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Por que a Síria é tão cobiçada | Guerra da Síria
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2 anos atrásem
A Síria é hoje o local diplomático mais dinâmico no Médio Oriente porque é o mais contestado estrategicamente – como tem sido há milénios. O resultado da competição para controlar a governação e as alianças sírias definirá as tendências políticas no Levante e no Médio Oriente em geral nos próximos anos.
Três círculos concêntricos de actores nacionais, regionais e globais competem pelo poder e influência na Síria devido à posição e estatuto únicos do país. É um país árabe raro, completo e consequente, devido aos seus recursos humanos e naturais, à geografia estratégica e aos laços políticos, culturais e étnicos no Médio Oriente e no mundo.
A Síria hoje, mesmo no seu estado dilapidado, depois de meio século de abusos autocráticos e 13 anos de guerra, acolhe centenas de diplomatas, empresários, activistas cívicos e aventureiros. Mas isso não é novo.
O povo e os governantes da terra da Síria experimentaram isto ao longo dos últimos 5.000 anos, desde que Damasco e Aleppo emergiram como centros urbanos produtivos, vibrantes e estratégicos no terceiro milénio AC. Ao longo da história humana estabelecida, a terra e o povo da Síria geraram consistentemente conhecimento, sistemas de valores, alimentos, riqueza, cultura, tecnologia e identidades que fizeram da sua terra uma encruzilhada global estratégica e cobiçada.
Uma viagem por terra através da Síria revela redes sobrepostas de estradas, fortes, explorações agrícolas, sistemas de água e centros urbanos que há muito servem as rotas comerciais leste-oeste e norte-sul que ligam a Ásia, a Europa e a África. Ao longo delas estão as principais cidades entrepostos da Síria – Aleppo, Damasco, Homs, Hama, Deir az-Zor, Palmyra, Deraa, Latakia e outras – que desempenharam papéis proeminentes na história do país. Diversos grupos étnicos e religiosos coexistiram nestes centros urbanos estratégicos – sunitas, xiitas, alauitas, drusos, cristãos, arménios, judeus, árabes, curdos, circassianos e alguns outros. Ao longo da história, conviveram negociando diferenças através de mecanismos formais e informais baseados nessas cidades.
A Síria sempre foi e continua a ser especial porque é o país árabe mais completo que goza de todos os bens de um Estado e de uma nação genuínos. Estes incluem terras férteis e recursos hídricos; riqueza mineral e agrícola; uma base industrial; riqueza humana em cidadãos qualificados, gestores competentes e empresários empreendedores; uma cidadania pluralista em centros urbanos vibrantes e criativos, ao lado de aldeias e assentamentos rurais profundamente ancorados; uma forte identidade nacional e cultural; e acesso por terra e mar às riquezas e rotas comerciais de três continentes.
É também um país importante devido à sua riqueza intrínseca e à sua geografia estratégica. Impérios antigos e modernos – da Grécia, Roma, Pérsia, Bizâncio e Índia à Grã-Bretanha e França, para não mencionar a Rússia e os Estados Unidos – lutaram para controlar a Síria, a fim de garantir o acesso aos seus recursos e importantes rotas transcontinentais que atravessá-lo. Se você quiser ter uma ideia de como isso funciona, passe alguns dias no Damascus Sheraton Hotel.
Mais do que qualquer outra terra árabe, incluindo o Egipto moderno e os Estados do Golfo ricos em energia, a Síria também tem consequências porque emite por toda a região ondas de emoção e identidade que reflectem o que os árabes comuns procuram para cumprir as suas aspirações humanas e cívicas. Em vários momentos do século passado, estes sentimentos emanaram dos domínios do pluralismo, do constitucionalismo, do islamismo, do anticolonialismo e do arabismo.
A Síria também é importante para as pessoas de todo o mundo compreenderem porque a sua experiência lembra-nos, de uma só vez, os pontos fortes, fracos, fracassos, identidades e aspirações de toda a região árabe moderna.
Durante milênios, “Síria” significou a Grande Síria, ou Bilad-el-Sham (“A Terra de Sham”), que compreendia a maior parte do Levante e partes dos territórios do Crescente Fértil que hoje são Líbano, Síria, Jordânia, Israel , Palestina e partes da Turquia e do Iraque.
Foi truncado após o colapso do Império Otomano pelo militarismo imperial franco-britânico que impediu o nascimento de uma monarquia constitucional ancorada numa assembleia eleita em 1920. O estado subsequente de engenharia colonial sofreu previsivelmente os mesmos problemas e vulnerabilidades que definem a maioria dos países árabes. hoje.
Estas incluem: a resistência anticolonial e uma luta pela independência que nunca alcançou a soberania plena; intervenções militares estrangeiras ininterruptas; tentativas de tomada de decisões consultivas e participativas que sempre terminaram em ditaduras e regimes militares; períodos de desenvolvimento genuíno na educação, nos cuidados de saúde, nas infra-estruturas e no crescimento económico que acabaram por estagnar e deteriorar-se, devido à corrupção, à má gestão e à falta de responsabilização; e sociedades pluralistas que muitas vezes sucumbiram a guerras sectárias, alimentadas por forças externas.
Hoje, muitos cidadãos árabes e outros cidadãos da nossa região acompanham a transformação da Síria com esperança e admiração. Todos queremos que a Síria se torne o primeiro Estado autodeterminado, validado pelos cidadãos e verdadeiramente democrático e soberano do mundo árabe moderno.
Não passou despercebido a nenhum de nós que a actual liderança da Síria emana de grupos islâmicos que foram endurecidos pela batalha no Iraque ocupado pelos EUA e derrubaram o regime de Bashar al-Assad com ajuda dos EUA, de Israel, da Turquia e de outros países não sírios. Isto só aumenta o nosso aplauso para que os sírios alcancem os seus objectivos ambiciosos.
As potências regionais e internacionais que trabalham horas extras para influenciar a nova liderança síria usarão subornos, armas e subterfúgios para garantir que a nova Síria que surgir se alinhe com elas. Se as novas autoridades resistirem, enfrentarão certamente tentativas de inspiração e financiamento estrangeiros para as derrubar, como tantas vezes aconteceu no passado nesta região.
De certa forma, a luta da Síria por um Estado digno e estável é hoje o culminar retardado da década histórica, mas anulada, de revolta árabe em massa pela democracia, pelo pluralismo e pela igualdade de direitos para todos. Tal como em 1920, a Síria também testa hoje se as potências externas podem permitir que os seus cidadãos se definam e deem um exemplo para o resto da região. Se há algum cidadão árabe que pode conseguir isso, são os sírios, porque eles praticam este momento há 5.000 anos.
As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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