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Polícia Civil do Acre apresenta panorama do trabalho realizado em 2024
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2 anos atrásem
Marcelo Torres
O ano de 2024 foi marcado por um intenso trabalho da Polícia Civil do Acre (PCAC) no combate à criminalidade. Delegados, investigadores, Escrivães, peritos e auxiliares de necropsia se dedicaram incansavelmente para garantir a segurança da população acreana, enfrentando desafios complexos e atuando em diversas frentes.
Em cenário marcado pela crescente sofisticação do crime organizado, a PCAC realizou diversas operações de grande impacto, desarticulando quadrilhas envolvidas em tráfico de drogas, crimes violentos e outros delitos. A integração com forças de segurança estaduais e federais foi fundamental para o sucesso dessas ações, que resultaram na prisão de diversos criminosos e na apreensão de armas, drogas e outros materiais ilícitos.
Um dos destaques do ano foi o fortalecimento do combate à violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos. A Polícia Civil intensificou as investigações de casos de feminicídio, pedofilia e outros crimes dessa natureza, buscando garantir a proteção das vítimas e a punição dos agressores.

Números que fazem a diferença
Capital
- Mandados de prisão preventiva cumpridos: 223;
- Mandados de busca e apreensão cumpridos: 298;
- Drogas apreendidas: Mais de 250 kg;
- Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) instaurados: 314;
- Inquéritos instaurados: 2.586;
- Inquéritos concluídos e enviados ao Judiciário: 2.556;
- Medidas Protetivas: 1.956;
Interior
- Mandados de prisão preventiva cumpridos: 367;
- Mandados de busca e apreensão cumpridos: 145;
- Drogas apreendidas: Mais de 140 kg;
- Inquéritos instaurados: 3.793;
- Inquéritos concluídos e enviados ao Judiciário: 2.809;
- Medidas Protetivas: 1.976;
- Foram recuperados 247 veículos, conforme registros do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP);
- Até o mês de novembro de 2024, foram concluídos e elucidados 07 feminicídios.

Além disso, cerca de 100 mil Carteiras de Identificação Nacional (CIN) foram emitidas, fortalecendo a cidadania no estado, alcançando um total absoluto de 22,59% do total da população acreana, ficando em 2 lugar no ranking nacional.
Outro destaque é que em 2024, foram restituídos mais de 600 celulares oriundos de furtos e roubos, aos seus respectivos proprietários.

Em 2024, a PCAC ampliou sua infraestrutura e capacidade operacional. Um marco foi a inauguração do Núcleo do Departamento de Polícia-Técnica no Alto Acre, no município de Brasileia, com investimento de R$ 450 mil. Além disso, foram emitidas três ordens de serviço para reforma e revitalização de delegacias, cujas obras terão início em 2025.
O Projeto Pacificar realizou 1.156 audiências de conciliação, firmando 959 acordos, contribuindo para a resolução pacífica de conflitos. O programa Qualivida seguiu promovendo o bem-estar dos profissionais da instituição, enquanto o Bem-Me-Quer intensificou o combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes, nas delegacias do interior.

Já o Departamento de Polícia Técnica-Científica do Acre emitiu 11.800 laudos periciais, destacando-se pelo trabalho especializado do Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Análise Forense (IAF), Instituto de Criminalística (IC) e Instituto de Identificação (II). Esses órgãos foram essenciais na elucidação de crimes e no suporte técnico às investigações, reafirmando o compromisso com a justiça e a segurança pública.
No ano passado, foram entregues: armas e coletes balísticos, novas viaturas para diferentes regiões do estado, computadores modernos para otimizar as investigações, uniformes para a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

O delegado-geral, Henrique Maciel, destacou os desafios enfrentados pela instituição, mas também as conquistas alcançadas graças ao empenho de cada membro da PCAC. “Este foi um ano de superação, mas também de resultados históricos para a Polícia Civil do Acre. Agradecemos ao governador Gladson Cameli pelo apoio e pelos investimentos, que nos permitiram alcançar esses números. E, acima de tudo, parabenizo cada profissional da nossa instituição, que é a alma e a força da polícia judiciária acreana. E por fim, a integração das forças estaduais com a coordenação da Sejusp [Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, através do secretário Américo Gaia e sua equipe”, disse.
Em um marco histórico para a PCAC, em 2024, a instituição realizou pela primeira vez uma cerimônia de entrega de medalhas e honrarias aos seus profissionais. O evento, carregado de emoção e reconhecimento, homenageou policiais civis que se destacaram no cumprimento de suas funções e desempenharam papéis significativos na promoção da segurança e do bem-estar da população acreana. A entrega das medalhas simbolizou não apenas a valorização do trabalho árduo desses profissionais, mas também o compromisso da instituição em incentivar a excelência no serviço público.

Durante a solenidade, o governador Gladson Cameli sancionou a lei que cria o Fundo Especial da Polícia Civil do Estado do Acre, um instrumento crucial para o fortalecimento estrutural e operacional da instituição. A nova legislação visa garantir recursos específicos para investimentos em tecnologia, capacitação e melhorias nas condições de trabalho dos policiais, reforçando a segurança pública no estado. O evento destacou a importância de reconhecer os esforços dos servidores enquanto se planeja um futuro mais eficiente e estruturado para a Polícia Civil do Acre.
Com uma trajetória marcada por desafios superados e resultados expressivos, a Polícia Civil do Acre encerrou 2024 ainda mais preparada para enfrentar os desafios de 2025.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.

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