POLÍTICA
Otto Alencar diz à bancada do PSD que não disputar…
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1 ano atrásem
Nicholas Shores
O líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), comunicou na manhã desta quinta-feira à bancada da sigla que não vai disputar a presidência da Casa em fevereiro de 2025. Ele também ocupa interinamente a liderança do governo.
Em um grupo de WhatsApp com os 14 colegas de bancada, Alencar escreveu que, aos 77 anos, prefere se preservar, citando como exemplo sua decisão de não se candidatar a governador da Bahia em 2022, apesar dos pedidos, à época, de Lula e do senador Jaques Wagner (PT).
Ele agradeceu o incentivo de alguns senadores para que ele concorresse à sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD) e convocou uma reunião da bancada para a próxima terça-feira para avaliar a eleição no Senado.
Na sequência do comunicado de Otto Alencar, a senadora Eliziane Gama (MA) afirmou no grupo de WhatsApp que, diante da decisão do líder da bancada, estava à disposição para disputar a presidência da Casa pelo PSD.
A maranhense disse que quer discutir com os colegas um projeto que parta de uma aliança com o MDB e do PT e apontou que, nos 200 anos de história do Senado, nunca uma mulher ocupou a presidência.
A postulação de Eliziane deve ser tratada na reunião da bancada do PSD na próxima terça.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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