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Praga do cacau descoberta no Acre também preocupa estado da Bahia
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5 anos atrásem
Ex-secretário estadual de Agricultura e deputado estadual na Bahia, o agrônomo Eduardo Salles diz que a moníliase do cacaueiro é uma praga que pode trazer enormes prejuízos econômicos ao seu Estado.
A Bahia, lembra Salles, é o segundo maior produtor nacional de cacau com uma área de 450 mil hectares plantados e produção de 110 mil toneladas, conforme a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a Ceplac.
“Cerca de 80% dos produtores baianos têm menos de 10 hectares e, além de produzir as amêndoas secas, a Bahia possui 70 marcas de chocolate. Estabelecer ações de defesa vegetal estruturantes são necessárias e urgentes para evitar consequências econômicas, sociais e ambientais no sul do Estado. Dados mostram que para cada tonelada de cacau que deixarmos de produzir, perderemos 2,2 postos de trabalho e R$ 3,5 bilhões”, alerta Eduardo Salles.
O parlamentar defende que a Superintendência do Ministério da Agricultura atue em conjunto com a Secretaria Estadual de Agricultura para evitar que qualquer material contaminado entre na Bahia, capacitação para produtores e técnicos que trabalham na cadeia produtiva, aquisição de material para a coleta de frutos infectados e de biossegurança e produção de conteúdo para disseminação de informações sobre a praga.
Eduardo Salles acredita que o momento é de mobilização total e os governos estadual e federal devem atuar junto aos municípios dos territórios de identidade do Baixo Sul, Litoral Sul, Costa do Descobrimento, Extremo Sul e Vale do Jiquiriçá.
“A informação correta é nossa principal aliada. Os secretários municipais de Agricultura, presidentes de associações e sindicatos, os trabalhadores das empresas da cadeia produtiva e a população precisam entender os riscos da monilíase e saberem qual é o manejo adequado. Os monitoramentos em portos, aeroportos e terminais rodoviários têm que ser rígidos. Defendo uma verdadeira operação de guerra. Não podemos deixar que outra praga coloque em risco a economia do sul da Bahia”, disse Eduardo Salles.
O deputado garantiu que vai participar junto com os colegas da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia de reuniões com os órgãos de fiscalização fitossanitária dos governos federal e estadual para aplicar com a maior urgência possível medidas de controle que evitem a disseminação da praga.
Quando foi secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles firmou convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Agricultura do Acre para ações preventivas que evitassem a disseminação da monilíase.
“Fizemos um pacto com todos os estados do Norte, pois é a região onde a praga pode entrar, e construímos com a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) um plano com estratégias de contingenciamento para tentar evitar que a praga chegasse”, relembra Eduardo Salles.
A doença afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma Cacau) e o Cupuaçu (Theobroma Grandiflorum), e causa perdas de até 100% da produção, pois ataca o fruto e o fungo tem grande capacidade de disseminação, mas não causa danos à saúde humana. A praga já está presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Peru e Bolívia.
(Com assessoria)
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.