupas de banho. Eles tiram uma última foto em grupo e depois, juntos, saltam nas águas quentes e límpidas que cercam a ilha.
Dentro de três meses, outro grupo de voluntários Médicos Flutuantes fará a mesma viagem até La Sabana para prestar atendimento aos moradores necessitados. Alguns outros seguirão para Wari – cerca de uma hora de caminhada mais fundo na floresta tropical – para visitar Omayra.
“Devido à condição de Omayra e à incapacidade de andar, não posso trabalhar nem sair do lado dela, e não temos dinheiro para pagar o transporte dela para o hospital”, disse Julian Abrego, pai de Omayra. “O fato de os Médicos Flutuantes virem até nossa casa para cuidar de Omayra é uma verdadeira bênção para nós.”

A reportagem desta história foi apoiada pela Bolsa de Inovação em Saúde do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ).
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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