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Por que o Mar Negro é tão importante para a Rússia e a Ucrânia – DW – 28/03/2025
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Na semana passada, o Estados Unidos realizou negociações separadas com Rússia e Ucrânia Na tentativa de parar de lutar no Mar Negro, uma rota comercial crucial para exportações de alimentos, como parte do objetivo mais amplo de acabar guerra entre os dois países.
Na terça -feira, a Casa Branca informou que ambos os países haviam concordado com um cessar -fogo e permitir a navegação na região. Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy anunciou que o cessar -fogo causaria efeito imediato. No entanto, o Kremlin disse o cessar -fogo só entraria em vigor assim que certas condições forem atendidasincluindo o parcial levantamento de sanções Pertencente a empresas e bancos russos envolvidos no comércio internacional de alimentos.
Uma trégua semelhante estava em vigor entre 2022 e 2023, mas mais tarde foi quebrado pela Rússia. Esse acordo, intermediado pela Turquia e pelas Nações Unidas, permitiu o exportação ininterrupta de grãos ucranianos. Presidente russo Vladimir Putin retirou-se do acordo sobre o fracasso do Ocidente em atender a certas condições, incluindo a reconectando o Banco Agrícola Russo a Swift, um sistema de alta segurança para transferências de dinheiro rápido com sede na Bélgica.
A ONU acredita que a segurança alimentar global seria impulsionada significativamente se um novo acordo for alcançado.
Mar Negro Uma Rota Comercial Chave para a Rússia e Ucrânia
Apesar de aparentes desacordos, especialistas disseram à DW que as partes envolvidas nas negociações provavelmente chegarão a um cessar -fogo no Mar Negro em breve.
Alexandra Filippenko, pesquisadora da Lithunia do Instituto de Estudos dos EUA e do Canadá, um think tank russo, chama esse contrato de “o maior de todos os pequenos passos” discutidos durante as negociações. Ela acredita que isso ajudará a reduzir o risco de escalada, o que é improvável que se beneficie de ambos os lados ou do resto do mundo.
De acordo com a ONU, o acordo de grãos da Ucrânia facilitou a exportação de 32 milhões de toneladas de grãos para 45 países em três continentes entre julho de 2022 e julho de 2023. Como disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na época, o acordo era crucial para a segurança alimentar global.
Para a Rússia, o Mar Negro é uma rota -chave para a entrega de grãos das regiões do sul do país. Na estação parcialmente pré-guerra de 2021-2022, 86% de todas as remessas de grãos foram através de portos da bacia marítima de Azov-Black, de acordo com a Forbes. Essas exportações foram
A Ucrânia é um dos principais exportadores de grãos do mundo, com seus principais compradores no norte da África, Oriente Médio e Sul e Sudeste Asiático. A estabilidade do Mar Negro é crucial para a economia da nação.
Qual é a situação no Mar Negro agora?
Em uma entrevista recente à União Europeia, Zelenskyy disse que a Ucrânia controla a situação no Mar Negro.
“Eles (os russos) não controlam o corredor do Mar Negro há muito tempo. Estamos lutando por isso porque é um passo para terminar a guerra. Controlamos a situação no Mar Negro”, disse Zelenskyy.
Alexander Paliy, um analista político ucraniano, disse à DW que, no ano passado, a Rússia se viu empurrada para a parte oriental do Mar Negro e não conseguiu lançar ataques em escala completa na região. Ele disse que a Ucrânia conseguiu isso através do uso de drones marítimos.
Como resultado, o comércio de grãos está operando em níveis mais ou menos antes da guerra, disse Paliy. Portanto, ele acredita que um novo acordo de grãos seria mais benéfico para a Rússia.
“A Ucrânia poderia atacar navios russos envolvidos nas exportações de petróleo ou outras exportações a qualquer momento. No entanto, (Ucrânia) se preocupa com o impacto ambiental, e as posições de países como a Turquia e os EUA são importantes. É por isso que a Ucrânia tem sido muito cautelosa”, disse Paliy.
A crescente influência da Rússia no Mar Negro
A presença da Rússia no Mar Negro é crucial não apenas para o comércio, mas também, como o Kremlin declarou repetidamente, para a segurança do país.
De acordo com o direito internacional, a Rússia possui apenas cerca de 10% da costa do Mar Negro. No entanto, através de sua crescente influência na região, a Rússia controla efetivamente cerca de um terço da costa atualmente.
A presença militar da Rússia na Crimeia, que anexou ilegalmente em 2014, e a República da Abkhazia não reconhecida na região do Sul de Caucasas tornou essa presença possível. Na Rússia, as forças militares estacionadas na Abkhazia são vistas como essenciais para garantir a segurança das fronteiras do sul do país.
A reação de Putin à entrada de um navio da Marinha dos EUA no Mar Negro em novembro de 2021 pode explicar como ele vê a importância do domínio russo nessa região.
“Agora, como você sabe, um navio dos EUA entrou no Mar Negro. Podemos assistir através de binóculos ou através dos pontos turísticos de nossos sistemas de defesa”, Putin se gabou.
O presidente russo parece disposto a expandir ainda mais a presença de seu país no Mar Negro. Ele agora ameaça capturar outra cidade portuária ucraniana, Odessa, se a Ucrânia não reconhecer as regiões ocupadas pela Rússia.
Zelenskyy: Rússia ‘arrastando palestras’
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse em comentários televisionados na terça -feira que a Rússia quer basear essa nova iniciativa do Mar Negro no acordo de grãos anteriores, mas alertou que os interesses russos devem ser protegidos.
Em uma aparente referência às demandas do Kremlin, a Casa Branca disse que os EUA “ajudariam a restaurar o acesso da Rússia ao mercado mundial de exportações agrícolas e de fertilizantes, reduzir os custos de seguro marítimo e aumentar o acesso a portos e sistemas de pagamento para essas transações”.
Na quinta -feira, depois de se encontrar com 30 líderes principalmente europeus e da OTAN em Paris, Zelenskyy disse que levantar sanções russas “seria um desastre para a diplomacia”.
“Eles estão arrastando as palestras e tentando prender os EUA em discussões intermináveis e inúteis sobre ‘condições’ falsas apenas para comprar tempo e depois tentar pegar mais terras”.
Especialistas que conversaram com a DW acreditam que um acordo de cessar -fogo no Mar Negro custaria nada da Rússia além de permitir que ele se beneficie bastante. As condições do Kremlin mostram que ele pretende extrair o máximo possível, fazendo concessões mínimas.
EUA sob a influência da desinformação russa: Zelenskyy
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Editado por: Davis Vanopdorp
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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