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Os melhores livros de ciência, história e ficção de 2024 – 28/12/2024 – Darwin e Deus

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Reinaldo José Lopes

Já faz alguns anos que estabeleci a tradição de compartilhar aqui no blog a minha lista de leituras do ano que está terminando. E com indicação das melhores coisas que li (muitas por dever de ofício, outras tantas por prazer, em geral por uma mistura das duas coisas).

Portanto, sem mais delongas, vamos à ela, à lista. Lembro aos leitores que, dadas as idiossincrasias do blog e da minha cachola, os melhores citados são os campeões das seguintes categorias:

1)Ciência/divulgação científica;

2)História;

3)Ficção.

Os livros estão citados por ordem de leitura ao longo do ano. Por um desses acasos da existência, em 2024 acabei lendo exatamente 100 livros. Em geral meus números são “quebrados”, juro.

1)Superman — A Era Espacial, Mark Russell, Michael Allred e Laura Allred

2)Britain At Bay, Alan Allport

3)Outras Naturezas, Outras Culturas, Philippe Descola

4)Late Antiquity: Crisis and Transformation, Thomas Noble

5)Smith of Wootton Major, J.R.R. Tolkien (releitura)

6)Exoplanetas, Salvador Nogueira

7)Maniac, Benjamín Labatut

8)Disguised as Clark Kent, Danny Fingeroth

9)Gilberto Braga: o Balzac da Globo, Artur Xexéo e Mauricio Stycer

10)Quando Deixamos de Entender o Mundo, Benjamín Labatut

11)Felicidade Clandestina, Clarice Lispector

12)Ulysses, James Joyce

13)Jesus and the Gospels, Luke Timothy Johnson

14)No Time to Spare, Ursula K. Le Guin (releitura)

15)The House in the Cerulean Sea, TJ Klune

16)What an Owl Knows, Jennifer Ackerman

17)The Wave in the Mind, Ursula K. Le Guin (releitura)

18)A História dos Judeus: À Procura das Palavras, Simon Schama

19)The Letters of J.R.R. Tolkien, edição revisada e expandida

20)Vida, Papa Francisco com Fabio Marchese Ragona

21)J.R.R. Tolkien: Author of the Century, Tom Shippey (releitura)

22)O Púlpito, Anna Virgínia Balloussier

23)Sagarana, João Guimarães Rosa

24)Letters from Father Christmas, J.R.R. Tolkien

25)Ancient Writing and the History of the Alphabet, John McWhorter

26)Baudolino, Umberto Eco (releitura)

27)Morgoth’s Ring, J.R.R. Tolkien (releitura)

28)My Best Friend’s Exorcism, Grady Hendrix

29)George Orwell: The Man and the Mind Behind 1984, Michael Shelden

30)The Word for World is Forest, Ursula K. Le Guin (releitura)

31)Rainhas da Noite, Chico Felitti

32)C.S. Lewis: Writer, Scholar, Seeker, Sørina Higgins

33)O Cortiço, Aluísio Azevedo (releitura)

34)O Reinado da Marvel Studios – Joanna Robinson, Dave Gonzales e Gavin Edwards

35)Moctezuma, Miguel Pastrana Flores

36)The Odyssey, Homero, tradução de Emily Wilson

37)A Arte Perdida das Escrituras, Karen Armstrong

38)After 1177 B.C., Eric H. Cline

39)How the World Made the West, Josephine Quinn

40)Donne, madonne, mercanti e cavalieri, Alessandro Barbero

41)Il Visconte Dimezzato, Italo Calvino

42)Um Naturalista no Antropoceno, Mauro Galetti

43)O Hobbit, J.R.R. Tolkien (releitura)

44)9 agosto 378: Il Giorno dei Barbari, Alessandro Barbero

45)Arlindo, Luiza de Souza

46)Um Mundo Imenso, Ed Yong

47)Copo Vazio, Natalia Timerman

48)Los Peligros de Fumar en la Cama, Mariana Enríquez

49)The War of the Jewels, J.R.R. Tolkien (releitura)

