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Por falta de estrutura e reforma, as duas bibliotecas públicas de Rio Branco estão fechadas

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Biblioteca estadual está em reforma desde janeiro e previsão é que seja reinaugurada em até 20 dias. Já a Biblioteca da Floresta está sem condições de receber público, segundo a FEM.

As duas bibliotecas públicas da capital acreana estão fechadas há mais de quatro meses, segundo o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Manoel Gomes, mais conhecido por Correinha.

A biblioteca do Centro de Rio Branco está em reforma desde janeiro e a Biblioteca da Floresta está sem condições de receber o público por problemas na estrutura.

A reforma da Biblioteca Pública, no valor de R$ 700 mil, chegou a ser anunciada em dezembro do ano passado pelo antigo governo. Mas, de acordo com Correinha, as obras só iniciaram mesmo em janeiro e a previsão é que o local seja reinaugurado em até 20 dias.

O espaço fica na área central da capital acreana e é ponto de encontro de alunos e amantes da leitura, histórias em quadrinhos (HQs), cinema, computadores para pesquisas, espaço infantil e um grande acervo literário.

“Teve o atraso na reforma, porque o governo passado não tinha dado a ordem de serviço, só foi dada essa ordem no final de janeiro deste ano. Mas, em cerca de 15 a 20 dias, ela será inaugurada. Não dá para ter atendimento ao público com a biblioteca em reforma”, afirmou Correinha.

Biblioteca Pública Estadual está em reforma desde janeiro deste ano, em Rio Branco — Foto: Alcinete Gadelha/G1Biblioteca Pública Estadual está em reforma desde janeiro deste ano, em Rio Branco — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Biblioteca Pública Estadual está em reforma desde janeiro deste ano, em Rio Branco — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Com relação ao acervo da biblioteca estadual, que seria levado para a Biblioteca da Floresta durante a reforma, o presidente da FEM afirmou que permanece dentro do local.

“O acervo está todo protegido lá dentro mesmo. Com pessoas nossas cuidando e tratando todo dia disso. Ia ser um transtorno muito grande fazer esse translado do acerto”, garantiu.

Correinha pede que a população tenha paciência. “A gente entende que a sociedade, que os usuários e alunos precisam desse espaço. Eu sei que há essa carência e essa solicitação da sociedade. A gente sofre a cada dia também, mas é paciência, porque a gente tem que concluir a obra e entregar um espaço adequado para as pessoas”, disse.

Biblioteca da Floresta está sem condições de receber público, segundo FEM — Foto: Alcinete Gadelha/G1Biblioteca da Floresta está sem condições de receber público, segundo FEM — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Biblioteca da Floresta está sem condições de receber público, segundo FEM — Foto: Alcinete Gadelha/G1

Problemas estruturais

Já a Biblioteca da Floresta, na região do Canal da Maternidade, está apenas com serviços internos e não recebe visitantes por conta de problemas estruturais. De acordo com o presidente da FEM, no inverno, por exemplo, o auditório do local chega a ficar inundado e é complicado fazer o escoamento da água.

“Ela tem pequenas avarias, então tem toda uma situação que precisa ser tratada. Essa biblioteca está inscrita em um programa para receber recurso do Banco Mundial. Estamos aguardando aprovação para poder passar por um processo de reforma. Logo logo, ela vai entrar em reforma”, afirmou.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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