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Para reforçar o exército da Ucrânia, temidas patrulhas procuram potenciais recrutas | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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2 anos atrásem
A poucos passos do avanço das tropas russas, Volodymyr recusa-se a deixar a sua cidade no leste da Ucrânia.
Os ataques diários russos mataram alguns de seus vizinhos e destruíram edifícios ao redor de sua casa, mas o homem de 34 anos não quer se mudar para uma área mais segura porque seria recrutado à força.
“Serei conduzido de volta para casa, mas com uma arma nas mãos”, disse ele à Al Jazeera enquanto os combates aconteciam a apenas 10 km (6 milhas) de distância.
Ele não tem dúvidas sobre o que os generais ucranianos poderiam chamar de comportamento antipatriótico.
Ele sabe que “muitos homens” foram mortos, feridos e incapacitados desde 2014, quando separatistas apoiados pela Rússia desencadearam um conflito no leste da Ucrânia que matou mais de 13 mil pessoas, cerca de um quarto delas civis, e deslocou milhões.
As baixas dispararam após o início da invasão em grande escala da Rússia em 2022.
Os chefes do exército russo não têm dúvidas quanto à perda de dezenas de milhares dos seus militares por cada cidade ucraniana que tomam, principalmente na região de Donetsk, onde Volodymyr vive.
Mas ele acusou os altos escalões e os oficiais da linha de frente da Ucrânia de adotarem uma abordagem um tanto semelhante.
“Os comandantes preocupam-se com a opinião dos seus chefes e não com os homens que servem sob eles”, disse ele, citando conversas com os seus amigos alistados.
Ele e outros homens entrevistados para esta história pediram que seus sobrenomes e dados pessoais fossem omitidos porque temiam represálias.
Patrulhas temidas procuram recrutas
Cerca de 1,3 milhão de ucranianos servem nas forças armadas.
Pelo menos 80 mil soldados em idade elegível, entre 25 e 60 anos, morreram desde 2022, de acordo com estimativas ocidentais.
O governo do presidente Volodymyr Zelenskyy não divulga o número oficial de mortos. Ele disse que o exército precisa recrutar 500 mil dos cerca de 3,7 milhões de homens em idade de combate que são elegíveis para o serviço.
Hoje em dia, muitos potenciais recrutas em toda a Ucrânia pensam duas vezes antes de sair de casa. Se o fizerem, eles olham por cima do ombro em busca de patrulhas de “caça ao homem”.
Cada patrulha é composta por policiais e agentes de recrutamento, grupos de quatro a seis funcionários que vasculham áreas públicas como estações de metrô, pontos de ônibus, shopping centers e centros de cidades e vilas. Eles também atuaram em shows de rock, boates e restaurantes caros.
A Al Jazeera testemunhou o trabalho de várias dessas patrulhas. Em todas as vezes, os policiais se recusaram a comentar e a ser fotografados.
Eles abordam qualquer homem à vista para verificar sua identidade e documento de recrutamento, uma impressão ou digitalização em um celular que tenha um código QR.
O código dá acesso ao “status de recrutamento” do homem numa base de dados central.
Esse estatuto teve de ser actualizado em meados de Julho, quando um lei de recrutamento entrou em vigor após meses de deliberações e milhares de alterações.
Cada recruta em potencial tinha que fornecer detalhes sobre seu endereço, contatos, estado de saúde, serviço militar anterior e capacidade de manusear armas, equipamentos militares e veículos.
Na altura, filas de horas de duração formavam-se em frente aos escritórios de recrutamento, onde o pessoal era frequentemente interrompido por sirenes de ataques aéreos e apagões causados por ataques russos às infra-estruturas energéticas.
Em maio, o governo lançou o Reserv+, uma aplicação que permite aos ucranianos atualizar o seu estado de recrutamento a partir dos seus telemóveis.
Aqueles que não fossem agora punidos – as suas cartas de condução poderiam ser revogadas ou as contas bancárias congeladas. Se potenciais recrutas viverem no exterior, serviços consulares poderia ser negado.
‘Eles reúnem pessoas aleatoriamente’
Vitaly, um natural de Kiev de 23 anos que estuda engenharia em uma universidade alemã, teve seus serviços negados no consulado ucraniano, disse sua mãe à Al Jazeera.
Ele foi instruído a ignorar o aplicativo e retornar a Kiev para atualizar “pessoalmente” seu status, disse ela.
“É claro que ele não o fez porque não o deixaram voltar” para a Alemanha, disse ela.
