POLÍTICA
Prefeito quer time do filho de Lula na Série A do…
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1 ano atrásem
Ricardo Chapola
Três dias depois de eleger sua sucessora à prefeitura de Rio Preto da Eva (AM) com ajuda do filho caçula de Lula, o prefeito cidade, Anderson Sousa (União), anunciou que fará uma reforma no estádio do RPE Parintins, time de futebol dirigido por Luis Claudio da Silva trabalha. O clube vai disputar a primeira divisão do campeonato amazonense em 2025, e, segundo o prefeito, receberá todo o incentivo para chegar à elite do esporte.
Prefeito por dois mandatos seguidos, Sousa deixará o cargo no fim deste ano. No lugar dele, assumirá Socorro Nogueira, eleita com 60,30% dos votos. Amigo de ambos, Luis Claudio participou de diversos atos de campanha da futura mandatária. O filho caçula de Lula também serviu de importante cabo eleitoral de outros candidatos petistas no Amazonas, sempre ao lado do deputado estadual, Sinésio Campos (PT).
No dia 9 de outubro, Anderson Sousa fez o anúncio da reforma no estádio Francisco Garcia, local onde o RPE Parintins manda seus jogos e realiza parte de seus treinamentos. Acompanhado de secretários e membros da diretoria do clube, o prefeito afirmou que a obra só será realizada graças a uma emenda de R$ 1 milhão destinada por Sinésio Campos.
Objetivo é a Série A do Brasileirão
“Eu quero agradecer o governador Wilson Lima, que atendeu a emenda do deputado estadual Sinésio Campos, que mandou R$ 1 milhão para fazermos a manutenção do estádio Francisco Garcia”, disse Sousa, que pretende finalizar a obra até o dia 10 de novembro. “Nosso secretário já encaminhou a empresa que fará a manutenção da nova estrutura que está sendo montada para que possamos colocar Rio Preto da Eva na série A do Campeonato Brasileiro”, prometeu.
Luis Claudio mora em Rio Preto da Eva desde que assumiu o cargo de diretor do RPE Parintins há dois anos, a convite do coreano Sung On Song, industrial que comanda um conglomerado de 33 empresas, com atuação no ramo de tecnologia e na fabricação de notebooks.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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