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POLÍTICA

Por “Pé-de-Meia”, Kim Kataguiri pede impeachment d…

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Nicholas Shores

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) formulou um pedido de impeachment contra o presidente Lula e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Camilo Santana (Educação) sob alegação de irregularidades nos gastos com o “Pé-de-Meia”.

Segundo o parlamentar, os recursos investidos no programa – que paga um auxílio financeiro para estudantes do ensino médio permanecerem na escola – seriam “despesas não autorizadas por lei ou sem observância das prescrições legais”, o que configuraria crime de responsabilidade.

Para protocolar o pedido e possibilitar que ele comece a tramitar na Câmara, Kataguiri precisará colher a assinatura de, no mínimo, 171 deputados.

No pedido, o deputado paulista aponta que, apesar de não existir verba reservada no Orçamento de 2024 para o “Pé-de-Meia”, o site do Ministério da Educação informa que ao menos 3,9 milhões de pessoas foram beneficiadas, em um investimento anual de 12,5 bilhões de reais.

“Vale mencionar que alguns desses pagamentos foram feitos na semana em que ocorreu o pleito municipal de 2024, o que pode mostrar que o intuito de tais pagamentos era influenciar a eleição de modo a favorecer os candidatos apoiados pelo governo federal”, escreve.

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Kataguiri diz que a “artimanha” utilizada para realizar despesas orçamentárias e movimentar recursos públicos “sem o devido processo legislativo orçamentário e autorização do parlamento” foi a criação de um fundo privado, o Fundo de Custeio e Gestão da Poupança de Incentivo à Permanência e Conclusão Escolar para Estudantes do Ensino Médio (FIPEM).

Ao expor as movimentações financeiras do fundo disponibilizadas no site da Caixa, o parlamentar questiona:

  • quem está custeando o funcionamento deste programa por meio da Caixa Econômica Federal, “tendo em vista que o Congresso Nacional não foi acionado e nem deliberou sobre esses repasses de recursos públicos”? 
  • A União está repassando os valores diretamente ao fundo?
  • Se sim, de onde saíram os recursos, “onde está” a autorização para essa transferência e qual o motivo de essas informações não estarem publicizadas?
  • Está sendo utilizado algum outro fundo para garantir os recursos do Fipem? 
  • Se a União não está repassando os recursos diretamente ao fundo, ela está “se valendo de uma operação de crédito não autorizada pelo Congresso Nacional”?

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processos para investigar possíveis irregularidades na execução do “Pé-de-Meia”, como destaca Kataguiri no pedido de impeachment. Na última sexta-feira, o ministro Augusto Nardes, relator do principal processo, determinou o bloqueio parcial de 6 bilhões de reais de dois fundos usados para abastecer o Fipem. A decisão foi baseada em reportagens do UOL.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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