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POLÍTICA

Deputado aciona TCU para ministério cumprir lei do…

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Nicholas Shores

O deputado Julio Lopes (PP-RJ) fez uma representação pedindo ao ministro Aroldo Cedraz, do TCU, que determine ao Ministério da Saúde o cumprimento da lei que estabelece o CPF como único número válido para o registro geral e acesso ao SUS no país.

“Apesar da clareza e do caráter vinculante da norma, os sistemas do SUS continuam utilizando o ‘Número do SUS’, gerado no CadSUS, como um identificador paralelo e nem sempre associado ao CPF, em total afronta ao que a legislação determina”, escreve Lopes.

Segundo o parlamentar, embora o Ministério da Saúde alegue que o CPF já é utilizado como identificador no CadSUS, o cumprimento da lei tem sido, na prática, apenas preferencial, e não exclusivo. 

Ele disse ter ouvido em reunião com técnicos da pasta que o SUS tem hoje 340 milhões de cadastros ativos – o que supera em cerca de 140 milhões o número de habitantes do país.

“A coexistência de um identificador paralelo compromete o monitoramento, a transparência e a eficiência das ações e dos gastos públicos”, contesta Lopes no ofício ao TCU.

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Lopes pede ao ministro Aroldo Cedraz que a Corte de Contas: 

  • apure as razões do descumprimento da lei do CPF como identificador único no SUS, “verificando as responsabilidades dos gestores envolvidos”;
  • determine as “medidas corretivas necessárias” para a plena implementação da norma, incluindo a eliminação do “Número do SUS” e consolidação do CPF como identificador único
  • e avalie a possibilidade de adoção de medidas judiciais ou administrativas adicionais para garantir o cumprimento da legislação.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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