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Oscar: Como fãs brasileiros ajudaram ‘Ainda Estou Aqui’ – 03/03/2025 – Ilustrada

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Oscar: Como fãs brasileiros ajudaram 'Ainda Estou Aqui' - 03/03/2025 - Ilustrada

Davi Galantier Krasilchik

Dos foliões fervendo no Carnaval às salas de estar de todo o país, é certo que o Brasil vibrou com a

vitória de “Ainda Estou Aqui” neste domingo, quando o longa de Walter Salles levou para casa o Oscar de melhor filme internacional e se tornou o primeiro título brasileiro a conquistar o cobiçado troféu.

O feito inédito representa uma nova cena para a premiação da Academia e a sua relação com o cinema brasileiro. Com um histórico de quatro indicações à disputa da categoria, o Brasil vê hoje circunstâncias muito diferentes daquelas que fizeram seus precursores deixarem a premiação de mãos abanando.

Apesar do intervalo entre “O Pagador de Promessas”, vencedor da Palma de Ouro e indicado ao Oscar em 1963, e “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, indicado em 1996, esse quarteto, que se completa com “O Que É Isso, Companheiro?”, de Bruno Barreto, e “Central do Brasil”, também de Salles, enfrentou desafios parecidos. A produção brasileira sofreu mudanças mais significativas nessa passagem de mais de três décadas que a própria Academia, ainda restrita nas nacionalidades e visões representadas por seus votantes, entre os quais muitos ignoravam essa categoria.

Mas as empreitadas em 1990 já criavam sobre Barreto e Salles, agora oscarizado, a urgência de reforçar suas campanhas, além dos temas sociais tateados pelo cinema da era da retomada.

Para não dizer que nesse meio tempo o Oscar não sofreu suas transformações, virou algo comum que produtoras americanas afetassem a disputa estrangeira a partir da sua influência.

Foi o caso da Sony, que em 1998 barrou a vitória de Barreto com o holandês “Caráter” e da Miramax de Harvey Weinstein, que, no ano de “Central do Brasil”, garantiu a vitória do italiano “A Vida É Bela”. Hoje, a parceria entre “Ainda Estou Aqui” e a mesma Sony Pictures Classic espelha uma equipe que aprendeu com essas lições e trilhou um caminho de sucesso desde a sua estreia no Festival de Veneza, onde o filme conquistou o prêmio de melhor roteiro.

A campanha do longa se beneficiou do calendário internacional previsto para o auge da votação e de uma Fernanda Torres sempre assertiva, que soube unir a sobriedade dos looks com o carisma em traduzir traumas da ditadura para o imaginário americano.

Representante de outro tempo, a história de Eunice, mulher que luta pelo reconhecimento da morte de seu marido pelos militares, encontrou ressonância nos Estados Unidos de uma nova era de Donald Trump e sob a incomum covardia de sua classe artística, como a cerimônia reforçou.

Mas ao corpo de votantes mais diversos, às exibições com nomes como Guillermo Del Toro e à encenação clássica e dedicada a sensibilizar tudo e todos, sem qualquer dissonância, também se juntou outro aliado —as redes sociais.

Se a queda de magnatas como Weinstein se deve à vigilância digital que cunha movimentos como o MeToo, esse mesmo agente mostrou a força do engajamento brasileiro e derrubou concorrentes como o francês “Emilia Pérez”.

As mesmas plataformas que revelaram aos americanos o fôlego dos brasileiros em torcer pelos seus deram vazão às críticas que acusavam o longa de Jacques Audiard de ser ofensivo em sua forma de representar o México.

Indicado ao Oscar em 13 categorias, o musical da Netflix sobre um chefe do crime que passa por transição de gênero tentou misturar aquele projeto eurocêntrico anterior, comum a uma indústria que se sente ameaçada pela vitória do sul-coreano “Parasita”, a um roteiro ousado e inovador.

Mas a ressurgência de publicações ofensivas da protagonista Karla Sofía Gascón fortalecerem o drama familiar de Salles e Torres como uma via segura a uma Academia que busca renovação sem abandonar tradições. É o que autorizou um estrangeiro a fazer parte de uma noite de prêmios máximos a dois americanos, Sean Baker e Mikey Madison.



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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