ACRE
Pai que agrediu menino de 3 anos com cipó e furou os pés da criança é indiciado por tortura no Acre
PUBLICADO
4 anos atrásem
Antônio Lucas Moura, pai do menino de 3 anos vítima de maus-tratos ao apanhar com cipó e ter os pés furados, em Porto Acre, no interior do estado, foi indiciado por tortura, na modalidade castigo, segundo informou o delegado responsável pelas investigações, Marcos Sobral.
Após a conclusão das investigações, o caso foi encaminhado ao judiciário da cidade de Porto Acre, no interior do estado, local onde mora a criança e os pais. O caso ocorreu em maio deste ano, quando o menino foi passar alguns dias na casa do pai e, quando voltou, apresentava várias lesões pelo corpo. Foi quando a mãe denunciou o caso na delegacia de cidade.
“Durante as investigações, a gente ouviu algumas pessoas que afirmaram que quando da entrega do garoto para o pai, o garoto não apresentava aquelas lesões”, disse o delegado sobre o fim das investigações.
O pai da criança era o principal suspeito de agredir o filho, segundo denúncia da mãe do menino, durante depoimento na delegacia, ele negou as acusações e alegou que o filho já estava ferido quando o recebeu em casa e acusou a ex-companheira de maltratar o menino. Ele foi ouvido e liberado para aguardar as investigações em liberdade.
No dia do depoimento, o homem afirmou à polícia que quando recebeu a criança ela já estava com os hematomas. Mas, a mãe foi ouvida novamente e contestou as afirmações dele.
“Afirma que quando recebeu a criança ela estava com essas cicatrizes no corpo. Esclareceu para a gente que a guarda fica, praticamente, com a mãe. Nesse tempo todo ele falou que só ficou com ela em quatro oportunidades. A última vez que ficou foi essa”, destacou Sobral, logo depois do depoimento do pai.
Criança ainda chora
Rosenilda da Cruz, mãe do menino, disse que pouco mais de dois meses do caso, o menino não está mais recebendo acompanhamento psicológico devido às dificuldades para conseguir profissional na cidade, mas afirmou que ele melhorou o comportamento agressivo.
Após a mãe da criança fazer a denúncia, o menino passou a receber acompanhamento psicológico e dos demais profissionais da rede de assistência social do município de Porto Acre.
“Ainda não fui intimada. E nesse momento ele não está sendo acompanhado porque estamos com dificuldade para conseguir consulta, ele ainda está um pouco agressivo e chora, mas em comparação ao que estava, já está bem melhor, brincando, interagindo”, disse a mãe.
Depoimento do pai
Questionado o porquê de não ter procurado a mãe quando viu o menino ferido, o homem afirmou que conversou com a mãe da criança quando foi devolvê-la.
“Esse foi um dos principais questionamentos feito a ele. Falou que procurou resolver com ela quando entregou a criança. A mãe falou que não entregou a criança daquela forma, um fica contradizendo a versão do outro. Só o que vai esclarecer isso são as testemunhas que estamos tentando coletar, o exame de corpo de delito, que já temos em mãos, as imagens são claras que a criança apresenta ferimento, mas queremos ouvir as testemunhas que viram a entrega da criança”, frisou o delegado.
Sobre os ferimentos nos pés, o pai afirmou que o filho tinha pisado em cima de espinhos em uma propriedade rural. “Os furos que apresenta nos pés ele alega que a criança estava brincando na propriedade rural, onde há espinheiros, e acabou pisando. A criança tem uma mancha de sangue no olho e o um corte no lábio. Ele afirma que foi decorrente de uma queda”, complementou Sobral.
A mãe contou que no segundo depoimento negou as acusações do ex-companheiro.
“Neguei porque é mentira. Perguntei ao delegado: como é que eu teria torturado meu filho, entreguei pro pai, ele viu tudo que estaria acontecendo, levou e passou todos aqueles dias, e quando ele me devolveu eu fazer um boletim de ocorrência com algo que eu mesma tinha feito?”
Laudo do corpo de delito
Conforme o laudo do exame de corpo de delito feito no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco, a pedido do delegado responsável pelo caso, Marcos Sobral, foi concluído que pode configurar crime de maus-tratos se for apurado que as lesões foram dolosas e causadas pelo genitor.
No exame físico, o perito constatou a presença de várias lesões causadas por instrumento contundente em fase de cicatrização tanto no rosto da criança, como na região anterior e posterior do tronco, no membro superior esquerdo e na palma dos pés. O laudo concluiu ainda que houve “ofensa à integridade corporal ou à saúde da criança”.
Agressões
Rosenilda relatou que o menino foi passar 15 dias com o pai e no momento em que foi buscar a criança foi ameaçada pelo suspeito que ainda teria tentado agredir a criança mais uma vez. A criança contou como foram as agressões à uma médica que fez o atendimento no PS.
“Ele é uma criança de três anos e falou que ele [o pai] usou um cipó para bater nele. Para a médica, contou que furou os pés dele e falou que se ele contasse ia machucar mais ainda. Contou que tem dor na cabeça no corpo todo. Meu filho é uma criança animada alegre, mas agora não deixa ninguém chegar perto.”
A Polícia Civil entrou com um pedido de medida protetiva para que o pai não se aproxime da criança enquanto as investigações tiverem em andamento.
“Espero que ele pague pelo que fez com meu filho que está agressivo, não dorme à noite, agitado. Levei ele para a colônia para mudar os ares e vê se ele melhorava, e lá tinha criança, minha outra filha, e ele bateu nas outras crianças e falava coisas horríveis. Está sim [fazendo acompanhamento psicológico]. Ele era aquela criança carinhosa, mas agora, ele está assim”, contou.
Relacionado
ACRE
Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
Relacionado
ACRE
Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)