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Prêmio Nobel da Paz 2024 ao vivo: Movimento japonês de sobreviventes da bomba atômica Nihon Hidankyo ganha prêmio | Prêmio Nobel da Paz

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Jon Henley

Movimento japonês de sobreviventes da bomba atômica, Nihon Hidankyo, ganha Prêmio Nobel da Paz

O Prêmio Nobel da Paz de 2024 foi concedido ao movimento popular japonês de sobreviventes da bomba atômica, Nihon Hidankyo.

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O Comitê Norueguês do Nobel decidiu conceder o Prêmio Nobel de 2024 #Prêmio Nobel da Paz à organização japonesa Nihon Hidankyo. Este movimento popular de sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, também conhecido como Hibakusha, está recebendo o prêmio da paz por seu… pic.twitter.com/YVXwnwVBQO

– O Prêmio Nobel (@NobelPrize) 11 de outubro de 2024

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Talvez sem surpresa, o site de Nihon Hidankyo parece estar fora do ar…

De acordo com capturas de tela que circulam nas redes sociais, a organização se descreve como:

a única organização nacional de sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki (Hibakusha). Possui organizações membros em todas as 47 prefeituras japonesas, representando assim quase todos os Hibakusha organizados. Seus dirigentes e membros são todos Hibakusha. O número total de Hibakusha sobreviventes que vivem no Japão é de 174.080, em março de 2016. Existem vários milhares de outros Hibakusha vivendo na Coreia e em outras partes do mundo fora do Japão. A HIDANKYO está a cooperar com essas organizações no seu trabalho de defesa da vida e dos direitos destas pessoas.

O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, descreveu Nihon Hidankyo como “um movimento popular de sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, também conhecido como Hibakusha”.

Estava a receber o prémio da paz “pelos seus esforços para alcançar um mundo livre de armas nucleares e por demonstrar, através de depoimentos de testemunhas, que as armas nucleares nunca mais devem ser utilizadas”, disse ele.

Movimento japonês de sobreviventes da bomba atômica, Nihon Hidankyo, ganha Prêmio Nobel da Paz

O Prêmio Nobel da Paz de 2024 foi concedido ao movimento popular japonês de sobreviventes da bomba atômica, Nihon Hidankyo.

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O Comitê Norueguês do Nobel decidiu conceder o Prêmio Nobel de 2024 #Prêmio Nobel da Paz à organização japonesa Nihon Hidankyo. Este movimento popular de sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, também conhecido como Hibakusha, está recebendo o prêmio da paz por seu… pic.twitter.com/YVXwnwVBQO

– O Prêmio Nobel (@NobelPrize) 11 de outubro de 2024

Será que o comitê terá outra surpresa este ano ou optará por um vencedor potencialmente controverso?

Muitos laureados com prémios da paz foram amplamente criticados no passado, incluindo os de Henry Kissinger, Yasser Arafat, Yitzhak Rabin e Shimon Peres. Por outro lado, muitos consideram lamentável que Mahatma Gandhi não tenha sido reconhecido com o prêmio durante sua vida.

A comissão não se esquivou de enviar sinais fortes aos regimes repressivos que perturbaram nos últimos anos países como o Irão, a Bielorrússia, a Rússia, a China, o Paquistão e outros.

Então, quem está na disputa?

De acordo com o Programa de Dados de Conflitos de Uppsala, ocorreram 59 conflitos armados no mundo em 2023, quase o dobro do número de 2009. Alguns especialistas afirmaram que esta poderia ser uma razão para não atribuir um prémio este ano.

O comité decidiu não atribuir o prémio 19 vezes nos seus 123 anos de existência, mas disse este ano que o grande número de conflitos este ano pode tornar os esforços de paz gratificantes “talvez mais importantes do que nunca”.

Indivíduos e organizações vistos como prováveis ​​pioneiros incluem o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ), a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, UNRWA, e the UN Secretary General, António Guterres.

Um prémio para a UNRWA seria controverso, dizem os especialistas, dado alegações feitas por Israel que alguns dos seus funcionários participaram no ataque de 7 de Outubro de 2023 ao sul de Israel pelo grupo militante Hamas que desencadeou a guerra em Gaza.

A UNRWA disse que Israel está tentando dissolvê-lo. Criada em 1949, a agência presta assistência humanitária a milhões de palestinianos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, na Síria e no Líbano.

