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por que as eleições legislativas são consideradas “existenciais”
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Qualificado como“existencial” pelos líderes políticos locais, as eleições legislativas marcadas para sábado, 26 de outubro, na Geórgia, prometem ser decisivas para o futuro do país. Quatro coligações de oposição pró-europeia opõem-se ao Georgian Dream, o partido no poder, criticado pelo seu tropismo russo e pelos seus métodos brutais, incluindo espancamentos de opositores, que regressaram recentemente em força. Ao todo, 18 partidos estão na disputa, mas apenas o partido no poder e os quatro blocos da oposição têm hipóteses de ultrapassar o limiar dos 5% e entrar no Parlamento, que tem 150 assentos, durante estas eleições proporcionais. “Estas eleições legislativas suscitam medo, ansiedade, incerteza, mas também um enorme entusiasmo”resume Ghia Nodia, professora de ciências políticas na Ilia State University. Três milhões e meio de eleitores são chamados às urnas, 800 mil dos quais vivem no estrangeiro.
A capital de simpatia do Sonho Georgiano parece estar a desvanecer-se, depois de doze anos à frente da Geórgia. Em causa estão as medidas antidemocráticas adoptadas pelo seu governo, em particular a adopção, este Verão, de uma lei repressiva sobre a “influência estrangeira”, uma cópia e colagem da legislação russa, que pressionou a União Europeia suspender o processo de adesão da pequena república do Cáucaso alguns meses depois de obter o status de candidato em dezembro de 2023. Em Maio, quando a controversa lei foi adoptada, a sociedade civil mobilizou-se fortemente, organizando grandes manifestações em todo o país.
O partido é liderado secretamente pela bilionária Bidzina Ivanishvili, que já foi apelidada de “Anaconda”. pelos seus parceiros de negócios, fez fortuna na Rússia na década de 1990 e continua marcado pela formação que recebeu em Moscovo durante a década de 1980. “Sob o seu governo informal, o partido conseguiu gradualmente apoderar-se de todos os ramos do poder e instituições independentes do país”sublinha a filial georgiana da ONG Transparência Internacional. O homem forte de Tbilisi vive hoje em uma suntuosa propriedade nas alturas da capital, completo com um zoológico particular, um enorme aviário e baobás gigantes que ele importou da África.
“Orgias” nas ruas
Nos últimos tempos, a retórica antiocidental do Sonho Georgiano intensificou-se. Já não podemos contar as vezes em que o Sr. Ivanishvili descreveu o Ocidente como “partido da guerra mundial”onde « orgias » são, segundo ele, organizados “nas ruas” e cujos líderes consideram os georgianos como “bucha de canhão”. Tendo estes excessos verbais atingido o seu auge durante a campanha eleitoral, as chancelarias ocidentais em Tbilisi decidiram cortar relações com o partido no poder, recusando qualquer contacto com os seus representantes.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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