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Polícia prende um e apreende menor envolvidos em ataque criminoso que terminou com 4 casas incendiadas no AC

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Dois suspeitos de participar do ataque criminoso que terminou com quatro casas incendiadas no município de Manoel Urbano, no interior do Acre, foram capturados em uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar na noite dessa segunda-feira (10).

Os suspeitos, um jovem de 22 anos e um menor de 14, participavam de uma reunião com outros dois homens em uma região conhecida como Baixada da Galinha. No local havia uma espingarda com cano serrado, munição e material usada para acampar.

O delegado da cidade responsável pelas investigações, Saulo Macedo, disse no momento em que foram surpreendidos, os homens estavam em uma espécie de reunião do crime.

“É uma região conhecida como Baixada da Galinha, uma região de mata, mas é descampada e não habitada. A gente tinha a informação de que eles estavam se reunindo lá e que ali era meio que um acampamento deles, aí a gente foi averiguar a informação.”

Macedo falou ainda que a polícia tinha a informação de que o grupo estava se planejando para atear fogo em mais casas.

“Então, fomos até o local e fizemos o cerco, quando chegamos avistamos os quatro indivíduos armados, sendo que dois deles conseguiram fugir. Teve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. O grupo, então, se dispersou, dois fugiram e capturamos os dois que se renderam”, acrescentou.

Ainda de acordo com o delegado, o grupo pretendia fazer novos ataques. “Já identificamos os que fugiram. Essas pessoas estavam, de fato, se preparando ou para fazer mais queimadas ou um ataque a um grupo rival. É uma organização criminosa que disputa território.”

Macedo falou ainda que os dois presos já têm antecedentes criminais. “O menor apreendido vai ser encaminhado para o ISE e o maior para o presídio para ficarem à disposição da justiça e nós continuaremos com as investigações.”

Criminosos invadiram pelo menos três bairros de Manoel Urbano nesse domingo (9) e tocaram fogo em casas — Foto: Arquivo/PM-AC

Criminosos invadiram pelo menos três bairros de Manoel Urbano nesse domingo (9) e tocaram fogo em casas — Foto: Arquivo/PM-AC

Ataques e casas incendiadas

Moradores de Manoel Urbano, no interior do Acre, viveram momentos de pânico na noite de domingo (9), durante ataque de um grupo criminoso. Na ação, quatro casas foram incendiadas e ficaram totalmente destruídas. Ninguém ficou ferido.

Segundo a PM da cidade, a motivação foi disputa por território entre organizações criminosas. Os ataques ocorreram em bairros diferentes pela cidade, entre eles o bairro Cohab, Baixada da Galinha e região próximo ao bairro Pista.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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