POLÍTICA
Primeira pesquisa Quaest do segundo turno em São P…
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1 ano atrásem
Pedro Cardoso
A primeira pesquisa Quaest do segundo turno das eleições para a prefeitura de São Paulo vai ser divulgada na tarde de hoje (16), ainda sem hora definida. O instituto entrevistou 1,2 mil eleitores da cidade de São Paulo entre o último domingo (13) e ontem (15). A margem de erro é de três pontos percentuais. A pesquisa é encomendada pela TV Globo e o nível de confiança é de 95%.
Essa pesquisa já mede os impactos das novas inserções de propagandas na televisão e no rádio dos candidatos Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) e é a primeira desde o apagão na cidade de São Paulo, que se estende desde a última sexta-feira (11), quando um forte temporal atingiu a região metropolitana, deixando mais de 2,1 milhões de pessoas sem energia elétrica.
Segundo a última pesquisa do Datafolha, divulgada no dia 10, o atual prefeito Ricardo Nunes tem 55% das intenções de voto, enquanto Boulos aparece com 33%. A próxima pesquisa do instituto vai ser divulgada amanhã (17). No primeiro turno, a diferença entre Nunes e Boulos foi de aproximadamente 25.000 votos. Enquanto o atual prefeito teve 1.801.139 de votos (29,4%), o seu concorrente teve 1.776.127 (29%).
Na última segunda-feira (14) foi realizado o primeiro debate do segundo turno, pela TV Bandeirantes. O grande assunto do tempo de debate foi justamente o período em que parte da cidade está com falta de energia elétrica. Enquanto Boulos culpou a Enel e a gestão de Ricardo Nunes pelo apagão, o atual prefeito criticou a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do governo Lula, dizendo que eles é quem deveriam ter fiscalizado as condições do contrato.
O próximo debate vai ocorrer amanhã, às 9:30 horas, do UOL/RedeTV.
Próximas pesquisas:
– Hoje (16) – Quaest
– Hoje (16) – Paraná Pesquisas
– Amanhã (17) – Datafolha
Quando acontece a votação do segundo turno das eleições?
A votação do segundo turno das eleições vai ocorrer no domingo, dia 27 de outubro.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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