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Por que celebridades estão glamorizando cigarro de novo – 09/11/2024 – Ilustrada

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Yasmin Rufo

“Brat”, nome do álbum mais recente da cantora Charli XCX, foi eleita palavra do ano pelo dicionário britânico Collins. O termo é usado para definir alguém com “atitude confiante, independente e hedonista”. E, segundo a artista, ser “brat” pode significar ter “um maço de cigarros e um isqueiro Bic”.

Não foi à toa que a cantora espanhola Rosalía presenteou Charli XCX com um buquê de cigarros no aniversário dela, que a cantora americana Addison Rae fumou não apenas um, mas dois cigarros ao mesmo tempo no clipe de “Aquamarine”, e que o ator Paul Mescal declarou que se recusou a parar de fumar quando estava entrando em forma para o filmeGladiador 2″.

Os riscos do tabagismo são bem conhecidos —e a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que o cigarro causa mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que 477 brasileiros morram todos os dias por causa do tabagismo. Por ano, 145 mil mortes relacionadas ao cigarro poderiam ser evitadas no país.

A médica Misra-Sharp adverte que mesmo em pequenas quantidades, fumar aumenta o risco de doenças graves, como câncer de pulmão, que tem uma taxa de mortalidade de 90% em cinco anos.

Apesar disso, cantores, atores e influenciadores parecem estar colocando o tabagismo em voga novamente —com o cigarro de volta, literalmente, às passarelas da Semana de Moda de Nova York, no início deste ano, como acessório.

Mas, afinal, por que o cigarro está sendo glamorizado de novo?

Lucy, uma estudante universitária de 20 anos, conta que começou a fumar recentemente porque “é o que todo mundo faz”.

Quase todos os seus amigos também fumam, e ela diz que é mais do que um hábito, é uma estética.

“Definitivamente, acho que o fato de todo mundo tentar ser ‘brat’ influenciou as pessoas a começarem a fumar, porque a própria Charli diz que você precisa ter um maço de cigarros se realmente quiser incorporar essa vibe.”

Os ‘cigfluencers’

Charli XCX não é a única celebridade a se tornar, inadvertidamente, uma chamada “cigfluencer” (influenciadora de cigarros).

Agora existem contas no Instagram que compartilham fotos de centenas de celebridades como Dua Lipa, Chappell Roan e Anya Taylor-Joy fumando.

A imagem estereotipada do fumante pode ter sido a de um homem velho, acima do peso e com dentes podres, mas agora foi substituída pela de celebridades jovens e glamorosas que posam com ar misterioso para as câmeras com um Marlboro Gold na mão.

A estética destas celebridades fumantes faz lembrar os anos 2000, quando nomes como Kate Moss e Jennifer Aniston usavam jeans de cintura baixa e camisetas baby look com um cigarro na boca.

A jornalista Olivia Petter afirma que o cigarro se tornou um símbolo que representa a nossa nostalgia em relação a uma era passada de despreocupação, frivolidade e hedonismo —e que está voltando à cultura pop.

O thriller sedutor e escandaloso da diretora Emerald Fennell, “Saltburn“, encapsulou perfeitamente os meados dos anos 2000 —e nos lembrou de uma época em que era permitido fumar em ambientes fechados.

Não só havia fotos promocionais do filme em que o personagem de Jacob Elordi aparece fumando sem camisa, como fumar era uma parte tão importante da produção que o ator Archie Madekwe (que interpreta Farleigh) solicitou aulas, porque nunca havia fumado antes.

De acordo com a Truth Initiative, uma organização de saúde contra o tabagismo sem fins lucrativos, nove dos dez filmes indicados ao prêmio principal do Oscar, no início deste ano, apresentavam cenas com cigarro —o que representa um aumento em relação aos sete do ano anterior.

Algumas das músicas de maior sucesso de 2024 também fazem alusão ao tabagismo —”Die With A Smile”, de Bruno Mars e Lady Gaga, mostra a artista fumando enquanto toca piano e canta.

Jessica, uma jovem de 26 anos que trabalha com marketing, diz que fumar “voltou a ser normalizado”.

“Há alguns anos, eu não conhecia ninguém que fumasse, mas agora parece que todo mundo está fumando, e você meio que esquece como isso faz mal para você.”

Uma estimativa recente da organização Cancer Research sugere que cerca de 350 jovens ainda fumam todos os dias no Reino Unido, e quase um em cada dez jovens de 15 anos afirma que, às vezes, fuma.

Mas, no geral, o número de jovens que fumam está diminuindo —estimativas oficiais mostram que menos de um em cada dez jovens adultos no Reino Unido fuma cigarro— uma queda acentuada em relação a um quarto dos jovens entre 18 e 24 anos, há 12 anos.

‘Eca, eu odeio vape’

Embora o número de jovens que fumam esteja em declínio, a popularidade dos vapes aumentou muito— um em cada sete jovens de 18 a 24 anos que nunca fumaram regularmente agora usa cigarros eletrônicos.

Jessica costumava usar vape, mas diz que “agora todo mundo faz isso, não é mais cool” —ao que parece, a banalização do cigarro eletrônico está fazendo com que algumas pessoas mudem para o cigarro.

