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Planta diversas espécies de árvores para espalhar o risco na crise climática, diz o estudo | Árvores e florestas

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Planta diversas espécies de árvores para espalhar o risco na crise climática, diz o estudo | Árvores e florestas

Sandra Laville

Uma “abordagem do portfólio de investimentos” precisa ser aplicada ao plantio de árvores em larga escala em todo o mundo para reduzir os riscos de as espécies erradas serem plantadas no lugar errado, disseram economistas.

Os países fizeram promessas ambiciosas para plantar bilhões de árvores para remover os gases de efeito estufa e enfrentar o aquecimento global. O Reino Unido se comprometeu a plantar 30.000 hectares (74.000 acres) de árvores a cada ano até 2025 e manter a taxa até 2050, a Comissão Europeia se prometeu plantar 3 bilhões de árvores nos Estados -Membros até 2030, e os EUA sob o governo anterior comprometidos com o plantio de 1 bilhão de árvores na mesma data.

Mas os tipos de árvores necessários e onde plantá -las são decisões que precisam ser tomadas agora, embora as condições futuras permaneçam incertas.

O estudo sugere que os riscos do plantio de árvores futuros e o risco econômico de seu fracasso podem ser mitigados adotando a abordagem de investidores financeiros, que espalham riscos em um portfólio de empresas, escolhendo ativos como ações, títulos e mercadorias para atingir um equilíbrio eficiente.

Os economistas ambientais da Universidade de Exeter dizem que existem riscos significativos de converter terras agrícolas em florestas em um futuro das mudanças climáticas e da incerteza econômica, como o plantio de árvores em larga escala que deslocam a agricultura e afetam a segurança alimentar, dependendo de onde ocorre.

Mas uma “abordagem do portfólio de investimentos” para o plantio de árvores, que combina o risco climático com o risco econômico, é a melhor maneira mais econômica de remover o carbono se forem feitas escolhas cuidadosas sobre quais árvores plantarem onde, disseram os pesquisadores.

Frankie Cho, formada em doutorado pela Universidade de Exeter e principal autora do estudo, disse: “Um problema é que, porque não está claro o que os países em volta do mundo farão para combater as mudanças climáticas, não sabemos o quão desafiador o clima será no futuro.

“Se as mudanças climáticas forem extremas, as árvores de folhas largas no sul do Reino Unido oferecem a melhor remoção de carbono – mas essa é as terras agrícolas e podem ser realmente caras sob certos futuros econômicos.

“Se a mudança climática for mais branda, o plantio de coníferas em terras menos produtivas faz mais sentido, mas essas árvores não crescerão bem se as condições forem mais extremas. O problema é que não sabemos o que o futuro reserva e não pode ter certeza de que tipo de árvores precisamos plantar e onde. ”

A diversificação de espécies e locais para o plantio de árvores minimizaria o perigo de apostar no futuro errado, garantindo que as decisões de plantação de árvores permaneçam resilientes diante de futuras condições climáticas e econômicas incertas, o estudo, publicado na segunda -feira Em Anais da Academia Nacional de Ciências, diz.

Cho disse que estudos anteriores examinaram os riscos representados por variáveis ​​climáticas ou econômicas isoladamente, mas os riscos foram inerentemente interdependentes e correlacionados. O novo estudo Tomou o Reino Unido como modelo e examinou os riscos econômicos e as incertezas climáticas para criar um portfólio de plantio que levou em consideração as duas incertezas.

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No estudo, os pesquisadores escreveram: “As árvores de uma espécie são plantadas em um determinado local porque tendem a dar bons retornos sob condições futuras nas quais as árvores plantadas em outro local dão retornos ruins e vice -versa.

“A estratégia de plantio é um portfólio no sentido de incluir o plantio de ambas as variedades e, assim, limita a exposição ao risco de queda, a possibilidade de retornos caindo abaixo de um certo limite”.

Brett Day, professor de economia ambiental da Universidade de Exeter e também autor do estudo, disse: “Não temos outra opção que possa remover o carbono da atmosfera na escala e no custo de que precisamos cumprir nossos objetivos líquidos zero. Enquanto a plantação de árvores carrega riscos, nosso estudo mostra que, se feito estrategicamente, continua sendo a melhor solução que temos. ”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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