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Delegado encerra inquérito sem identificar estuprador suspeito de estuprar jovem em campus da UFAC

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Julgamento vai depender se Ministério Público vai pronunciar ou não o suspeito. Aluna foi estuprada no último dia 14 de maio e caso foi divulgado nas redes sociais.

Polícia Civil encerra inquérito sem indiciar suspeito de estuprar jovem em campus da Ufac e envia processo à Justiça (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Polícia Civil encerra inquérito sem indiciar suspeito de estuprar jovem em campus da Ufac e envia processo à Justiça (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre )

Polícia Civil encerrou o inquérito que investigava o estupro da estudante do curso de pedagogia, de 18 anos, dentro do campus da Universidade Federal do Acre (Ufac). O suspeito foi identificado, mas não houve indiciamento e o processo foi enviado à Justiça.

Para ser julgado o homem precisa ser pronunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). A informação foi confirmada pelo secretário adjunto da Polícia Civil, Josemar Portes.

Segundo ele, o trabalho da polícia foi concluído, após identificação do suspeito, oitiva de testemunhas, vítima e suspeito e exames periciais.

O estupro ocorreu no último dia 14 de maio, mas o caso foi divulgado pelas redes sociais no dia 17 de maio e, depois, confirmado pela Ufac.

“O suspeito foi identificado, interrogado e o inquérito já está concluído há duas semanas. Todos os elementos necessários foram colhidos, como imagens de locais que eles estiveram, exames e testemunhas. O inquérito foi remetido ao poder Judiciário, que ainda não se manifestou”, informou o secretário.

‘Versão de um contra o outro’

Apesar da conclusão do inquérito, o suspeito não foi indiciado pela Polícia Civil. “Na verdade, é a versão de um contra a do outro. Então, o caso foi submetido ao MP. Não houve indiciamento por parte da Polícia Civil, em razão das dúvidas, mas isso não quer dizer que o MP não vai processá-lo. Nosso trabalho está encerrado”, disse.

Conforme o secretário, o suspeito não foi preso em flagrante e não há um mandado de justiça contra ele até o momento. Portanto, ele não é considerado foragido. No depoimento, o homem não negou o ato sexual, porém disse que foi consensual, mas a aluna garantiu que houve estupro.

“Como não havia flagrante, não houve prisão. É uma pessoa que não tem antecedentes, ele não prejudicou as investigações, pelo contrário, tão logo solicitado, ele compareceu. Então não havia motivo para prisão cautelar. Segundo ela, eles não se conheciam e ele também não nega isso. A dúvida foi que ele alega que a relação sexual foi consensual e ela diz que não”, concluiu Portes.

Abordagem e compra de preservativo

A jovem relatou à polícia que foi abordada por volta do meio-dia. O suspeito ameaçou a aluna para ela entrar no carro. Dentro do veículo, a estudante pediu para parar na Escola Glória Perez, no mesmo conjunto, para pegar uns documentos pessoais.

O motorista concordou em parar no colégio, mas com a condição de que a aluna voltasse para o carro, senão entraria no local para furá-la com a arma. Ele parou o veículo na escola e ficou aguardando a estudante voltar.

Após alguns minutos, a jovem retornou, o suspeito parou na farmácia para comprar preservativo e levou a vítima para um lugar deserto na Ufac.

Após isso, a aluna foi deixada na universidade pelo suspeito, onde pediu ajuda. A PM-AC acrescentou ainda que as informações foram repassadas pela própria estudante durante atendimento da equipe policial.

 Estudantes fecharam entrada da universidade em protesto por aluna que foi estuprada (Foto: Alline Lázari/Arquivo Pessoal)

Estudantes fecharam entrada da universidade em protesto por aluna que foi estuprada (Foto: Alline Lázari/Arquivo Pessoal)

Protesto

Com cartazes e palavras de ordem, acadêmicos da Ufac fizeram um protesto no dia 18 de maio, após o caso do estupro. Entre os pedidos feitos pelos estudantes estavam mais segurança no campus e combate à violência contra a mulher.