50)El Juego del Alma, Javier Castillo

51)Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente (releitura)

52)Il Cavaliere Inesistente, Italo Calvino

53)Os Supridores, José Falero

54)Tenentes: A Guerra Civil Brasileira, Pedro Dória

55)Escravidão vol. 2, Laurentino Gomes

56)A History of Britain, vol. 1, Simon Schama (releitura)

57)Só por Hoje e Para Sempre, Renato Russo

58)O Silmarillion, J.R.R. Tolkien (releitura)

59)A History of Britain, vol. 3, Simon Schama

60)Eu, Yanomami, David Good e Daniel Paisner

61)Cupim, Layla Martínez

62)Os Grandes Carnívoros, Adriana Lisboa

63)Beatrice’s Last Smile, Mark Gregory Pegg

64)Perché leggere i classici, Italo Calvino

65)Escravidão vol. 1, Laurentino Gomes (releitura)

66)How God Works, David DeSteno

67)Niède Guidon: Uma Arqueóloga no Sertão, Adriana Abujamra

68)O Auto da Maga Josefa, Paola Siviero

69)Traficantes Evangélicos, Viviane Costa

70)Jerusalém, Alan Moore

71)1889, Laurentino Gomes

72)Os Meninos Adormecidos, Anthony Passeron

73)Casa-grande e Senzala, Gilberto Freyre

74)Antropologia Ecológica, Walter Neves

75)Ancient Africa, Christopher Ehret

76)Fundação, Isaac Asimov

77)Rome: An Empire’s Story, Greg Woolf

78)Santo Antônio, Edison Veiga

79)Dino Hazard: Realidade Oculta, Tito Aureliano

80)Lady Windermere’s Fan, Oscar Wilde

81)Rome and The Barbarians, Kenneth Harl

82)Agora, agora e mais agora, Rui Tavares

83)Esaú e Jacó, Machado de Assis

84)Todo Dia a Mesma Noite, Daniela Arbex

85)A Teia de Charlotte, E.B. White

86)The Peoples of Middle-earth, J.R.R. Tolkien (releitura)

87)Pride and Prejudice, Jane Austen

88)The Fate of Rome, Kyle Harper

89)The Fall of Rome, Bryan Ward-Perkins

90)Incidente em Antares, Érico Veríssimo

91)O Mundo: Uma História Através das Famílias, Simon Sebag Montefiore

92)Wuthering Heights, Emily Brontë

93)A Secret Vice, J.R.R. Tolkien

94)Mas em Que Mundo Tu Vive?, José Falero

95)Rita Lee: Uma Autobiografia

96)O Silêncio da Motosserra, Claudio Angelo

97)Quincas Borba, Machado de Assis

98)Great Figures of the New Testament, Amy-Jill Levine

99)Chumbo e Soul, André Emídio, Flávia Vieira, Flora Thomson-DeVeaux, Mariana Moreira, Paula Scarpin

100)Guardas! Guardas!, Terry Pratchett (releitura)

E, por fim, rufemos os tambores para os ganhadores! Lembrando que reservo o destaque pra obras lançadas recentemente. Seria covardia colocar clássicos pra briga aqui.

1)Melhor livro de ciência/divulgação científica: “O Silêncio da Motosserra”, de Claudio Angelo (com Tasso Azevedo).

2)Melhor livro de história: “Agora, Agora e Mais Agora”, de Rui Tavares.

3)Melhores livros de ficção: um maravilhoso empate técnico entre o minimalista “Os Grandes Carnívoros”, de Adriana Lisboa, e o túrgido e fascinante “Jerusalém”, de Alan Moore (com tradução de Marina Della Valle).

Um excelente 2025 pra todos (embora eu ainda espere voltar a blogar por aqui antes que o ano finde).



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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