Em um vídeo recente postado no TikTok, a cantora Addison Rae respondeu a uma pergunta sobre vape dizendo: “Eca, eu odeio vape. Fume um cigarro!”

O médico James Hook, baseado nos EUA, disse à BBC que viu casos de jovens que começaram a fumar depois de usar vape.

Ele acredita que a forma como o tabagismo é glamorizado pelas celebridades significa que os cigarros “dão aos jovens uma certa credibilidade pela qual os mais velhos não precisam se esforçar tanto”.

Ele acrescenta que muitos deles estão “imitando pessoas mais velhas que são consideradas sofisticadas, modernas ou atraentes”.

Hook também afirma que o fato de as autoridades britânicas estarem adotando uma postura mais rígida em relação ao tabagismo pode estar incentivando as pessoas a se rebelarem.

“Sempre haverá indivíduos que vão desafiar o status quo, então não deveria ser nenhuma surpresa que a proibição de algo só coloque mais lenha na fogueira da rebelião e represente uma ameaça ao senso de independência de alguém.”

O governo do Reino Unido está planejando uma das leis mais rígidas do mundo contra o tabagismo, que acabaria proibindo a venda de cigarros no país, já que a nova legislação prevê aumentar efetivamente a idade mínima para a compra de cigarro em um ano a cada ano.

Com a intenção do governo de erradicar este hábito mortal, o ressurgimento do cigarro —e dos ‘cigfluencers’— pode ser mais uma tendência passageira do que uma mudança cultural duradoura, especialmente porque seu apelo tem menos a ver com o ato em si, e mais com a estética e o simbolismo que ele representa.



Leia Mais: Folha

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Ufac entrega equipamentos para curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou solenidade de entrega de novos equipamentos destinados ao curso de Engenharia Civil. O investimento contribuirá para o fortalecimento das atividades de ensino e pesquisa, proporcionando melhores condições para a formação acadêmica dos estudantes. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 16, no hall do bloco do curso.

Foram adquiridos 20 conjuntos para desenho técnico, compostos por pranchetas de desenho e banquetas, já instalados no Laboratório de Projetos. Também foram entregues duas estações totais de topografia, destinadas ao Laboratório de Topografia.

“Todo esse investimento é para eles”, disse a reitora Guida Aquino, referindo-se aos alunos. “A universidade não existe sem estudante.” Segundo ela, a instituição deve continuar avançando e modernizando seus laboratórios para acompanhar as necessidades da formação acadêmica.

O pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, ressaltou que o crescimento da estrutura física e da quantidade de cursos ampliou as demandas da universidade. Para ele, a expansão também representa novos custos para a instituição. “Nós crescemos e atendemos ao plano”, pontuou. “Entretanto, o orçamento não teve o mesmo crescimento.”

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De acordo com o coordenador do curso de Engenharia Civil, Bernardo Antônio Silva Ramos, a aquisição atende a uma demanda antiga do curso. Ele explicou que os equipamentos também poderão ser utilizados por estudantes de outros cursos da instituição, como Engenharia Florestal e Engenharia Agronômica. “Esses equipamentos são muito importantes para nós e serão muito bem utilizados daqui para frente.”

Também participou da solenidade a pró-reitora de Inovação e Tecnologia e vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 



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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16/08 — Universidade Federal do Acre

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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna2.jpg

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, desenvolvido entre a Ufac e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou a abertura do 21º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 14, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e marcou o início da programação, que segue até 16 de agosto, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto.

Durante a programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento regional, mobilidade urbana, educação, empreendedorismo e gestão pública. As atividades incluem palestras, mesas de discussão e apresentações acadêmicas voltadas à troca de experiências e à divulgação de pesquisas desenvolvidas no âmbito do programa.

Na abertura do evento, a reitora Guida Aquino destacou a expansão da pós-graduação na universidade e o fortalecimento das parcerias institucionais voltadas à qualificação de servidores e profissionais. Ela também ressaltou a importância da cooperação entre a Ufac e a UTFPR para a oferta do programa de pós-graduação.

O coordenador do programa, Rogério Duenhas, disse que o curso contribui para formação de profissionais e pesquisadores na área de planejamento e governança pública, especialmente na região Norte.

Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna-1.jpg

A presidente da comissão organizadora, discente Ana Caroline, destacou que o seminário busca promover discussões sobre desafios estruturais enfrentados pelo Acre e incentivar reflexões sobre políticas públicas e planejamento. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento do Estado e das instituições públicas.

Também participaram da mesa de abertura o vice-reitor e reitor eleito, Josimar Batista; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes, do Ifac; além de representantes da UTFPR, convidados e integrantes da comunidade acadêmica.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.

A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.

É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).

Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.

Rede de trabalho

O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:

– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;

– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;

– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;

– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;

– Sistema Silvipastoril Sucessional: Opção para Recomposição de Reserva Legal na Amazônia Sul-Ocidental Brasileira;

– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;

– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;

– Agroecological Performance of Integrated Farming Systems in the Brazilian Amazon: Evidence from Reca Cooperative Using the TAPE Methodology.

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