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Por que é preciso olhar além da farda?
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2 anos atrásem
Joabes Guedes
O que você vê quando olha para um policial? Um defensor da lei, um protetor da comunidade, um carrasco, um opressor, ou apenas mais uma pessoa tentando fazer seu trabalho? A figura do policial, muitas vezes vista como distante e imponente, às vezes hostil, esconde uma complexidade que vai muito além da farda.
Em um mundo cada vez mais dividido, esse profissional se torna um mediador, alguém que precisa equilibrar a força da lei com a sensibilidade de quem vive e sente as mesmas dores que a comunidade. Tal trabalho exige mais do que técnica, demanda empatia, diálogo e a habilidade de construir pontes em um cenário frequentemente marcado por tensões e conflitos.
No exercício de sua função, o policial é geralmente o primeiro a ser chamado em situações de crise. Sua atuação está fundamentada na escuta ativa e na busca por soluções que respeitem as particularidades de cada situação. A formação é essencial para que os policiais, como enfatiza a socióloga brasileira Maria Cecília Kerbauy, estejam aptos a criar conexões significativas e promover uma cultura de prevenção.
No entanto, não se pode ignorar que o peso das críticas sociais afeta diretamente o dia a dia de quem veste a farda. Os erros são amplificados nas redes sociais, e a pressão é enorme. Essa desproporção afeta o moral e a motivação dos policiais, pois cada crítica atinge não apenas a instituição, mas também o indivíduo. É fundamental reconhecer que, por trás da farda, existe um ser humano com família, que também tem medos e sonhos.
Compreender que a segurança pública é uma construção coletiva, que começa nas comunidades, é o ponto. A participação cidadã é a chave para criar um ambiente mais seguro. É preciso ampliar a consciência de que o papel do cidadão é tão relevante quanto o do policial na construção de soluções duradouras.
É evidente que a polícia do futuro precisa ser ainda mais próxima, transparente e humana. A tecnologia pode ser uma grande aliada, mas a inteligência emocional e a capacidade de comunicação continuam sendo fundamentais. O policial bem preparado, que entende as necessidades da comunidade e que é capaz de construir relacionamentos de confiança, é a peça-chave no modelo de policiamento comunitário, que tem alcançado resultados tão positivos na Polícia Militar do Acre.
Da próxima vez que você cruzar com esse policial, lembre-se: ele é mais do que um profissional, é um reflexo da nossa sociedade. O desafio é olhar para ele não apenas como uma autoridade e enxergá-lo como alguém que faz parte da mesma comunidade e que sente as mesmas dores que você. Desenvolver essa empatia é fundamental para construir uma sociedade melhor.
Joabes Guedes é jornalista e sargento da Polícia Militar. Trabalha na Assessoria de Comunicação da PMAC
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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