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Persistem “grandes diferenças” em relação às tarifas automotivas da UE – DW – 12/10/2024

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Representantes de China e o União Europeia não conseguiram chegar a um acordo para reduzir as tarifas da UE sobre produtos fabricados na China veículos elétricos (EVs), disse Pequim no sábado.

Bruxelas acusou os fabricantes de automóveis chineses de despejarem veículos elétricos baratos no mercado da UE, de reduzirem os preços dos automóveis fabricados no país e de ameaçarem os empregos na indústria automóvel em Europa.

A UE vê-a como uma concorrência desleal alimentada pelos enormes subsídios de Pequim ao sector automóvel. Para compensar esta pressão, a UE está preparada para impor tarifas de até 35,3% sobre as importações de VE produzidos na China.

A China alertou sobre uma situação troca guerra se Bruxelas não recuar. Esta semana, Pequim impôs tarifas provisórias sobre EU-made brandy.

Será que as novas tarifas da UE sobre os automóveis chineses poderão sair pela culatra?

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“Progressos importantes” alcançados, mas ainda “grandes diferenças”

Seguindo o oitava rodada de negociações em Bruxelas desde 20 de setembro, o Ministério do Comércio da China emitiu um comunicado dizendo que permaneciam “grandes diferenças”.

Os negociadores “fizeram progressos importantes em algumas áreas”, acrescenta o comunicado, mas “não chegaram a uma solução aceitável para ambos os lados”.

“Espera-se que a UE possa encontrar-se com a China a meio caminho, organizar uma vinda à China o mais rapidamente possível e acelerar as consultas com uma atitude construtiva, de modo a alcançar uma solução adequada o mais rapidamente possível”, continua o comunicado.

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A China exportou 438.000 carros elétricos a bateria para a UE em 2023, avaliados em 9,7 mil milhões de eurosImagem: TANG KE/Avalon/Photoshot/aliança de fotos

China alerta contra conversar com suas montadoras

O Ministério do Comércio da China também alertou os negociadores da UE contra a fixação unilateral de preços com as montadoras chinesas fora das negociações com Pequim.

“Se a UE negociar compromissos de preços com algumas empresas separadamente enquanto negocia com a China, isso abalará os alicerces e a confiança mútua das negociações, interferirá nas negociações entre os dois lados e será prejudicial ao progresso geral das consultas”, disse o relatório. disse o ministério.

O ministério citou “relatórios relevantes”, mas não forneceu qualquer prova de que Bruxelas esteja a manter conversações separadas com as suas montadoras.

Esta semana, a China propôs que os VE exportados para a Europa fossem vendidos a um preço mínimo de 30.000 euros (32.000 dólares).

Pequim esperava que esta medida evitasse as tarifas, que se devem a será imposta no próximo mês. Autoridades da UE rejeitaram a sugestão.

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Charles Michel, da UE, diz que acordo ainda pode acontecer em breve

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que lidera o órgão que define a direção política da UE, reuniu-se com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, à margem de uma cimeira do Sudeste Asiático, no Laos, no início desta semana.

Michel insistiu que a UE não seria mais “ingênua” em relação aos subsídios do governo chinês, embora oferecesse alguma esperança de que uma solução pudesse estar pronta dentro de dias ou semanas.

“Tenho a impressão de que a porta não está fechada, mas é uma situação muito difícil, é muito desafiadora”, disse ele à agência de notícias AFP na sexta-feira.

“Contamos com a China para adaptar o seu comportamento e compreender que temos de reequilibrar as relações económicas para uma maior justiça, para uma concorrência leal, para condições de concorrência mais equitativas”.

A China já está travada numa amarga guerra comercial com o Estados Unidos. Washington impôs tarifas sobre milhares de milhões de dólares em produtos chineses, incluindo veículos eléctricos, baterias de automóveis e células solares.

Os EUA também restringiram o acesso das empresas chinesas aos chips norte-americanos de ponta utilizados para treinar plataformas de inteligência artificial.

mm/dj (AFP, AP, dpa, Reuters)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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