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Primeira prisão quando a proibição da Nova Zelândia de exibir emblemas de gangues entra em vigor | Nova Zelândia
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Eva Corlett in Wellington
As gangues da Nova Zelândia precisarão esconder seus distintivos de gangue ou enfrentarão processos judiciais depois que uma nova lei que proíbe insígnias de gangues em público entrou em vigor na quinta-feira – uma medida que os críticos acreditam que pode representar o risco de violar a Declaração de Direitos e fazer pouco para reduzir o número de membros de gangues.
À meia-noite, tornou-se ilegal os membros de gangues exibirem sinais, símbolos ou emblemas – grandes insígnias costuradas em jaquetas, por exemplo – em qualquer lugar público. Isso inclui exibir insígnias em suas roupas ou veículos.
As violações da proibição implicam uma pena de até seis meses de prisão ou uma multa de 5.000 dólares, e as insígnias teriam de ser confiscadas e destruídas.
Três minutos após a entrada em vigor da proibição, um membro do Mongrel Mob baseado em Hastings foi preso por exibir uma grande placa do Mongrel Mob no painel de seu carro, confirmou a polícia ao Guardian. Ele recebeu uma intimação para comparecer ao tribunal e a placa foi confiscada, disse a polícia.
“A carona para as gangues acabou”, disse Paul Goldsmith, ministro da Justiça. “As gangues em nosso país pensam que estão acima da lei e podem escolher quais leis cumprirão, e este governo não aceita isso.”
A proibição faz parte da “repressão” mais ampla do governo aos gangues, incluindo ordens de não consorciação e atribuição à polícia do poder de impedir que os gangues se associem e comuniquem.
Será também dado maior peso à pertença a gangues nas sentenças, permitindo que os tribunais imponham punições mais severas, disse Goldsmith.
Aqueles que foram processados por violar três vezes a proibição do emblema das gangues também serão proibidos de usar o emblema em casa, e a polícia terá poderes aumentados para revistar as casas se suspeitar que os membros ainda tenham insígnias.
A polícia tem se reunido com gangues antes das mudanças na lei e disse que fará cumprir ativamente qualquer violação.
“As gangues estão bem cientes de que, uma vez que esta lei entre em vigor, não poderão usar o distintivo de gangue em público”, disse Paul Basham, comissário assistente e controlador da operação nacional para fazer cumprir a lei.
“Se encontrarmos alguém usando insígnias de gangue em público, não usaremos a desculpa da ignorância como defesa.”
As gangues existem há décadas Nova Zelândia e ocupam um espaço complexo na sociedade: embora possam estar ligados à violência e ao crime, também podem actuar como forças para bom dentro de suas comunidades. Os números policiais fornecidos ao Guardian estimam o número de membros em cerca de 9.384.
Membros da maior gangue do país, a Mongrel Mob, são uma visão familiar em muitas vilas e cidades do interior, e é comum que os membros tenham insígnias, incluindo buldogues, tatuadas em seus rostos. Tatuagens e roupas coloridas foram excluídas da proibição.
Membro vitalício da gangue Black Power e defensor da comunidade, Denis O’Reilly, disse à RNZ haverá um “espectro de resposta” dos membros das gangues às mudanças na lei, incluindo resistência.
“O principal conselho que os líderes de gangues dão aos seus membros é o do Ministro Goldsmith: não sejam pegos”, disse ele. “Mas, no geral, acho que as pessoas usarão subterfúgios, usarão remendos do avesso, usarão capas… para tentar contornar a lei.”
Membros do Mongrel Mob que realizaram uma reunião na quarta-feira em Ōpōtiki, na região de Bay of Plenty, na Ilha Norte, disseram Coisa muitos não entregariam seus patches.
“Estamos todos apoiando uns aos outros nisso, estamos todos juntos nisso. Morremos pelo nosso patch. Dissemos isso desde sempre, desde o primeiro dia.”
Outros disseram que a proibição era uma questão de direitos humanos: “está a tirar-nos a liberdade. Eu não vou dizer (a você) o que vestir.”
Os críticos da proibição dizem que a legislação é vaga e corre o risco de infringir a Declaração de Direitos, ao mesmo tempo que não faz nada para alterar a filiação em gangues.
Em um carta aberta a Goldsmith em agosto, a Law Society disse que a lei que permite às autoridades revistar casas em busca de insígnias era uma “incursão na vida privada” que poderia levantar preocupações sobre a Declaração de Direitos.
A sociedade disse que a lei poderia resultar na responsabilização criminal de uma pessoa por estar próxima de alguém em posse de insígnias de gangue, enquanto a definição de insígnia de gangue poderia – quando tomada literalmente – incluir “reproduções impressas de insígnias de gangue, tornando-a um crime. possuir um jornal com o símbolo de uma gangue ou certos livros”.
“A proibição residencial poderia estender-se a insígnias que nunca pretendem ser exibidas em público – como um membro de uma gangue que tenha o emblema do pai ou do avô como lembrança”, afirmou.
O líder trabalhista Chris Hipkins disse à mídia que é improvável que as mudanças na lei levem a uma redução nas gangues.
“Esta é uma medida do governo para ser duro com o crime. A realidade aqui é que isso não levará uma única pessoa a deixar uma gangue.”
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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