POLÍTICA
Os números do programa de moradia do governo Tarcí…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
O Governo de São Paulo baterá, ao fim desta terça-feira, a marca de 40.293 novas moradias entregues desde 2023 através do programa Casa Paulista. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) irá à região de Sorocaba, interior do estado, para entregar a populares mais 1.139 propriedades construídas pela pasta da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
As entregas tiveram início às 9h30, em Itapetininga, com 689 habitações viabilizadas em um valor de 13.000 reais por unidade, num investimento estadual de 8,9 milhões. Em seguida, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), Marcelo Branco, entregou 222 casas construídas em São Miguel Arcanjo. E, por fim, foram entregues as chaves de mais 228 casas a famílias contempladas com unidades financiadas pelo governo.
Total de entregas
Segundo um balanço do próprio governo estadual, desde o início da atual gestão, o Programa Casa Paulista destinou 262,4 milhões de reais em subsídios para populares comprarem a casa própria, beneficiando quase 22.000 famílias e gerando um investimento total direto, indireto e induzido de aproximadamente 11 bilhões.
Além disso, outras 62.049 moradias estariam em produção, com previsão de aporte de 791 milhões de reais.
Sob a modalidade de Carta de Crédito Imobiliário (CDI), o programa concede subsídios a famílias com renda de até três salários mínimos para a aquisição de unidades habitacionais em empreendimentos autorizados pela SDUH, no âmbito dos financiamentos Caixa-FGTS.
O valor do subsídio varia entre 10.000 e 16.000 reais, conforme a localização do imóvel, e pode ser somado a subsídios federais e à utilização do FGTS, quando disponível, para reduzir o valor das prestações e adequá-las à capacidade de pagamento das famílias.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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