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PGR vai contestar no STF encerramento de investigações de Cláudio Castro
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro André Mendonça que determinou o encerramento de duas investigações contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
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Os inquéritos tramitavam no Superior Tribunal de Justiça e apuravam um esquema de corrupção e desvio de dinheiro público (peculato) em contratos com entidades de assistência social no estado. Nos dois casos, delatores acusaram Castro de receber propina de fornecedores da Fundação Leão XIII, vinculada ao governo do estado.
Segundo o MP fluminense, o esquema pode ter levado ao desvio de R$ 30 milhões dos cofres públicos, entre 2013 e 2018.
Mendonça acatou os argumentos da defesa de Castro, que alegou num pedido de habeas corpus haver ilegalidades nas colaborações premiadas e nos depoimentos que fundamentaram os inquéritos.
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A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, não concorda com as alegações da defesa e está preparando um recurso.
Ainda assim, aliados de Castro avaliam que há maioria de votos na Segunda Turma do STF para manter a decisão de Mendonça.
Isso por conta do perfil do colegiado, em que três dos cinco ministros são mais inclinados a acolher os argumentos da defesa de investigados – como Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, todos com conexões políticas e considerados de perfil mais “garantista”, em contraposição aos colegas da Primeira Turma do STF, apelidada pelos advogados de “câmara de gás” pelo perfil mais linha dura.
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Interlocutores de Castro lembram que o próprio Gilmar já anulou provas envolvendo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na investigação sobre a suspeita de desvios em contratos de kits de robótica com base em argumentos similares – no caso de Lira, sob a alegação de que o caso deveria ter começado no próprio STF, onde o parlamentar tem foro.
Já a decisão de Mendonça que salvou o governador do Rio atendeu a um pedido da defesa de Castro, que alegou que os dois inquéritos do STJ que o investigavam “estariam maculados por supostas ilegalidades perpetradas nas origens das colaborações premiadas e depoimentos que os fundamentaram”.
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Um dos pontos levantados é de que a colaboração premiada do empresário Bruno Campos Selem tratou sobre ilícitos eleitorais, e, por isso, não poderia ter sido celebrada e homologada pelo Ministério Público Estadual e pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – e sim pelo Ministério Público Eleitoral e pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
Selem acusou Claudio Castro de receber R$ 100 mil em propina de um fornecedor da Fundação Leão XIII, vinculada ao governo do estado – e também apontou em sua delação o suposto pagamento de valores não declarados para a campanha eleitoral do ex-deputado estadual Pedro Fernandes Neto, ex-secretário estadual de educação.
A Leão XIII era vinculada à secretaria de Pedro. Segundo o Ministério Público do Rio, Fernandes Neto ficava com uma propina equivalente a 20% do valor dos contratos assinados pela fundação.
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Segundo o MP fluminense, o esquema pode ter levado ao desvio de R$ 30 milhões dos cofres públicos, entre 2013 e 2018.
Já no caso da delação premiada do empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva, que disse ter financiado a campanha de Castro à Assembleia do Rio, a defesa do governador acusa o delator de ter sonegado dados ao Ministério Público do Rio, apresentando novas informações para a sua colaboração mais de um ano depois de fechar o acordo e da Operação Catarata, em 2019, que levou à prisão de sete pessoas por fraudes na Fundação Estadual Leão XIII.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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