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Por que a Califórnia declarou estado de emergência por causa da gripe aviária | Costa Oeste
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Guardian staff and agency
Califórnia autoridades declararam estado de emergência devido à propagação de gripe aviáriaque está destruindo vacas leiteiras no estado e causando doenças esporádicas em pessoas nos EUA.
Aqui está o que você precisa saber.
Como a gripe aviária se espalhou nos EUA?
O vírus, também conhecido como H5N Tipo A, espalhou-se durante anos em aves selvagens, aves comerciais e muitas espécies de mamíferos. Foi detectado pela primeira vez em gado leiteiro dos EUA em março. Desde então, a gripe aviária foi confirmada em pelo menos 866 rebanhos em 16 estados.
Mais de 60 pessoas em oito estados foram infectadas, a maioria com doenças leves, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. Quase todos eram trabalhadores rurais com exposição direta a gado leiteiro ou aves infectadas.
Uma pessoa na Louisiana foi hospitalizada com a primeira doença grave conhecida no país causada pelo vírus, disseram autoridades de saúde esta semana. Esse paciente foi infectado através de um rebanho de quintal.
Além do contato direto com animais de fazenda e aves selvagens, o vírus H5N1 pode ser transmitido pelo leite cru. O leite pasteurizado é seguro para beber, porque o tratamento térmico mata o vírus, de acordo com a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA.
Não houve relatos de transmissão de pessoa para pessoa.
Como isso se espalhou na Califórnia?
A Califórnia é o principal estado produtor de leite dos EUA e três quartos dos rebanhos infectados no país, cerca de 650 deles, estão localizados no estado.
O estado tem procurado a gripe aviária em grandes tanques de leite durante o processamento, e o vírus foi detectado em quatro fazendas leiteiras no sul da Califórnia no início deste mês, depois de ter sido encontrado no Vale Central do estado desde agosto.
A deteção nas explorações agrícolas do sul da Califórnia deixou claro que o estado precisava de “uma mudança da contenção regional para a monitorização e resposta a nível estadual”, disse o governador da Califórnia, Gavin Newsom, na sua declaração de emergência.
O que a declaração de emergência faz?
A declaração permite ao estado posicionar melhor o pessoal e os suprimentos para responder ao surto, disse Newsom.
“Esta proclamação é uma ação direcionada para garantir que as agências governamentais tenham os recursos e a flexibilidade necessários para responder rapidamente a este surto”, disse Newsom num comunicado.
Qual é o risco para o público?
Funcionários do CDC enfatizaram novamente esta semana que o vírus atualmente representa baixo risco para o público em geral.
Mas o caso de doença grave nos EUA esta semana mostra que, embora os casos anteriores tenham causado principalmente vermelhidão nos olhos, o vírus pode representar um perigo para algumas pessoas.
O paciente na Louisiana, que tem mais de 65 anos e problemas médicos latentes, está em estado crítico. Poucos detalhes foram divulgados, mas as autoridades disseram que a pessoa desenvolveu sintomas respiratórios graves após exposição a um bando de pássaros doentes no quintal. Isso a torna a primeira infecção confirmada nos EUA ligada a aves de quintal, disse o CDC. Os testes mostraram que a cepa que causou a doença da pessoa é encontrada em aves selvagens, mas não em bovinos.
No mês passado, autoridades de saúde do Canadá relataram que um adolescente na Colúmbia Britânica foi hospitalizado com um caso grave de gripe aviária, também com a cepa do vírus encontrada em aves selvagens.
É possível que, à medida que mais pessoas sejam infectadas, ocorram doenças mais graves, disse Angela Rasmussen, especialista em vírus da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.
“Presumo que todo vírus H5N1 tem potencial para ser muito grave e mortal”, disse Rasmussen.
Quais são as outras razões pelas quais os especialistas estão preocupados?
Embora não tenha havido quaisquer relatos de transmissão de pessoa para pessoa e nenhum sinal de que o vírus tenha mudado para se espalhar mais facilmente entre os humanos, os especialistas alertam que os vírus da gripe estão em constante mutação e que pequenas alterações genéticas podem mudar as perspectivas.
Especialistas em gripe dizem que é muito cedo para dizer que trajetória o surto poderá seguir. “A resposta totalmente insatisfatória será: creio que ainda não sabemos”, disse Richard Webby, especialista em gripe do St Jude Children’s Research Hospital.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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