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Por que Mark Zuckerberg recorreu a Dana White para garantir o favor de Maga | UFC

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Karim Zidan

EUnos quatro meses desde que Donald Trump acusou Mark Zuckerberg de conspirar contra ele durante as eleições presidenciais de 2020 e ameaçou-o com prisão perpétuao CEO da Meta não mediu esforços para agradar o novo presidente.

Pouco depois da vitória de Trump em novembro, Zuckerberg viajou para Mar-a-Lago jantar com o presidente eleito e sua equipe de transição, mesmo doando US$ 1 milhão ao fundo de inauguração de Trump. Ele também tem eliminou o programa de verificação de fatos de terceiros da Metaeliminando restrições em temas como imigração e género. E esta semana, Zuckerberg deu um passo adiante em seus esforços para se alinhar com a nova administração, nomeando Dana White – o CEO do Ultimate Fighting Championship (UFC) e um aliado próximo de Trump – para o conselho de administração da Meta.

“Nunca tive interesse em fazer parte de um conselho de administração até que recebi a oferta para fazer parte do conselho da Meta. Acredito piamente que a mídia social e a IA são o futuro”, disse White no Meta’s comunicado de imprensa oficial. “Estou muito animado por me juntar a esta equipe incrível e aprender mais sobre esse negócio por dentro. Não há nada que eu ame mais do que construir marcas e estou ansioso para ajudar a levar a Meta para o próximo nível.”

No comunicado à imprensa, Zuckerberg observou como White, junto com outros novos membros do conselho, John Elkann e Charlie Songhurst, ajudariam meta “abordar as enormes oportunidades futuras com IA, wearables e o futuro da conexão humana.” No entanto, dado que White – um promotor de lutas e um homem experiente da campanha publicitária – tem pouca experiência em qualquer uma destas áreas, a sua nomeação parece ser um movimento calculado de Zuckerberg para solidificar os laços com Trump através de um dos seus aliados mais próximos e influentes.

A amizade de White com Trump remonta a 2001, quando o presidente do UFC ainda tentava convencer o mundo de que MMA era mais do que um esporte sangrento. Enquanto o UFC lutava para encontrar um local para seus eventos, Trump aproveitou a oportunidade e ofereceu seu cassino Taj Mahal em Atlantic City por dois eventos consecutivos.

Desde então, White deu crédito a Trump por ajudar o UFC durante um período difícil de sua história. E embora a história seja mera tradição de marketing, ajudou a estabelecer uma narrativa convincente para a crescente aliança entre os dois homens e as suas respetivas marcas.

White ficou perplexo com Trump em três convenções nacionais republicanas e em uma série de comícios de campanha. Ele viajou com o presidente eleito no Air Force One e produziu um documentário do UFC sobre Trump intitulado Combatant-in-Chief. White até falou no discurso de vitória de Trump após as eleições de 2024. “Isso é o que acontece quando a máquina vem atrás de você”, disse White na época. “Isso é carma, senhoras e senhores. Ele merece isso.

Nos últimos anos, Trump compareceu frequentemente aos eventos do UFC, desfrutando da admiração do público jovem, predominantemente masculino. Ele cultivou relacionamentos com os lutadores, aproveitando o apoio deles para se retratar como um homem forte simbólico. Ele abraçou a cultura de desafio, machismo e espetáculo do UFC para ajudar a fortalecer sua imagem de rebelde contra as normas liberais. Também acelerou a substituição da cultura política convencional da América por uma nova mistura abrasiva de entretenimento e política de confronto, perfeitamente personificada tanto por Trump como por White.

Embora White tenha até ajudado a conectar Trump com apresentadores de podcast e influenciadores como Joe Rogan, Theo Von e os Nelk Boys, que desempenhariam um papel significativo em ajudar Trump a se conectar com um público mais jovem, ele mais tarde admitiu que não estava interessado em entrando ele mesmo na arena política. “Não quero ter nada a ver com essa merda. É nojento. É nojento”, disse White ao New Yorker.

