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Papa Francisco envia Rosário ao ex-presidente Lula

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O ex-presidente Lula recebeu o terço na cela onde está preso, na sede da Polícia Federal em Curitiba.

O papa Francisco enviou um rosário ao presidente Lula, preso político há 67 dias. O presidente recebeu o terço nesta segunda-feira (11) na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Em maio, o pontífice criticou o papel da mídia na difamação de figuras públicas. “Criam-se condições obscuras para condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado”, afirmou na ocasião. 

O rosário foi entregue hoje na PF por Juan Gabrois, assessor do Papa Francisco para assuntos de Justiça e Paz, que foi impedido de visitar o presidente. Leia mais aqui.

Dúvidas sobre o ‘presente do papa Francisco’

Consultor do Vaticano, o argentino Juan Grabois levou rosário ‘benzido’ pelo pontífice na visita – barrada – à Superintendência da PF em Curitiba

Na foto de capa, o rosário foi entregue ao ex-presidente na tarde desta segunda-feira (Nelson Antoine/Folhapress; Reprodução/Twitter).
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A equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nas redes sociais do petista nesta segunda-feira a foto de um rosário que teria sido um “presente do papa Francisco“. O objeto religioso foi entregue por Juan Grabois, um advogado argentino ligado a movimentos sociais e que também é um dos consultores do Pontifício Conselho Justiça e Paz.Em um vídeo gravado do lado de fora da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde Lula está preso desde 7 de abril, o argentino afirmou que trazia um terço “benzido pelo papa Francisco”. A reportagem procurou a Nunciatura Apostólica no Brasil para confirmar a origem do presente, mas não obteve resposta. O Vaticano também não se manifestou sobre o episódio.

Visitas religiosas

Às segundas-feiras, de acordo com a PF, o petista, assim como os demais presos do local, está autorizado a receber autoridades religiosas para “assistência espiritual”. Já visitaram o ex-presidente o teólogo Leonardo Boff, o religioso Frei Betto e o monge Marcelo Barros.

Grabois, porém, foi impedido de entrar. Do lado de fora do prédio, ele disse que foi barrado por não ser um “sacerdote consagrado”. O argentino contestou a justificativa apresentada, segundo ele, pelos funcionários da PF. “Todos os batizados são discípulos religiosos que têm uma missão a cumprir”, destacou. Ele disse, ainda, que iria embora chateado por não poder cumprir sua visita “por razões de natureza política”. Por Veja.

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