A comissão poderá querer concentrar-se na necessidade de reforçar a ordem mundial internacional construída após a Segunda Guerra Mundial e a sua instituição culminante, as Nações Unidas – o que significa que o laureado poderá ser Guterres.

Alternativamente, uma concessão ao TIJ, que condenou a guerra da Rússia contra a Ucrânia e apelou a Israel para garantir que não seja cometido nenhum genocídio em Gaza, seria um forte sinal de que o direito humanitário internacional deve ser respeitado.

Outros mencionados como possíveis vencedores incluem a Campanha para Acabar com os Robôs Assassinos, a iniciativa Salas de Resposta de Emergência no Sudão e a activista dos direitos das mulheres afegãs Mahbouba Seraj.

Quem foi nomeado?

Ao todo, sabe-se que 286 candidatos – 197 indivíduos e 89 organizações – foram nomeados este ano, em comparação com 351 no ano passado.

Embora os candidatos elegíveis possam revelar quem propuseram, o Comité Norueguês do Nobel mantém os nomes dos candidatos em segredo durante 50 anos, o que significa que não há certeza sobre a lista completa dos nomeados.

Alguns dos indicados conhecidos este ano incluem a agência de refugiados da ONU, ACNUR, o Papa Francisco, Donald Trump, Elon Musk, o ex-chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e o naturalista britânico David Attenborough.

As casas de apostas têm o dissidente russo Alexei Navalny, falecido numa colónia penal do Ártico em fevereiro, como um dos favoritos para ganhar o prémio deste ano, mas isso não pode acontecer porque ninguém pode receber o prémio postumamente.

Outro favorito dos apostadores, Volodymyr Zelenskiy, da Ucrânia, provavelmente não vencerá porque é o líder de uma nação em guerra.

Como funciona o prêmio?

As nomeações para potenciais vencedores podem ser apresentadas por ministros e deputados de estados soberanos, chefes de estado, advogados internacionais seniores, diretores de investigação para a paz e institutos de política externa, professores universitários em áreas selecionadas e antigos vencedores do Prémio Nobel da Paz.

Tal como os outros prémios Nobel, o prémio consiste num diploma, uma medalha de ouro e 1 milhão de dólares. Os prêmios são entregues em cerimônias em Estocolmo e Oslo em 10 de dezembro, aniversário da morte do cientista e criador do prêmio, Alfred Nobel, em 1896.

O vencedor é escolhido por um comité secreto de cinco pessoas, composto por cidadãos noruegueses (muitas vezes antigos políticos, mas não membros do actual governo ou deputados em exercício) e assistido por consultores especializados especialmente nomeados.

Seus membros este ano incluem a ex-ministra da educação Kristin Clemet, o especialista em política externa Asle Toje, a ex-ministra da Cultura e Igualdade Anne Enger e Gry Larsen, um ex-funcionário público sênior.

O presidente é o recém-nomeado Jørgen Watne Frydnes, que só substituiu o seu antecessor, Berit Reiss-Andersen, em fevereiro deste ano. Anteriormente, ele foi CEO de uma empresa líder de hospitalidade norueguesa.

Bem vindo ao blog

Bem-vindo à cobertura ao vivo do Guardian de 2024 Prêmio Nobel da Pazcujo vencedor será anunciado em Oslo dentro de pouco mais de uma hora.

O prémio da paz é o único Nobel atribuído na capital norueguesa; os outros são anunciados em Estocolmo. A escolha do vencedor é muitas vezes inesperada e, se a comissão pretende enviar uma mensagem, também pode ser controversa.

O prêmio do ano passado, por exemplo, foi para a ativista iraniana dos direitos das mulheres Narges Mohammadinuma clara repreensão aos líderes teocráticos de Teerão e num impulso aos manifestantes antigovernamentais do país.

Os vencedores anteriores incluem presidentes, ativistas e organizações que vão de Jimmy Carter a Mikhail Gorbachev, de Nelson Mandela a Liu Xiaobo, e da UE à Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares.

Concedido desde 1901, o prémio deste ano, numa altura em que as guerras assolam o Médio Oriente, a Ucrânia e outras partes do mundo, está a ser observado com especial atenção. Siga-nos aqui para toda a preparação, o anúncio – e a reação.





Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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