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para a China, a suspensão da rede social nos Estados Unidos legitima a sua própria censura

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Todos os anos, durante uma década, Wuzhen ganha vida por alguns dias no outono. Esta pequena cidade aquática com os seus canais de cartão postal, a cerca de cem quilómetros a oeste de Xangai, acolhe a “Conferência Mundial da Internet”. Os executivos chineses responsáveis ​​pelo ciberespaço recebem gigantes da tecnologia chineses e estrangeiros e funcionários responsáveis ​​pela tecnologia digital de todo o mundo. Trata-se de promover a visão do regime sobre como a Web deve ser gerida e de enfatizar um conceito específico, “soberania cibernética”. Opõe-se à visão de uma Internet universalmente aberta, um lugar para a livre circulação de informação que o governo chinês vê como uma característica das sociedades ocidentais e uma ameaça potencial ao seu controlo.

Mesmo que ela tenha continuado a denunciar nos últimos meses o “lógica do bandido” dos Estados Unidos quererem suspender o Tiktok uma vez que a aplicação teve sucesso, a China considera que a sua própria visão é reforçada, legitimada, pela decisão da potência norte-americana de recorrer também ao bloqueio de redes sociais estrangeiras. A proibição está em vigor desde sábado, 18 de janeiro no final do dia.

Nas semanas que antecederam a adoção, em abril de 2024, pelo Congresso americano da lei que ameaçava bloquear o Tiktok caso a sua empresa-mãe chinesa, Bytedance, se recusasse a vendê-lo, a imprensa oficial e as redes sociais foram cobertas de artigos e comentários denunciando a duplicidade de critérios americana. “Deixe-me contar uma piada: a sociedade americana é liberal e democrática e é uma economia de mercado plena”escreveu em março de 2024 um usuário do Weibo, o equivalente chinês do X, cuja mensagem seria repassada milhares de vezes.

Circuito fechado

É claro que a propaganda chinesa nunca insiste no facto de Pequim ter, ao longo das últimas duas décadas, bloqueado todas as redes sociais estrangeiras, permitindo apenas a operação de campeões locais como o WeChat e o Douyin, a versão original do Tiktok. Já em 2009, a China tornou o Facebook e o Twitter inacessíveis no seu território. Em 2010, cidadãos chineses depositaram flores em frente à sede local do Google quando o motor de busca, recusando-se a ser censurado, anunciou que estava a deixar o país enquanto a então Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, o fazia. a Internet um ponto-chave da diplomacia americana.

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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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