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PL tentará convencer senador a desistir da disputa…

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Ricardo Chapola

O senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, marcou para semana que vem uma conversa com o também senador  Marcos Pontes (PL) para tentar convencê-lo a desistir de disputar a presidência do Senado. O PL é signatário de um acordo para eleger Davi Alcolumbre (União-AP) em troca de receber o comando de comissões estratégicas. Para Portinho, a decisão do senador representa um constrangimento para o próprio parlamentar e pode fazer com que o partido seja prejudicado na distribuição de cargos na nova gestão que começa em fevereiro.

“A candidatura de Marcos Pontes é um constrangimento para ele mesmo. A questão é matemática. Ele tem sofrido nas redes. Minha função é conversar com ele sobre isso. É legítimo ele querer disputar, eu respeito. Mas a repercussão para ele próprio está muito ruim, justamente por estar indo em um sentido oposto ao que a bancada decidiu”, afirmou o líder do PL.

Jair Bolsonaro também criticou o colega de partido que insiste em manter a candidatura. “Eu lamento você estar nessa situação, porque você sabe que não tem como ganhar. Se nós embarcarmos na sua candidatura, que eu acho muito melhor do que muitas por aí, vamos ficar sem comissões”, disse o ex-presidente. “Eu elegi você em São Paulo. Deixei de lado, entre eles, meu amigo Marcos Feliciano, com uma dor no coração enorme. Deixei de lado para te apoiar. Esse é o meu pagamento?”, concluiu, em tom de cobrança.

Pelo acordo costurado, o PL ficaria com a presidência da Comissão de Infraestrutura e a vice-presidência do Senado em troca do apoio à candidatura do União Brasil. “Precisamos ocupar espaços e ter oportunidade de pautar o que é caro para a gente. E ter paciência de aguardar as eleições de 2026 para ter, aí sim, maioria e a presidência do Senado, que é o mais importante”, explicou Portinho.

Crise no PL?

O ex-astronauta Marcos Pontes, que foi ministro no governo de Jair Bolsonaro, rebateu as críticas do ex-presidente. Sem citar o nome do capitão, o senador publicou um vídeo nas redes sociais no qual reforça a intenção de concorrer à presidência do Senado e ainda alfineta o ex-chefe:  “Pensamento do dia: a arrogância fecha portas, mas a humildade sempre abrirá as janelas da sabedoria para novos horizontes. Pense, viva e aprenda”,  escreveu.

No ano passado, o PL chegou a cogitar o lançamento de um candidato próprio à presidência do Senado — Rogério Marinho (PL-RN). Em outubro, porém, o senador anunciou a desistência, justificando que o partido apoiaria Alcolumbre.



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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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