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PGR apoia retirada das receitas próprias do teto de gastos – 30/12/2024 – Mercado

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Mariana Brasil

A PGR (Procuradoria-Geral da República) deu parecer defendendo que as verbas obtidas pelo Judiciário para custeio próprio devem ficar de fora do cálculo do limite das despesas gerais, previsto pelo arcabouço fiscal.

O órgão saiu em defesa da ação movida no STF (Supremo Tribunal Federal) pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que pede a ampliação da retirada das receitas próprias das regras fiscais, como já acontece com universidades, empresas públicas e instituições do Executivo.

A posição da PGR foi antecipada pelo portal Jota.

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que não há motivos para estabelecer um tratamento diferente para as receitas próprias do Judiciário da União.

O argumento da associação é de que o respectivo custeio se dá mediante verbas qualificadas como receitas próprias, não sujeitas ao teto estabelecido, independentemente de serem ou não destinadas a fundo especial.

Como referência, o procurador citou a forma como fazem as entidades liberadas pela legislação, como universidades públicas, empresas públicas prestadoras de serviços para hospitais universitários federais e instituições federais de educação, cujas receitas próprias não entram na conta.

“Se receitas de mesma natureza jurídica das custas e emolumentos do Poder Judiciário, qualificadas como ‘receitas próprias, ou de convênios, contratos ou instrumentos congêneres’, foram excepcionadas do limite de teto de gastos para determinados órgãos do Poder Executivo, resta clara a ofensa ao princípio da separação e harmonia entre os poderes”, diz trecho da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.641.

Na ação, a associação alega que as receitas das custas e emolumentos, como também as demais receitas próprias destinadas ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas do Poder Judiciário, deveriam estar imunes à limitação do teto de gastos. Segundo a AMB, tais receitas decorrem de contratos e convênios firmados pelos Tribunais.

Na manifestação da PGR, Gonet afirmou que restrições orçamentárias que repercutam de forma direta ou indireta no funcionamento da atividade judiciária podem ser questionadas pela associação.

“A autonomia financeira do Poder Judiciário constitui instrumento assegurador da sua independência, propiciando-lhe a participação na elaboração dos seus orçamentos e a gestão de suas próprias receitas e despesas”, diz a manifestação de Gonet.

O texto de Gonet inclui ainda as informações fornecidas pelo Congresso Nacional sobre o tema, todas elas contra o pedido da AMB.

A Câmara dos Deputados informou que as normas questionadas cumprem os trâmites constitucionais e regimentais. O Senado Federal também defendeu a constitucionalidade da lei e argumentou que o ônus do novo arcabouço fiscal deve ser compartilhado com isonomia entre os Poderes.

A Casa entendeu ainda que aceitar o pedido de retirada das receitas levaria à exclusão do Poder Judiciário do regime fiscal, restringindo apenas aos demais poderes e comprometendo a economia prevista pelo arcabouço.

Além de também ir na contramão do pedido da AMB, a Presidência da República afirmou que o pedido da Associação não tem pertinência temática e é juridicamente inviável, por resultar em atuação do Judiciário como legislador.

A Presidência alegou ainda que os dispositivos questionados se voltam à “estabilidade macroeconômica do país, sem interferir na gestão e na aplicação de recursos do Poder Judiciário da União.”

A AGU (Advocacia-Geral da União) manifestou-se pela improcedência do pedido.

O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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