Algumas estudantes seguraram cartazes escrito “luto” e usaram a hashtag #PodiaSerEu. Além da confecção de cartazes e manifestação no bloco da reitoria, o grupo também fez um ato no Restaurante Universitário (RU) e no bloco do curso de artes cênicas na tarde desta sexta (18). A maioria usou camisas pretas. G1Acre.

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Em Feijó, unidade de saúde da família não dispõe de médicos, e população aguarda ação do MP

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Segundo consta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, a Unidade de Saúde da Família Dulce A. A. Sena, em Feijó, interior do Acre, não dispõe de médicos.

Em Feijó, a unidade de saúde U.S.F. Dulce A. A. Sena informou no último dia 03/08/2020 que dispõe de 15 profissionais de saúde, mas nenhum é médico, dentre eles existem agentes comunitários de saúde, auxiliares em saúde bucal, técnicos de enfermagem, auxiliar de escritório e cirurgião dentista. 

No portal do Governo Federal http://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp responsável pelo gerenciamento das unidades de saúde dos municípios e estados, não consta informação quanto à existência de médico na U.S.F. Dulce A. A. Sena.

No portal do Governo Federal http://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp responsável pelo gerenciamento das unidades de saúde dos municípios e estados, não consta informação quanto à existência de médicos na U.S.F. Dulce A. A. Sena.

Conforme o CNES, não há médicos devidamente cadastrados ou registrados na U.S.F. Dulce A. A. Sena. Consulte clicando aqui ou veja a relação de servidores aqui

A Promotoria de Justiça de Feijó ainda não determinou instauração de diligências sobre o caso. Na internet, internautas afirmaram que o problema da falta de médicos em Feijó é do conhecimento da prefeitura municipal, e há tempos isso acontece no município.

A redação do Acre.com.br telefonou para a gerência da unidade, através do telefone (68)3463-3372, informado ao CNES, para obter informações quanto a existência de médico na unidade. No sistema do CNES, consta a Sra JORGINA DORA SILVA DA SILVEIRA como gestora responsável pela referida unidade de saúde. Porém, após inúmeras chamadas entre 08:30hs e 09:00hs, desta terça-feira, ninguém atendeu.

O contato com a redação poderá ser realizado através do e-mail: contato@acre.com.br ou WhatsApp (68) 99910-8808. 

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Conselheira de 65 anos não deve assumir vaga de colega que morreu de Covid-19 no AC, recomenda MP

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Documento destaca que Maria de Jesus já atingiu idade máxima exigida para assumir cargo.

CAPA: TCE-AC encaminhou apenas um nome para indicação do governador — Foto: Reprodução/Google Street View.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) encaminhou duas recomendações para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e para o Tribunal de Contas Estadual (TCE-AC) para que seja rejeitada a nomeação da conselheira Maria de Jesus Carvalho de Souza.

Segundo o MP-AC, a conselheira não pode assumir a vaga do colega José Augusto Araújo de Faria, de 71 anos, que morreu de Covid-19 no dia 12 de julho, por já ter atingido a idade máxima exigida para assumir o cargo, que é 65 anos.

A Constituição do Estado do Acre prevê que o conselheiro precisa tem mais de 35 anos e menos de 65 para assumir o cargo. Com 65 anos completos, segundo o MP-AC, Maria de Jesus não pode ocupar a vaga.

O órgão estadual deu prazo de dez dias para que a Aleac e o Governo do Acre se posicionem sobre a situação. Em caso de descumprimento, o MP-AC garante que vai tomar medidas judiciais para apurar a responsabilidade tanto nas esferas cível, administrativa e penal.

Ao G1, a assessoria de comunicação da Aleac informou que ainda não tem comissão formada para analisar. A discussão e formação da comissão deve ser feita na terça-feira (11).

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