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PL tenta conquistar marca inédita de prefeitos em capitais – 26/10/2024 – Poder

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João Pedro Pitombo

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai às urnas neste domingo (27) com o desafio de atingir uma marca inédita de prefeitos eleitos nas capitais brasileiras. O partido elegeu dois prefeitos ainda no primeiro turno e concorre em outras nove capitais.

Ao todo, as capitais de 15 estados estão em disputa neste segundo turno. O resultado vai definir o xadrez das forças políticas nas grandes cidades, onde há um predomínio de partidos de centro e de direita.

O desempenho do bolsonarismo deve servir de termômetro para as eleições estaduais e presidenciais de 2026, assim como o campo aliado ao presidente Lula (PT), que vem de resultados negativos nas eleições de 2016 e 2020 e busca retomar espaços.

Antes da filiação de Bolsonaro, em 2021, a última vez que o PL elegeu um prefeito de capital nas urnas tinha sido em 2000, quando Alfredo Nascimento venceu em Manaus. O partido tem atualmente os prefeitos de Maceió e Rio Branco, reeleitos no primeiro turno, mas ambos foram eleitos por outras legendas em 2020.

Na eleição municipal de 2020, Bolsonaro tinha rompido com o PSL e estava sem partido. Seus aliados se pulverizaram entre diversas legendas de direita.

Neste segundo turno, o PL desponta como favorito em Aracaju, mas enfrenta cenários considerados difíceis em João Pessoa e Belém. Nas demais seis capitais em que a legenda concorre, a expectativa é de disputa acirrada entre seus candidatos e os oponentes.

É o caso de grandes colégios eleitorais como Fortaleza, Belo Horizonte e Manaus, onde chegaram ao segundo turno nomes próximos a Bolsonaro como André Fernandes, Bruno Engler e Capitão Alberto Neto.

O partido também disputa o segundo o turno em Palmas, Goiânia e Cuiabá e tem os vices em chapas que concorrem em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Porto Velho –no primeiro turno, elegeu a vice em Florianópolis.

Caso vença em 8 das 9 capitais que disputa neste segundo turno, o PL poderá superar o resultado que PT conquistou em 2004, quando elegeu nove prefeitos. Foi a maior hegemonia de um partido nas capitais brasileiras neste século.

Partidos como PSD, MDB e União Brasil também despontam entre os que podem fazer o maior número de prefeitos nas capitais.

O PSD, que assumiu a ponta no número de prefeitos eleitos no primeiro turno, elegeu os prefeitos do Rio de Janeiro, Florianópolis e São Luís, sendo Eduardo Paes (RJ) aliado de Lula e Topazio Neto (SC) próximo a Bolsonaro.

A sigla ainda concorre em Belo Horizonte, onde o prefeito Fuad Noman enfrenta o bolsonarista Bruno Engler com o apoio da esquerda no segundo turno, e em Curitiba, onde legendas à direita ancoram Eduardo Pimentel.

O MDB segue na mesma linha, com divisões internas. Os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes, e de Porto Alegre, Sebastião Melo, concorrem com vices do PL e apoio dos bolsonaristas contra candidatos de esquerda.

Em Belém, o cenário é o oposto. Igor Normando (MDB) disputa o segundo turno respaldado pela esquerda contra o bolsonarista Eder Mauro (PL). No primeiro turno, o MDB reelegeu os atuais prefeitos de Macapá e Boa Vista.

O União Brasil tem candidaturas mais consolidadas no lado conservador, mas terá embates diretos com outros candidatos da direita em três capitais: Goiânia, Campo Grande e Porto Velho.

Na capital de Goiás, o segundo turno tem sido marcado por embates entre o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que apoia a candidatura do empresário e ex-deputado Sandro Mabel, do mesmo partido, e os bolsonaristas que ancoram o candidato Fred Rodrigues (PL).

Em Campo Grande, duas mulheres duelam pelo eleitorado conservador: a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), que no segundo turno tem o apoio de parcela dos bolsonaristas e da esquerda, e a prefeita Adriane Lopes (PP), que ganhou o respaldo de Bolsonaro.

Em Natal, o União Brasil trava o seu único embate com a esquerda: o deputado federal Paulinho Freire enfrenta a também deputada Natália Bonavides (PT).

Os partidos de esquerda, que venceram apenas com João Campos (PSB) no Recife na primeira etapa da eleição, disputam seis capitais neste segundo turno. O principal nome é Guilherme Boulos (PSOL), que concorre em São Paulo, com o apoio dos petistas, contra o prefeito Ricardo Nunes.

O PT, que não elegeu nenhum prefeito de capital em 2020, chegou ao segundo turno em quatro cidades e disputa neste domingo o comando das prefeituras de Fortaleza, Porto Alegre, Natal e Cuiabá.

Com exceção de Porto Alegre, onde o prefeito Sebastião Melo é favorito contra a deputada Maria do Rosário, a expectativa é que os petistas protagonizem disputas acirradas contra seus adversários.

Em Cuiabá e Fortaleza, serão embates diretos entre o PT e o PL. Na capital de Mato Grosso, reduto bolsonarista, Lúdio Cabral (PT) recebeu o apoio até de empresários do agronegócio contra Abílio Brunini (PL). O petista é considerado moderado, enquanto o seu adversário é um aliado fiel de Bolsonaro.

Na capital cearense, o deputado estadual Evandro Leitão, filiado ao partido em dezembro passado, vai tentar inverter o resultado do primeiro turno para superar o deputado federal e influenciador bolsonarista André Fernandes. Também no Nordeste, o PT também tenta prevalecer em Natal.

O PDT, que concorreu às duas últimas eleições presidenciais com Ciro Gomes, encara sua única disputa em Aracaju. O pedetista Luiz Roberto, aliado do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), enfrenta a vereadora Emilia Correa (PL).

Já o PSDB, partido que chegou a ter o maior número de prefeitos nas capitais em 2016, quando emplacou sete nomes, teve o seu pior desempenho da história. A legenda sairá das urnas sem nenhum eleito nas 26 capitais.



Leia Mais: Folha

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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