No entanto, a estreita relação de White com Trump ajudou a elevar o empresário combativo a um executivo empresarial com mais prestígio político do que a maioria das elites de Washington. Seu posicionamento na intersecção entre esportes, negócios e cultura de luta também fez dele um canal para marcas que buscam marcar pontos com públicos conservadores. Por exemplo, quando a Bud Light enfrentou uma grande reação da direita por apresentar o influenciador trans Dylan Mulvaney em uma de suas campanhas promocionais, a organização assinou um acordo com o UFC para se tornar a cerveja oficial da organização. White assumiu a responsabilidade de defender Bud Light, discutindo que “se você se considera um patriota, deveria beber litros de Bud Light”.

Dana White e Mark Zuckerberg participaram do evento UFC 300 na T-Mobile Arena em Las Vegas no ano passado. Fotografia: Jeff Bottari/Zuffa LLC/Getty Images

Até Zuckerberg se viu atraído pela órbita de White. Os dois homens se uniram pelo interesse comum no MMA, que o bilionário assumiu em 2022. Naquele ano, a Meta anunciou uma parceria com o UFC que trouxe o serviço de streaming de vídeo do UFC para o Meta Horizon Worlds, uma plataforma de realidade virtual. Eles também discutiram a introdução da inteligência artificial no problemático sistema de classificação de lutadores do UFC.

Em 2023, Branco tentou mediar uma briga entre Zuckerberg e Elon Musk, outro bilionário da tecnologia e aliado de Trump. Musk finalmente desistiu da luta, alegando uma lesão persistente, e culpou Zuckerberg por se recusar a remarcar a luta.

Apesar da amizade florescente, a nomeação de White para o conselho de administração da organização de Zuckerberg atraiu críticas dos funcionários da Meta.

Logo após o anúncio da Meta, os funcionários acessaram o Workplace, a plataforma de comunicação empresarial da Meta, para compartilhar suas ideias. Alguns fizeram perguntas e críticas, incluindo por que Meta estava trabalhando com um homem que deu um tapa na esposa em público e não enfrentou consequências por suas ações. Outros fizeram piadas perguntando se as avaliações de desempenho agora envolveria lutas de MMA.

“Contrataremos Conor (McGregor) em seguida para um sparring depois do trabalho?”, Comentou um funcionário em uma postagem revisada por uma agência de tecnologia 404 Mídia. McGregor foi responsabilizado por agressão sexual em novembro de 2024 e atualmente está recorrendo da decisão.

Em resposta à série de críticas, Meta excluiu várias postagens internascitando violações nas diretrizes que regem as comunicações dos funcionários. Para uma empresa que alegou que era “hora de voltar às nossas raízes em torno da liberdade de expressão”No início daquele mesmo dia, a decisão de censurar algumas das críticas dos funcionários foi amargamente irônica. Também traçou paralelos com a abordagem do próprio White para lidar com as críticas no UFC.

Assim como Trump, White é notoriamente sensível e sensível quando se trata de mídia. Antes da venda do UFC em 2016, ele colocou o jornalista Ariel Helwani na lista negra por roubar seu espaço e divulgar uma história do UFC antes que White tivesse a chance de anunciá-la ele mesmo. Embora a proibição de Helwani tenha sido rapidamente levantadovários outros jornalistas, inclusive eu, enfrentaram sua ira e foram banidos para sempre de cobrir o UFC. Por exemplo, fui banido pela minha cobertura crítica da organização, incluindo reportagens sobre a sua laços com o ditador checheno Ramzan Kadyrov.

A abordagem forte de White às relações públicas, que inclui explosões abusivas contra membros dos meios de comunicação social, faz parte da estratégia da promoção para controlar os jornalistas e, por extensão, as narrativas em torno de um evento específico. Devido ao medo constante de ter suas credenciais de imprensa rescindidas, os repórteres presentes são desencorajados de fazer perguntas difíceis que refletiriam negativamente no UFC. Estes incluem temas como sindicalizaçãopagamento do lutador ou o Afiliação do UFC a vários regimes autoritários ao redor do mundo. Este é o tipo de experiência que White traz para Meta.

Os esforços frenéticos de Zuckerberg para apaziguar Trump parecem ter valido a pena. No início desta semana, o presidente eleito elogiou Meta por mudar a forma como modera o conteúdo político, até mesmo especulando se a mudança política foi uma resposta direta às ameaças que dirigiu a Zuckerberg.

“Honestamente, acho que eles percorreram um longo caminho, Meta, Facebook”, disse Trump.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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