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Polícia Federal apura elo entre empresa suspeita e…

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Polícia Federal apura elo entre empresa suspeita e...

Ricardo Chapola

Aliado do ministro da Educação Camilo Santana (PT) e do governador Elmano de Freitas (PT), o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), é um dos nomes cotados pela dupla petista para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.

Aldigueri ganhou prestígio depois de consolidar sua trajetória política em Granja, a 300 quilômetros da capital, cidade controlada pela família do parlamentar desde 2012. Neste período, a gestão de Aldigueri gastou 18,5 milhões de reais para contratar uma gráfica que, no início deste ano, passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeitas de integrar um esquema que teria desviado mais de 112 milhões de reais do Fundo Nacional de Educação (Fundeb).

A  IPDH Gráfica, Editora e Serviços, sediada em Fortaleza, foi alvo de uma operação da PF realizada em fevereiro deste ano, em Belford Roxo, no Rio. Os investigadores descobriram que a empresa fornecia livros didáticos para a rede municipal da cidade desde 2017 com recursos provenientes do Fundeb.

A gráfica conquistou todos os contratos com a prefeitura sem passar por nenhum processo de licitação. A polícia sustenta que a empresa era favorecida por haver um conluio entre servidores da prefeitura e funcionários da gráfica. Em um trecho do relatório da PF, a corporação aponta para suspeitas de que a empresa pagaria propina a agentes públicos do município para conquistar os contratos. A PF prendeu quatro pessoas, dentre eles três ex-secretários de Belford Roxo.

A prefeitura de Granja começou a contratar os serviços da IPDH em 2020, quando a cidade era controlada por Juliana Aldigueri, mulher do presidente da Assembleia. A administração firmou outros quatro contratos com a gráfica – todos para fornecimento de material didático para a rede municipal de ensino e todos durante o mandato de Juliana. O mais recente foi celebrado em 2024.  Atualmente, o prefeito do município é Anibal Filho, irmão de Romeu Aldigueri. Procurada, a prefeitura de Granja não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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À disposição do partido

Romeu Aldigueri foi filiado ao PDT até o fim do ano passado. Ele deixou o partido por divergências com o grupo de Ciro Gomes e, no início deste ano, decidiu se filiar ao PSB a convite de Cid Gomes, irmão de Ciro e de quem o deputado estadual é aliado. A cerimônia de filiação de Aldigueri contou com a participação do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de Elmano de Freitas.

Recentemente, o presidente da Assembleia do Ceará disse que está à disposição do PSB para concorrer ao Senado. “Eu me sinto honrado de colegas colocarem o nosso nome à disposição. Já disse e repito: o futuro a Deus pertence. Me sinto muito honrado, agradecido e deixo o nome à disposição do partido e da nossa aliança”, afirmou.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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