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Pela segunda vez no mês, Rio Acre atinge 1,30 metro na capital

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Pela segunda vez este mês, o Rio Acre atingiu, nesta terça-feira (27), a marca de 1,30 metro na capital acreana, uma da menores já registradas. No domingo (25), o manancial estava com 1,34 metro, a pior cota dos últimos sete anos para esse dia.

A primeira vez que o rio atingiu esse nível foi no dia 10 de setembro. Desde o início do mês, o Rio Acre tem batido recordes e a capital acreana enfrenta uma seca histórica.

Com operação que usa carros-pipas para levar água potável, a Defesa Civil Municipal atende 21 comunidades rurais, com 3,3 mil famílias atendidas por, o que dá cerca de 14 mil pessoas. A distribuição de água ocorre diariamente como forma de amenizar os impactos da seca.

Segundo a Defesa Civil de Rio Branco, durante este mês foi registrada apenas uma chuva na capital, no dia 15 com um acumulado de 54,2 mm. O esperado para todo o mês é de 95,5 mm. A chuva, acompanhada de ventos de mais de 50 km/h, causou estragos e transtornos em Rio Branco, com destelhamentos de casas e prédios, quedas de árvores e queda de energia elétrica em vários bairros.

Desde que alcançou a pior marca histórica, no dia 11 de setembro, de 1,29 metro, o manancial vem apresentando pequenas oscilações, mas tem se mantido abaixo dos 2 metros. Na semana passada, por exemplo, ele chegou a marcar 1,88 metro na terça (20) após chuvas no interior.

“Chuvas podem ocorrer, inclusive, com temporais, mas nada que influencie no nível do rio, ou seja, nada que vá resolver o problema. A nossa previsão continua a mesma, de chuvas mais regulares somente por volta da segunda quinzena de outubro. Então, nós temos o restante do mês de setembro e a primeira quinzena de outubro nessa situação”, disse o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão.

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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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