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Policial penal perseguiu e atirou nas costas de picolezeiro após discussão em bar, diz polícia

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O policial penal Alessandro Rosas Lopes foi indiciado por homicídio doloso pela morte do picolezeiro Gilcimar da Silva Honorato, de 38 anos, na manhã deste sábado (12), no Conjunto Esperança. Ele está preso na Delegacia de Flagrantes de Rio Branco (Defla) e vai passar por audiência de custódia no domingo (13).

Segundo a Polícia Civil, Lopes alegou legítima defesa quando foi preso pela Polícia Militar, mas imagens de câmeras de segurança de uma casa próxima mostraram que ele correu atrás do picolezeiro e atirou nas costas da vítima.

Honorato foi morto com dois tiros após uma discussão no bar. Ele e o policial penal discutiram e entraram em luta corporal durante a confusão. O servidor público alegou, quando foi preso, que tinha sido perseguido pela vítima, pegou a arma no carro e atirou para se defender.

Após os disparos, Lopes saiu do local em seu carro, mas a população anotou a placa do veículo e repassou para a PM-AC. Ele foi encontrado horas depois em casa e levado para a delegacia.

O picolezeiro ainda chegou a ser socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), levado ao pronto-socorro, mas morreu após ter uma parada cardiorespiratória.

Gilcimar Silva Honorato foi morto com dois tiros na manhã deste sábado (12) disparados por um policial penal — Foto: Arquivo

Gilcimar Silva Honorato foi morto com dois tiros na manhã deste sábado (12) disparados por um policial penal — Foto: Arquivo

À Rede Amazônica Acre, o delegado plantonista da Defla que atendeu o caso, Adriano Araújo, disse que o policial penal permaneceu calado durante o depoimento. Contudo, ele usou o relato que o servidor público deu à PM-AC no momento em que foi preso em casa.

“Alegou uma possível legitima defesa, afirmando que o picolezeiro entrou em perseguição com ele e, no momento em que conseguiu pegar a arma no veículo, desferiu disparos para parar uma injusta agressão. Porém, as imagens mostram o contrário, mostram que o picolezeiro deu uma facada que atingiu o ombro do Alessandro e após isso ele se afasta e sai correndo do ambiente. Nessa oportunidade, o Alessandro vai até o carro dele, pega a arma de fogo, sai em perseguição e atira pelas costas do Gilcimar, que veio a óbito”, afirmou.

O delegado acrescentou ainda que a polícia apreendeu a faca utilizada pelo picolezeiro e o revólver do servidor público. “Está sendo autuado por homicídio doloso por conta das imagens captadas de uma casa vizinha de onde aconteceram os fatos e por diligências que fizemos no IML, que comprovam que os dois disparos que desferiu atingiram as costas do Gilcimar”, finalizou.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que também acompanha, juntamente com a Corregedoria do órgão, o caso. A direção argumentou ainda que vai tomar as medidas administrativas cabíveis, mas que, por enquanto, a situação está a cargo da Polícia Civil e do Poder Judiciário.

Uma nota, assinada pelo presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), Eden Azevedo, afirma que o policial penal agiu em legítima defesa, após ter sido atingido pela vítima com um golpe de faca no ombro.

“É importante salientar, que o policial penal só sacou a sua arma após ser ferido por um golpe de faca, desferido pelo Sr. Gilcimar, na direção de seu pescoço, ferindo o ombro do agente de segurança pública”, destacou.

A associação acrescentou também que acompanha o caso e acredita que a Polícia Civil vai elucidar os fatos.

Confira a nota na íntegra:

A Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen) vem a público, com base nos depoimentos prestados, esclarecer que o policial penal Alessandro Rosas, na manhã deste sábado (12), se envolveu em uma discussão em um bar da capital, que culminou com a morte do Sr. Gilcimar Silva Honorato.

É importante salientar, que o policial penal só sacou a sua arma após ser ferido por um golpe de faca, desferido pelo Sr. Gilcimar, na direção de seu pescoço, ferindo o ombro do agente de segurança pública.

Ao que tudo indica e, de acordo com os relatos, o policial penal agiu em legítima defesa, quando da investida do Sr. Gilcimar contra a sua vida, em posse de uma arma branca. A Asspen está acompanhando o caso de perto e acredita no honroso trabalho da Polícia Civil do Acre, que certamente elucidará as circunstâncias da ocorrência.

Colaborou Élderico Silva, da Rede Amazônica Acre.

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