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Pelo menos 34 mortos em Gaza enquanto o exército israelense intensifica o ataque no norte | Notícias de Gaza
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Moradores de Jabalia, no norte de Gaza, dizem que os tanques israelenses chegam ao centro do campo em meio ao cerco e ao blecaute de telecomunicações.
Os ataques israelitas na sitiada Faixa de Gaza mataram pelo menos 34 palestinianos, afirma o Ministério da Saúde, com muitas das vítimas registadas na parte norte do enclave, onde as forças israelitas intensificaram o seu ataque terrestre.
Moradores de Jabalia, no norte de Gaza, disseram na sexta-feira que tanques israelenses alcançaram o centro do campo de refugiados, usando fogo aéreo e terrestre pesado, depois de passarem por subúrbios e bairros residenciais.
Acrescentaram que o exército israelita destrói diariamente dezenas de casas, pelo ar e pelo solo, e coloca bombas em edifícios e depois detona-as remotamente.
Vídeos verificados pela Al Jazeera mostraram fumaça intensa envolvendo um prédio fortemente danificado em Jabalia e cenas caóticas enquanto as pessoas corriam para se proteger em meio aos pesados bombardeios israelenses.
Pelo menos 15 das pessoas mortas na sexta-feira morreram em Jabalia enquanto Israel continua a ser incapacitante cerco do norte de Gaza, incluindo Beit Hanoon e Beit Lahiya.
Houve também relatos de um apagão de telecomunicações quando veículos militares israelitas e um grande número de soldados avançaram em direcção ao campo de refugiados de Jabalia vindos de várias direcções.
Os militares israelitas disseram na sexta-feira que enviaram outra unidade militar para apoiar as suas forças que operam em Jabalia depois de terem renovado a sua ofensiva terrestre há duas semanas.
Jabalia é o maior dos oito campos históricos de refugiados de Gaza e tem sido alvo de repetidos bombardeamentos israelitas. Também testemunhou vários ataques terrestres desde que Israel lançou a sua guerra contra Gaza em Outubro do ano passado.
Moradores de Jabalia e cidades próximas disseram que os cortes nas comunicações e nos serviços de internet interromperam as operações de resgate das equipes de ambulância e a capacidade das pessoas afetadas pelos ataques israelenses de procurar ajuda.
Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera, reportando de Deir el-Balah, no centro de Gaza, disse que os confrontos em Jabalia estão “enfurecidos”.
O campo “não teve acesso a itens essenciais – suprimentos médicos e humanitários – pelo exército israelense”, disse Azzoum.
Ele citou testemunhas que disseram que o campo está passando por “um genocídio”. “Famílias têm sido mortas dentro de suas casas em Jabalia. … A grande maioria dos hospitais está sobrecarregada de vítimas.”
Equipe médica exausta
As Nações Unidas estimam que 400 mil pessoas estão presas no norte de Gaza e não conseguiram sair devido aos intensos bombardeamentos, aos atiradores israelitas e às tropas terrestres.
Desde a última incursão, o norte de Gaza foi isolado. As tropas israelenses não permitiram a entrada de alimentos, bebidas ou remédios. Autoridades locais disseram que as pessoas estão morrendo de fome.
Também na sexta-feira, as autoridades de saúde apelaram ao envio imediato de combustível, material médico e alimentos para três hospitais do norte de Gaza, sobrecarregados pelo número de pacientes e feridos.
No Hospital Kamal Adwan, os médicos tiveram de substituir crianças nos cuidados intensivos por casos mais críticos de adultos gravemente feridos por ataques aéreos israelitas contra uma escola que abrigava palestinianos deslocados em Jabalia.
Esse ataque na quinta-feira matou 28 pessoas. Israel disse ter como alvo combatentes escondidos no complexo – algo que o Hamas negou veementemente.
O diretor de Kamal Adwan, Hussam Abu Safiya, disse num vídeo enviado à mídia que as crianças foram transferidas para outra divisão dentro das instalações, onde estavam sendo bem cuidadas.
Os médicos de Kamal Adwan, bem como dos hospitais al-Awda e indonésio, apelaram repetidamente à criação de um corredor humanitário e recusaram-se a deixar os seus pacientes, apesar das ordens de evacuação emitidas pelo exército israelita.
Abu Safiya disse que a equipe médica estava exausta e os suprimentos hospitalares, incluindo alimentos, estavam gravemente esgotados.
Autoridades de saúde disseram que mais de 450 pessoas foram mortas no ataque israelense no norte de Gaza nas últimas duas semanas.
Pelo menos 42.500 palestinos foram mortos na ofensiva em curso de Israel até agora.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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