“Foi assim que a Ucrânia perdeu mais um cidadão” porque o seu filho planeia agora requerer a cidadania alemã depois de se formar, disse ela.
Na Ucrânia, as patrulhas são temidas por alguns.
“Eles reúnem as pessoas aleatoriamente e as colocam em microônibus”, disse Boris, um homem de 31 anos da cidade de Kharkiv, no nordeste, à Al Jazeera.
Ele disse que as patrulhas conseguem deter homens sem verificar seus documentos.
“Cinco ou seis (oficiais) torcem os braços e, opa, amanhã você está no (campo) de Desna”, na região norte de Chernihiv, disse ele.
Boris poderá ficar imune ao recrutamento se se tornar cuidador legal do seu pai deficiente, que teve um ataque cardíaco este ano. Mas ele tem medo até de colocar os pés em um escritório de recrutamento com a papelada.
“As pessoas entram lá e acabam em Desna um dia depois”, disse ele, referindo-se ao campo que as forças russas atacaram em maio de 2022 com dois mísseis, matando pelo menos 87 recrutas.
No final de agosto, um oficial em patrulha deteve Andriy, um residente de Kiev de 27 anos, quando este entrava numa estação de metro.
Aluno de doutorado que não pode ser convocado, Andriy mostrou seu cartão com código QR. Mas ele foi levado à força para o escritório de recrutamento mais próximo, onde os policiais lhe disseram que ele estaria a caminho de um campo de treinamento “dentro de uma hora”, disse ele à Al Jazeera.
“Eles me pressionaram habilmente”, disse ele. “É uma linha de montagem de coerção.”
Mas então um médico se recusou a dispensar Andriy por causa de miopia e astigmatismo, e ele foi dispensado para obter “papelada adicional”, disse ele.
“Foi um milagre”, disse ele.
Violência e corrupção
Também houve vários relatos de violência contra potenciais recrutas.
No final de maio, Serhiy Kovalchuk, um homem de 32 anos, foi espancado num escritório de recrutamento na cidade central de Zhitomir e morreu no hospital seis dias depois, disse a sua família à rede de televisão Suspilne.
Autoridades disseram que Kovalchuk sofreu um traumatismo craniano durante um ataque epiléptico, após vários dias de consumo excessivo de álcool.
As frequentes detenções violentas e a negação de acesso a advogados a potenciais recrutas constituem violações dos direitos humanos, segundo Roman Likhachyov, advogado e membro do Centro de Apoio aos Veteranos e Suas Famílias, um grupo em Kiev.
No entanto, o uso da violência tem duas vertentes, uma vez que tanto os oficiais de recrutamento como os potenciais recrutas recorrem a ela, disse ele.
“Cada caso deve ser considerado de forma diferente”, disse ele à Al Jazeera.
Entretanto, a crise do recrutamento é reflectida pelo número crescente de deserções. Mais de 100 mil militares desertaram desde 2022, disse Likhachyov, muitas vezes em grupos de 20 a 30 pessoas.

A esquiva ao recrutamento gera corrupção na Ucrânia, um país que é notório pela corrupção.
Os subornos variam, disseram vários homens à Al Jazeera.
Em alguns casos, podem ser pagos 400 dólares a uma equipa de patrulha no local para libertar um homem.
Noutros, milhares de dólares podem comprar permissão para fugir do país ou comprar um “bilhete branco”, um documento que torna alguém imune ao recrutamento.
Em agosto de 2023, Zelenskyy demitiu todos os chefes regionais de escritórios de recrutamento em toda a Ucrânia. Dezenas de outros oficiais de baixa patente foram demitidos e presos por suborno.
O governo de Zelenskyy também tentou persuadir as nações ocidentais que aceitaram centenas de milhares de refugiados ucranianos a deportar cada homem em idade de lutar, mas os seus governos recusaram.
Os esforços para atrair ucranianos étnicos dos milhões de membros da diáspora espalhados da Polónia ao Canadá também falharam.
A campanha de alistamento do governo foi “erroneamente” terceirizada para o exército, segundo o tenente-general Ihor Romanenko, ex-vice-chefe do Estado-Maior General das forças armadas.
Ele acredita que o governo deveria ter iniciado uma campanha de sensibilização para “explicar, convencer, envolver os recrutas”, mas disse que, em última análise, “há grandes problemas a serem resolvidos”.
Os potenciais recrutas deveriam “perceber que se não houver ninguém para defender (a Ucrânia), tudo acabará mal para todos nós”, disse ele à Al Jazeera.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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