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Por que um projeto de lei sobre seminários religiosos é o último ponto crítico do Paquistão | Notícias sobre religião

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Islamabad, Paquistão – Depois de rechaçar os protestos do partido de oposição Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI), o governo paquistanês enfrenta agora um novo desafio – uma potencial agitação liderada por Fazal-ur-Rehman, líder do grupo religioso Jamiat Ulema-e-Islam-Fazl (JUIF) festa.

Rehman, um político veterano e parte da coligação governante que governou o Paquistão de Abril de 2022 a Agosto de 2023, insta o governo a aprovar um projecto de lei apresentado em Outubro para alterar o processo de registo de seminários religiosos.

Em Outubro, a legislação foi aprovada juntamente com o controversa 26ª emenda – movidos pelo governo, e para os quais eles precisava do apoio dos legisladores do JUIF – que dá ao parlamento supervisão sobre as nomeações judiciais.

No entanto, quando o projecto de lei lhe chegou para aprovação final, o Presidente Asif Ali Zardari levantou “objecções técnicas” e enviou-o de volta ao parlamento para posterior deliberação. Desde então, o governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif indicou que também tem preocupações sobre o projecto de lei – provocando um impasse.

Desde então, Rehman iniciou um diálogo com funcionários do governo, incluindo Sharif, argumentando que a atual lei que rege os seminários religiosos mina a sua autonomia.

Na semana passada, ele alertou que a reversão dos compromissos assumidos com o seu partido poderia desestabilizar ainda mais o já volátil cenário político do Paquistão.

“Queremos criar uma atmosfera de confiança. É responsabilidade do governo melhorar a situação, mas parece estar a empurrar as pessoas para o extremismo e o protesto”, disse Rehman em Peshawar.

Então, o que diz a lei atual e o que o novo projeto de lei faria? Quais são as preocupações que Zardari e outros levantaram? E o que vem a seguir, para o projeto de lei e para o sistema político fraturado do Paquistão?

Como os seminários foram governados historicamente?

O debate sobre o registo de seminários religiosos, também conhecidos como madrassas, tem sido há muito controverso no Paquistão.

Historicamente, os seminários foram registados ao abrigo da Lei de Registo de Sociedades da era colonial de 1860 a nível distrital. Este sistema descentralizado deixou o governo com pouco controlo sobre os currículos, actividades ou financiamento do seminário.

Em particular, as autoridades educativas estaduais ou federais não tinham qualquer escrutínio sobre os seminários, que lidavam apenas com burocratas locais.

Com o tempo, aumentaram as preocupações com a ausência de qualquer monitorização eficaz do currículo, das finanças ou das actividades destas escolas.

Por que começou uma regulamentação mais rigorosa?

O ponto de viragem foi o ataque de 11 de Setembro e o lançamento da chamada “guerra ao terror” pelos Estados Unidos. O Paquistão, sob o comando do líder militar General Pervez Musharraf, procurou reformar os seminários.

Muitos dos homens que se juntaram a grupos armados como a Al-Qaeda, ou aqueles que mais tarde fundaram o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), revelaram-se como ex-alunos de seminários no Paquistão, o que levou o governo a declarar as reformas propostas “indispensáveis”. para a segurança nacional.

Após o ataque mortal do TTP à Escola Pública do Exército, uma escola gerida pelo exército, em Dezembro de 2014 em Peshawar, o governo paquistanês introduziu o Plano de Acção Nacional, um documento abrangente que procurava, entre outras propostas, supervisionar o registo de religiosos seminários.

Entre 2018 e 2022, o Força-Tarefa de Ação Financeira (GAFI), um órgão intergovernamental de vigilância do branqueamento de capitais e do financiamento criado pelo G7 em 1989, colocou o Paquistão na sua “lista cinzenta” de países que não cumprem integralmente os seus regulamentos. Os países da lista cinzenta correm o risco de perder investimento estrangeiro crítico.

Uma das exigências do GAFI antes de retirar o nome do Paquistão da lista era que o governo colocasse os seminários religiosos sob o seu controlo, para garantir a transparência nas suas operações financeiras.

Em 2019, sob o governo PTI do ex-primeiro-ministro Imran Khan, os seminários foram reclassificados como instituições educacionais e colocados sob a tutela do Ministério da Educação.

