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Por que as forças de paz da ONU estão no Líbano? – DW – 11/10/2024
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Dois soldados da paz da multinacional Força Interina das Nações Unidas no Líbano, ou UNIFIL, foram ferido quando as forças israelenses bombardearam uma torre de observação na sede da UNIFIL em Naqoura no início desta semana. Menos de 48 horas depois, a ONU relatou mais dois soldados da paz feridos em Naqoura.
Já em Abril, uma explosão feriu três observadores da ONU, bem como um tradutor libanês. Na altura, as autoridades de segurança libanesas trocaram culpas com as forças israelitas, que afirmaram que Hezbolá tinha instalado os explosivos.
O Hezbollah é designado como organização terrorista por vários países, incluindo os EUA e a Alemanha, enquanto a UE classifica apenas o seu braço armado como grupo terrorista.
O explosões e ataques estão à margem da guerra entre Israel e Hezbollah. O conflito agravou-se em Setembro de 2024, após um ano de combates limitados que começaram quando o Hezbollah lançou ataques contra Israel, um dia depois dos ataques do Hamas a Israel. 7 de outubro de 2023.
Como a missão da UNIFIL está localizada no sul Líbanoa força de manutenção da paz da ONU encontrou-se no meio dos ataques transfronteiriços em curso.
No entanto, o porta-voz da UNIFIL, Andrea Tenenti, disse esta semana que a força estava lá para ficar, até que “a situação se torne impossível para nós operarmos”.
O que é a UNIFIL?
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano iniciou a sua missão em março de 1978, após a invasão de Israel.
Em Setembro de 2024, consistia em cerca de 10.000 soldados da paz de todo o mundo. 50 países.
Os maiores contribuintes de tropas são a Indonésia, com 1.231 forças de manutenção da paz, e a Itália, com 1.068. A Holanda e o Uruguai enviaram uma pessoa cada.
As forças de manutenção da paz da ONU estão implantadas em 50 bases espalhadas por 1.060 quilómetros quadrados (cerca de 410 milhas quadradas) que cobrem a área entre a fronteira internacionalmente reconhecida entre o Líbano e Israel e o rio Litani, no Líbano, cerca de 30 quilómetros (18,6 milhas) a norte da fronteira.
A sede da UNIFIL fica na cidade de Naqoura.
Por que a UNIFIL está no Líbano?
Em 1978, o Conselho de Segurança da ONU instalou a UNIFIL para supervisionar a retirada das tropas israelitas do sul do Líbano, para restaurar paz e segurança e ajudar o governo libanês a recuperar a autoridade na área.
Desde então, o mandato tem sido renovado anualmente pelo Conselho de Segurança.
Em Junho de 2000, o mandato da UNIFIL foi alargado. As Nações Unidas estabeleceram a Linha Azul, uma zona tampão entre o Líbano e Israel, e colocaram-na sob o controlo da UNIFIL.
A Linha Azul não pretende ser a fronteira atual ou futura entre os países e, no entanto, a travessia não autorizada também não é possível.
A missão da UNIFIL foi alargada ainda mais em 2006. Uma guerra inconclusiva entre Israel e o Hezbollah terminou quando ambos os lados concordaram na Resolução 1701 do Conselho de Segurança.
A Resolução 1701 exigia o desarmamento de todos os grupos armados perto da fronteira, incluindo o Hezbollah, o envio do exército libanês para o sul do Líbano, bem como especificava que apenas os militares libaneses, e não a milícia do Hezbollah apoiada pelo Irão, deveriam possuir armas no Líbano.
O que a UNIFIL está realmente fazendo?
A UNIFIL tem principalmente um papel observacional. Isto inclui patrulhas a pé e em veículos entre a Linha Azul e o Rio Litani, bem como patrulhar a área perto da costa com a sua força naval de manutenção da paz chamada Força-Tarefa Marítima da UNIFIL.
Em caso de violações da Resolução 1701, a UNIFIL reporta-as ao Conselho de Segurança da ONU.
“Sempre que há um incidente através da Linha Azul, a UNIFIL envia imediatamente tropas adicionais para esse local, se necessário, para evitar um conflito direto entre os dois lados e para garantir que a situação seja contida”, descrevem as forças de manutenção da paz no site da UNIFIL.
Eles também fazem ligação com o exército libanês e com os militares de Israel para lidar com a situação sem qualquer escalada, explicam.
No entanto, às forças de manutenção da paz só é permitido um uso gradual da força para autodefesa, sob certas circunstâncias, e apenas para “garantir que a sua área de operações não seja utilizada para atividades hostis”.
Por que a UNIFIL está sendo criticada?
Israel e os Estados Unidos acreditam que a UNIFIL não tem sido eficaz em impedir o Hezbollah de operar e armazenar armas no sul do Líbano.
Em 2018, um Túnel do Hezbollah foi detectado que corria abaixo da Linha Azul para Israel.
Os governos do Líbano disseram repetidamente que a UNIFIL não conseguiu impedir as violações israelitas do espaço aéreo do Líbano.
Os líderes do Hezbollah acusaram a UNIFIL de espionar para Israel e disseram que a sua presença viola a soberania do Líbano.
Além disso, a UNIFIL é bastante cara. De acordo com a Assembleia Geral das Nações Unidas, a UNIFIL foi a quinta maior força de manutenção da paz da ONU em 2023, com um custo anual de mais de 550 milhões de dólares (cerca de 502 milhões de euros) entre julho de 2023 e julho de 2024.
Qual é o papel que a UNIFIL deverá desempenhar no sul do Líbano?
Editado por: Andreas Illmer
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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