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Paes volta a disparar contra empresas de ônibus no…

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Paes volta a disparar contra empresas de ônibus no...

Lucas Mathias

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), voltou a disparar contra as empresas de ônibus do estado e a federação que rege o sistema. Nas redes sociais, Paes criticou a “publicidade do Riocard”, sistema de bilhetagem estadual, feita por uma revista institucional da Semove, entidade que organiza as companhias de mobilidade fluminenses. Com uma foto da publicação, o alcaide afirmou que “as empresas de ônibus não podem ser donas do sistema que define quem e quanto se recebe de subsídio do poder público” e comparou a situação a uma raposa que cuida do galinheiro. 

As críticas representam novo episódio na guerra que o prefeito do Rio tem travado contra as empresas de ônibus do estado e do município. Mais especificamente contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), que controla o Riocard, e a Rio Ônibus, o sindicato que reúne essas companhias. 

Entre os principais motivos apontados por Paes para a ofensiva, está a falta de transparência dessas companhias. Ele alega que não é informado à Prefeitura o número de pessoas que utilizam o transporte público, por exemplo, informação crucial não só no quesito financeiro, mas ainda para o planejamento de políticas públicas. 

Também por isso, em 2023, a Prefeitura do Rio lançou o Jaé, um sistema de bilhetagem municipal. Na ocasião, o prefeito destacou que entre os objetivos estava justamente oferecer maior transparência sobre informações como receita e número de passageiros. 

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“As empresas de ônibus não podem ser donas do sistema que define quem e quanto se recebe de subsídio do poder público. Muito menos podem ser detentores da informação imprescindível para se planejar o nosso sistema de transporte. Nossa luta é para que a raposa deixe de cuidar do galinheiro”, escreveu Paes. 

A partir de julho deste ano, os transportes públicos da cidade do Rio — ônibus, BRT e VLT — só poderão ser usados com esse novo cartão, o Jaé. Até o momento, em meio a essa guerra, porém, a população tem reclamado da inconsistência no serviço e no envio dos cartões. 

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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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