Isto levou à criação da Direcção Geral de Ensino Religioso (DGRE), que é actualmente chefiada por Ghulam Qamar, um general reformado de duas estrelas que também é especialista em contraterrorismo.

A DGRE exigiu auditorias anuais e expandiu os currículos do seminário para incluir disciplinas como matemática e ciências.

Desde a sua criação, mais de 18.000 seminários e dois milhões de estudantes foram registrados.

No entanto, muitos seminários, incluindo aqueles afiliados ao JUIF, recusaram-se a aderir ao sistema e continuaram a operar ao abrigo da Lei de Registo de Sociedades.

O que está na legislação proposta pelo JUIF?

A alteração da JUIF à Lei de Registo de Sociedades transfere as responsabilidades de registo do seminário de volta para os vice-comissários distritais, eliminando a supervisão do Ministério da Educação.

O projeto de lei também propõe que os seminários com vários campi sejam autorizados a registar-se como uma entidade única, uma medida que a JUIF argumenta que reduzirá a interferência governamental e protegerá a autonomia destas instituições.

Quais são as objeções do governo?

O ministro dos Assuntos Religiosos, Chaudhry Salik Hussain, defendeu a resistência do governo em aprovar o projeto de lei JUIF.

Hussain, num comunicado divulgado pelo Ministério dos Assuntos Religiosos na semana passada, disse que o governo quer que as questões relacionadas com a educação permaneçam sob a alçada do Ministério da Educação, incluindo o registo de seminários.

A Al Jazeera contactou Hussain, bem como o Ministro da Informação, Attaullah Tarar, para obter comentários sobre a controvérsia e por que razão os legisladores dos partidos do governo apoiaram o projecto de lei no parlamento com uma maioria esmagadora, em primeiro lugar, se tivessem reservas. Nenhum dos dois respondeu.

Contudo, numa conferência recente em Islamabad no início desta semana, funcionários do governo e líderes religiosos expressaram preocupações sobre as alterações propostas pela JUIF. O Ministro da Informação, Tarar, afirmou que havia “complicações jurídicas” no projeto de lei – sem explicitá-las – e apelou a novas consultas.

O Ministro Federal da Educação, Khalid Maqbool Siddiqui, também acrescentou que a anulação do mecanismo de registo existente estava fora de questão, enfatizando que tal medida não serviria os interesses da nação.

“As reformas dos seminários também têm sido um problema sério em termos de segurança nacional”, disse ele.

O que isso significa para a política do Paquistão?

O governo de Sharif poderá não precisar mais urgentemente do apoio político do JUIF após a aprovação da 26ª emenda. Mas o seu fracasso em manter o seu compromisso com um partido que o ajudou a aprovar uma controversa alteração constitucional – que o PTI do antigo primeiro-ministro Imran Khan argumenta que enfraqueceria a independência do poder judicial – levanta questões sobre a credibilidade do governo.

“Seria melhor se o governo resolvesse esta questão sem criar mais confusão”, disse Shahzad Iqbal, analista político e âncora de notícias baseado em Islamabad, à Al Jazeera.

Mas isso não será fácil. O governo, disse Iqbal, parecia estar sob “pressão de outros quadrantes” por causa do projeto de lei.

Em Julho, o Tenente-General Ahmed Sharif Chaudhry, chefe da ala de comunicação social do exército paquistanês, o Inter-Services Public Relations (ISPR), tinha mencionado durante uma conferência de imprensa que mais de metade dos seminários religiosos do país não estavam registados e os seus detalhes, incluindo a fonte do seu financiamento, eram desconhecidos.

Esta, de acordo com o analista Majid Nizami, baseado em Lahore, é a razão pela qual o debate em curso sobre os seminários religiosos e o seu controlo poderá, em última análise, resumir-se – “directa ou indirectamente” – ao que o poderoso establishment militar do Paquistão pretende.

“A DGRE é liderada por um ex-major-general com uma longa história de experiência em contraterrorismo”, disse Nizami à Al Jazeera. “Quando e se um establishment militar der qualquer aprovação, só então os partidos políticos agirão de acordo. Não é uma preocupação política; é uma preocupação militar.”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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