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Os partidos islâmicos estão crescendo em influência? – DW – 25/10/2024

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O maior partido islâmico de Bangladesh, Jamaat-e-Islami (JI), foi banido pelo governo agora deposto de Sheikh Hasina poucos dias antes de o ex-primeiro-ministro fugir do país em agosto.

O partido da Liga Awami de Hasina insistiu que o JI estava envolvido em atividades terroristas. Muitos membros e activistas do partido foram presos e os seus líderes enforcados durante os 15 anos de Hasina no poder.

Após a dissolução do governo de Hasina, o governo interino de Bangladesh governo liderado por Muhammed Yunus reverteu a proibição.

Khalid Hossain, conselheiro do Ministério de Assuntos Religiosos do governo interino, disse que a administração interina estava “trabalhando para estabelecer condições equitativas para todos os partidos políticos do país”.

Ele disse à DW que a cultura política e os direitos de voto dos cidadãos em Bangladesh foram desgastados ao longo do tempo e que o governo interino está se esforçando para restaurá-los apoiando todos os partidos políticos, incluindo os islâmicos.

Mas Munshi Faiz Ahmad, ex-presidente do Instituto de Estudos Internacionais e Estratégicos de Bangladesh (BIISS), disse à DW que o governo anterior da Liga Awami tinha motivos legítimos para restringir as atividades políticas da JI.

“Dada a oposição da JI à criação do Bangladesh através da sua associação com o Paquistão durante a Guerra de Libertação de 1971, não deveria ser permitido operar sob esse nome. No entanto, se os seus líderes desejarem participar na política sob um novo nome, deveriam ser autorizados fazer isso”, acrescentou.

O mandato do governo interino do Bangladesh é preparar o caminho para novas eleições e propor reformas que possam ser implementadas sob um governo recém-eleito. O data para a nova eleição ainda não foi determinado.

Yunus do Bangladesh sugere alteração da Constituição

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Uma nova oportunidade para os partidos islâmicos?

O advogado Shishir Munir, que representa a JI em disputas legais, disse que o partido sobreviveu aos últimos 15 anos sob a Liga Awami e pode prosperar no futuro.

“Tal como outros partidos políticos, o JI começou a adaptar-se para se alinhar com as expectativas dos cidadãos. O JI ajustará a sua estratégia para se preparar melhor para as próximas eleições, tendo em mente as lições da queda do governo anterior”, disse ele à DW.

Syed Mohammad Mosaddek Billah, líder sênior do partido islâmico Islami Andolan Bangladesh, disse à DW que os partidos políticos islâmicos, incluindo o seu, foram suprimidos pelo Governo Hasina e estão agora a ser apoiados pela administração interina para participar nas próximas eleições.

O pesquisador de pós-doutorado na Universidade Central Europeia na Hungria, Shafi Md Mostafa, disse que os partidos islâmicos apoiaram o movimento liderado por estudantes que levou à destituição de Hasina e da Liga Awami, e que lhes rendeu um papel na reforma. processo.

Exigências dos islâmicos

Mamunul Haque, líder do grupo de defesa islâmica de extrema direita, Hefazat-e-Islam, exigiu a retirada de quase 300 casos movidos contra os líderes e activistas do grupo. O partido também quer que a Liga Awami seja banida.

Haque disse à DW que apenas um ou dois casos foram retirados e nenhuma medida significativa foi tomada para descartar os demais.

Seguindo estas exigências vindas dos partidos políticos islâmicos, em 24 de outubro, o governo interino de Bangladesh proibiu oficialmente a Liga Chhatra de Bangladesh (BCL), a ala estudantil do partido Liga Awami, rotulando-a de “organização terrorista”.

Ridwanul Hoque, ex-professor de direito da Universidade de Dhaka, criticou a decisão de proibir o BCL, considerando a medida política, legal e constitucionalmente falha.

Ele disse à DW que a proibição do BCL pelo governo interino foi autocrática e desprovida de um processo justo.

As medidas tomadas pelo governo interino, incluindo a destituição de juízes do Supremo Tribunal e de professores universitários, foram criticadas por alguns grupos de direitos humanos por falta de transparência.

“Muitos terroristas condenados foram libertados da prisão desde a formação deste governo sem seguirem os procedimentos legais adequados, o que representa uma ameaça à segurança da Bangladesh e além”, disse Veena Sikri, ex-Alta Comissária da Índia em Bangladesh.

Sikri disse à DW que “até mesmo a opinião dos estudantes está dividida, e é principalmente o Bangladesh Islami Chhatrashibir, o braço estudantil da JI, que está envolvido em trazer essas mudanças através do envolvimento do governo interino sem seguir o devido processo”.

Os grupos de direita poderão ganhar vantagem em Bangladesh?

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Editado por: Wesley Rahn



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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