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Policial Federal suspeito de matar a filha de 2 meses tem prisão preventiva decretada no Acre

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Após pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC), A Câmara do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) decretou a prisão preventiva do policial federal Dheymersonn Cavalcante. Ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado pela morte da filha de dois meses.

Ao G1, o policial, que está em Maceió (AL), disse que vai se pronunciar sobre a decisão da Justiça por meio de um vídeo que deve ser enviando ainda nesta terça-feira (9).

A pequena Maria Cecília, filha de Cavalcante, morreu após tomar duas mamadeiras de leite artificial, no dia 8 de março deste ano. A mãe do policial, Maria Gorete, também foi indiciada por homicídio qualificado.

Conforme o MP-AC, inicialmente, o pedido de prisão preventiva foi negado pelo Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Com isso, o MP-AC recorreu e o TJ-AC acabou decretando a prisão por unanimidade.

O Ministério Público também pediu a prisão preventiva da avó paterna da criança, mas o pedido foi negado.

O laudo apontou que a causa da morte foi broncoaspiração – insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas causadas pela quantidade de leite ingerido.

Para a mãe da criança, a enfermeira Micilene Souza, o policial premeditou a morte da menina junto com a mãe dele porque não queria pagar pensão alimentícia. Micilene, que é de Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, estava em Rio Branco para fazer um exame de DNA.

Bebê ingeriu 11 vezes mais leite do que poderia

O delegado Martin Hessel, responsável pelo caso, disse ainda que foram ouvidos familiares e várias testemunhas que tinham conhecimento do relacionamento do PF com Micilene.

Além disso, foram inseridos no inquérito mais de oito perícias, desde a quebra de sigilo telefônico, extração de dados de telefone, tanto do policial como a mãe da criança, que disponibilizou todas as conversas deles nos aplicativos de mensagens.

“Ficou muito claro que a mãe informou aos dois que a criança não poderia ingerir outro alimento que não fosse o leite materno e o leite materno que ela ingeria, era na quantidade de 10 ml. Essa criança tomou duas mamadeiras, o que dá 120 ml”, disse.

O delegado disse que durante toda a investigação, as equipes médicas que prestaram atendimento à pequena Cecília informaram que a quantidade de leite ingerida pela criança era excessiva para a idade dela, dois meses.

“Qualquer outro tipo de alimento que não era para ser dado, foi dado. Desta forma, acreditamos que foi intencional, tendo em vista que durante toda gravidez o Dheymersonn se mostrou que não queria ser pai dessa criança e insistiu para que a Micilene abortasse. Então, o conjunto probatório, todas as testemunhas que foram ouvidas, levaram ao indiciamento por homicídio doloso”, conclui o delegado.

Mãe comemora decisão

Vanessa Facundes, que defende a enfermeira Micilene, disse que agora aguarda a emissão do mandado de prisão para o suspeito, que está em Maceió.

“A decisão foi por unanimidade da Câmara e a gente só tem a parabenizar a Justiça e agora trabalhar na emissão do mandato com a prisão dele, que estamos no aguardo e esperamos que seja rápido, principalmente para evitar fugas. Ele não está no estado, por isso, acredito que não será possível ele ser preso aqui”, diz.

Já a enfermeira, segundo Vanessa, continua fazendo tratamento e tentando superar a morte da bebê.

“A gente se fala muito, todas semana a gente se fala bastante. Ela está muito feliz com a notícia e sabe que isso vai amenizar o sofrimento, de alguma forma, da perda da filha. Continua com tratamento psicológico e psiquiátrico na expectativa de superar e também com a medida protetiva contra ele”, disse.

Morte da bebê

A bebê de apenas dois meses morreu no último dia 8 de março, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), depois de ingerir duas mamadeiras de leite artificial.

A mãe e a criança tinha viajado de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, para a capital acreana dias antes de a menina morrer para fazer o teste de DNA pedido pelo policial. Micilene contou que quando descobriu que estava grávida ele se negou a registrar ou dar qualquer assistência.

A enfermeira relatou que o policial chegou a pedir para que ela interrompesse a gestação. Ainda segundo ela, Cavalcante insistiu para vê-la durante a gestação e, em dezembro do ano passado, eles se encontraram em um hotel em Cruzeiro do Sul. De acordo com ela, foi lá que o policial teria tentado fazê-la abortar ao dopá-la.

O resultado do exame de DNA, divulgado no início de abril, confirmou que o policial federal Dheymersonn Cavalcante é pai da pequena Maria Cecília.

Defesa diz que bebê já tinha passado mal

Em conversa por telefone com o G1 no dia 11 de março, o policial federal negou qualquer envolvimento na morte da filha e classificou as acusações como “absurdas”.

O advogado de defesa do policial, Kaio Marcelus, na época, também negou as acusações. Ele afirmou ainda que a bebê já tomava leite artificial e que em fevereiro já havia passado mal nos braços da mãe.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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