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POLÍTICA

Por que Lula não consegue aprovar o pacote de cortes

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

O governo entrou na terceira semana de discussões sobre o pacote de corte de gastos. Sem andar um milímetro.

A dificuldade não surpreende.

Quando o governo anunciou o arcabouço fiscal, em março de 2023, ele foi aplaudido por ser muito melhor do que o que se temia, mas não foram poucas as vozes alertando que era insuficiente, buscava o deficit zero sem prever corte de despesas em nenhuma circunstância. E garantia que haveria aumento.

O economista Armínio Fraga foi ao Senado e deu a real: “A aritmética não fecha, gente. Infelizmente, não é suficiente zerar o déficit primário, porque zerando o primário significa que vamos estar tomando dinheiro emprestado para pagar o juro direto, e o juro é esse que a gente conhece.”

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Desde então, o governo nada fez a respeito, e a dívida, que custa o juro que a gente conhece, não para de subir. O juro sobe e cria um círculo vicioso. Todos os indicadores da economia vão mal.

Mesmo assim, o governo não consegue se mexer. Com exceção de Fernando Haddad e Simone Tebet, ninguém quer ouvir falar desse assunto — os ministros Luiz Marinho, do Trabalho, e Carlos Lupi, da Previdência, chegaram a ameaçar se demitir por causa dele.

A esquerda tem um problema duplo com o equilíbrio fiscal. Pelo lado da (i)maturidade, não se conforma que dinheiro não dá em árvore, que gastar demais tem consequências. Pelo lado da ideologia, supõe que equilíbrio fiscal é um valor neoliberal que existe para arrochar pobre (ou seja, a aritmética é de direita). Vale para Lula e para a maioria de seus ministros.

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O Brasil gasta demais, e gasta muito mal. Para fazer o ajuste necessário, precisa de um presidente que tenha a coragem de encarar o problema para valer.

Lula não foi esse presidente 20 anos atrás, quando era fácil sê-lo, e não o será agora, quando é difícil.

(Por Ricardo Rangel em 11/11/2024)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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