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Palestinos retornam ao norte de Gaza depois de mais de um ano, Hamas elogia ‘vitória’ | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Depois 15 meses de genocídiocentenas de milhares de palestinianos estão a regressar ao norte de Gaza como parte de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Na manhã de segunda-feira, os palestinianos – amontoados, segurando os seus pertences em sacos e sacos de plástico – começou a seguir para o norte a pé pelo chamado Corredor Netzarim, com os militares israelenses dizendo que teriam permissão para atravessar a rua al-Rashid a pé a partir das 7h (05h GMT) e a rua Salah al-Din de veículo a partir das 9h (07h00). GMT).
“Vou começar a reconstruir a minha casa – tijolo por tijolo, parede por parede”, disse um palestino deslocado à força à Al Jazeera. “Começaremos removendo os escombros e reconstruindo tudo novamente.”
Hani Mahmoud, da Al Jazeera, reportando de Gaza, disse que houve uma “sensação de excitação e felicidade aumentando” depois que Israel anunciou os horários para as pessoas voltarem para casa no norte.
“Vimos uma mudança no humor de todos. Nunca vimos pessoas tão felizes nos últimos 15 meses”, disse ele.
“As pessoas descrevem este momento como histórico. Dizem que é tão importante quanto o anúncio de um cessar-fogo. Para eles, este é um dia vitorioso.”

O Hamas classificou o regresso como “uma vitória” para os palestinianos, enquanto o seu aliado, a Jihad Islâmica Palestiniana, disse que foi uma “resposta a todos aqueles que sonham em deslocar o nosso povo”.
Num comunicado, o Hamas disse que os palestinianos que regressam às áreas de onde foram deslocados à força confirmam a sua ligação às suas terras e mais uma vez “provam o fracasso da ocupação em alcançar os objectivos agressivos de deslocar pessoas e quebrar a sua vontade inabalável”.
Nos primeiros dias da guerra, Israel evacuou à força cerca de 1,1 milhões de pessoas do norte de Gaza para se preparar para uma invasão terrestre.
No domingo, as forças israelenses impediram que civis palestinos se aproximassem do cruzamento de Netzarim, atirando nas multidões em diversas ocasiões e matando pelo menos dois palestinos, segundo fontes médicas.
A marcha para o norte ocorreu depois que o Catar anunciou que o grupo palestino Hamas havia concordado em libertar a mulher israelense cativa Arbel Yehud e outras duas pessoas até sexta-feira. O Catar também forneceu informações sobre as condições dos cativos que serão libertados na primeira fase do acordo de cessar-fogo, acordado em 19 de janeiro.
Israel atrasou a abertura do Corredor Netzarim, originalmente agendada para o fim de semana, devido à libertação de Yehud.
O Hamas acusou Israel de violar o acordo de cessar-fogo, apesar de o grupo ter informado aos mediadores que ela estava viva e dado todas as garantias necessárias para a sua libertação.
No entanto, nas primeiras horas de segunda-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar anunciou que o Hamas tinha concordado em libertar Yehud e dois outros prisioneiros antes de sexta-feira.
‘Pequeno sinal promissor’
Omar Baddar, ex-vice-diretor do Instituto Árabe Americano, disse estar cautelosamente otimista quanto ao retorno dos palestinos às suas casas no norte de Gaza.
“Não há dúvida de que Israel tem ambições de dominar o norte de Gaza. Essa é parte da razão pela qual a destruíram totalmente e expulsaram as pessoas da área”, disse Baddar à Al Jazeera.
“Portanto, embora este seja um pequeno sinal promissor – de que vão permitir que as pessoas regressem dentro deste acordo – estão a permitir-lhes regressar a uma área que está totalmente devastada. Não há indicação de que eles vão permitir que reconstruam suas casas naquela área”, disse ele.
O genocídio de Israel em Gaza matou pelo menos 47.306 palestinos e feriu 111.483 desde 7 de outubro de 2023. Pelo menos 1.139 pessoas foram mortas em Israel durante os ataques liderados pelo Hamas naquele dia e mais de 200 foram feitas prisioneiras.
Os residentes palestinos no enclave dizem que o número real de mortos durante os 15 meses de implacáveis ataques aéreos e terrestres israelenses pode ser muito maior à medida que desenterram corpos dos escombros.
Os ataques israelitas deslocaram cerca de 90 por cento dos 2,3 milhões de residentes de Gaza, sendo alguns forçados a deslocar-se várias vezes.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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