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PCC: Ação no GRU indica que atiradores tinham treinamento – 09/11/2024 – Cotidiano

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Rogério Pagnan

A investigação do DHPP (divisão de homicídios da Polícia Civil) sobre o assassinato do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, 38, no aeroporto internacional de Guarulhos, na tarde desta sexta-feira (8), começa com algumas certezas: o grupo criminoso tinha treinamento especial e contava com informações privilegiadas.

Policiais ouvidos pela Folha que participam da investigação afirmaram que o número de interessados na morte Gritzbach era grande e, por isso, o crime não causou nenhuma surpresa. Ele era suspeito de ter mandado matar dois integrantes da facção PCC e também fechou um acordo de delação premiada com a Justiça.

O que fugiu completamente do esperado, segundo os investigadores, foi o local escolhido para o ataque.

Na avaliação dos investigadores, a escolha do local para o ataque surpreende por se tratar de um ponto de concentração de forças de segurança, como policiais civis, federais, militares e guardas municipais, além de monitoramento por diversas câmeras, nos trechos de acesso e no terminal.

Por isso, os policiais afirmam ter absoluta certeza de que os criminosos tinham informações privilegiadas de como seria a situação de Gritzbach no terminal 2. Só não sabem quem repassou as informações. O ataque não foi, assim, uma situação acidental ou de oportunidade, muito menos operada por amadores.

Analisando todas as imagens já obtidas, as equipes de investigação também afirmam ter segurança de que os atiradores são pessoas com “treinamento operacional”, acostumadas a realizar disparos com fuzil 7.62, uma arma geralmente utilizada por atiradores de elite e equipes de assalto especializadas.

Até forma como o grupo avançou no momento do ataque reforça a tese do treinamento, ainda segundo a avaliação das imagens. Os criminosos foram em direção à vítima com o propósito de matar e, usando a versão rajada da arma, provocar intimidação de qualquer oponente.

Prova disso, ainda segundo eles, é que um guarda municipal que estava próximo não teve condições de reagir. Esse funcionário da Prefeitura de Guarulhos agiu corretamente, na avaliação da polícia, porque estaria morto neste momento caso tivesse se colocado na frente do grupo.

As equipes de investigação também apontam como situação muita atípica, até certo ponto suspeita, a falha da equipe de segurança que acompanhava a vítima. Dos cinco policiais que deveriam estar em torno dela, apenas um deles estava próximo na hora do ataque, outro mais distante, e nenhum deles reagiu.

Três policiais desses policiais de escolta não estavam no local do crime porque, segundo eles, o carro utilizado pela equipe quebrou e, por isso, não conseguiram se aproximar. Os PMs foram ouvidos pelas equipes do DHPP para explicar o ocorrido, e todos tiveram os celulares apreendidos.

Integrantes da Polícia Civil afirma ter convicção de que se o trabalho dos PMs tivesse ocorrido como era esperado, Gritzbach estaria vivo ou o número de mortos no confronto seria muito maior, porque os PMs da escolta são integrantes de equipes de Força Tática, e, assim, preparados ações letais.

A Folha não publica o nome dos policiais envolvidos no caso porque não há nenhuma prova da participação deles no crime, apenas circunstâncias que estão sendo investigadas. O comando da PM colocou os policiais de atividades administrativas.

Policiais ouvidos pela reportagem também afirmaram que, embora o número de interessados no fim do empresário seja de fato muito grande, já há uma lista de suspeitos prioritários e com a possibilidade de ocorrer prisões no decorrer dos próximos dias.

As equipes do DHPP aguardavam relatórios da perícia, entre eles do que foi encontrado no carro abandonado pelos criminosos durante a fuga, como digitais ou fragmentos para coleta de DNA. Acredita-se que pelo menos cinco criminosos participaram da ação.

O esclarecimento desse caso está sendo tratado como prioridade pela Polícia Civil, até por estar acompanhado por um pedido do próprio governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o próprio declarou em entrevista.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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