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Partes da Grande Barreira de Corais registram maior número de mortes de corais devido ao calor e tempestades | Notícias sobre a crise climática

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Até 72% dos corais foram encontrados mortos em 12 dos 19 recifes pesquisados ​​no norte da maior estrutura viva do mundo.

Recente branqueamento em massadois ciclones e inundações deixaram partes da a Grande Barreira de Corais com “mortalidade significativa de corais”, de acordo com novos dados do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS).

As pesquisas na água de 19 recifes entre Lizard Island e Cardwell entre agosto e outubro encontraram até 72% de mortalidade de corais em 12 recifes, mostrou a pesquisa na terça-feira.

Numa secção norte do recife, ao longo do sector Cooktown-Lizard Island, mais de um terço da cobertura de coral duro foi perdido, o “maior declínio anual” em 39 anos de monitorização governamental, disse o AIMS.

Os cientistas disseram que o desenvolvimento foi resultado do verão austral, dos ciclones tropicais Jasper e Kirrily, bem como de uma inundação de água doce entre dezembro de 2023 e março de 2024.

Os cientistas da agência estão atualmente coletando dados sobre os recifes da região sul da Grande Barreira de Corais.

“Estes resultados iniciais mostram a vulnerabilidade do recife aos eventos de branqueamento, que estão a aumentar em frequência, pegada e intensidade sob as alterações climáticas. A sua resiliência está a ser severamente testada”, disse Manuel Gonzalez Rivero, diretor interino do programa de investigação da AIMS.

O recife, um organismo vivo, estende-se por cerca de 2.300 km (1.429 milhas) ao largo da costa nordeste da Austrália e é considerado um dos habitats mais ricos em espécies do planeta. É o lar de centenas de corais, mais de 1.600 espécies de peixes, 133 espécies de tubarões e raias e 30 espécies de baleias e golfinhos, entre outras criaturas.

Mas repetidos eventos de branqueamento em massa ameaçaram roubar a atração turística da sua maravilha, transformando bancos de corais outrora vibrantes num tom doentio de branco.

O branqueamento ocorre quando a temperatura da água aumenta e o coral expele algas microscópicas, conhecidas como zooxantelas, para sobreviver. Se as altas temperaturas persistirem, o coral pode eventualmente ficar branco e morrer.

Este ano já havia sido confirmado como o quinto branqueamento em massa do recife nos últimos oito anos. Mas a última pesquisa também descobriu que um tipo de coral em rápido crescimento – conhecido como Acropora – sofreu a maior taxa de mortalidade. Este coral cresce rapidamente, mas é um dos primeiros a branquear.

O pesquisador-chefe Mike Emslie disse à emissora pública ABC que o verão passado foi “um dos eventos mais graves” em toda a Grande Barreira de Corais, com os níveis de estresse térmico superando os eventos anteriores.

“São impactos graves. São perdas graves”, afirmou.

‘Aproximando-se de um ponto de inflexão’

Richard Leck, chefe dos oceanos do Fundo Mundial para a Natureza (WWF)-Austrália, disse que as pesquisas iniciais confirmaram os seus “piores receios”.

“A Grande Barreira de Corais pode recuperar mas há limites para sua resiliência”, disse ele. “Não pode ser repetidamente martelado assim. Estamos nos aproximando rapidamente de um ponto de inflexão.”

Leck acrescentou que a área pesquisada era “relativamente pequena” e temia que quando o relatório completo fosse divulgado no próximo ano “níveis semelhantes de mortalidade” fossem observados.

Ele disse que isso reforçou a necessidade da Austrália de se comprometer com metas mais fortes de redução de emissões de pelo menos 90% abaixo dos níveis de 2005 até 2035 e de se afastar dos combustíveis fósseis.

O país é um dos maiores exportadores mundiais de gás e carvão e só recentemente estabeleceu metas para se tornar neutro em carbono.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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