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Problema do Mais Médicos ainda não está resolvido, diz ministro de Bolsonaro

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Mandetta afirma que vê com cautela os dados alardeados pelo governo.

O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diz que ainda está “esperando” o prazo final de inscrição de brasileiros para o Mais Médicos antes de fazer qualquer avaliação sobre a tentativa de preencher as vagas deixadas pelos cubanos. “Estou olhando com atenção e muito ciente de que a ideia de que está tudo resolvido está distante da realidade”, afirma.

Após a saída dos médicos cubanos, o município de Sítio do Quinto, no sertão baiano, está aguardando a chegada dos novos médicos na cidade.  Ambulância fazem o atendimento emergencial a enfermos mais necessitados da Unidade Básica de Saúde do povoado de Tingui e encaminham para outra UBS da região
Após a saída dos médicos cubanos, o município de Sítio do Quinto, no sertão baiano, está aguardando a chegada dos novos médicos na cidade. Ambulância fazem o atendimento emergencial a enfermos mais necessitados da Unidade Básica de Saúde do povoado de Tingui e encaminham para outra UBS da região – Adriano Vizoni/Folhapress.

CALMA 2 

Os dados alardeados pelo governo, de que 97% das vagas deixadas pelos cubanos já estão “preenchidas”, são vistos com cautela. “Tem que ver se isso vai ser concretizado”, diz Mandetta. Ou seja, se os brasileiros inscritos vão se apresentar para trabalhar.

BEM LONGE 

“O problema pode ser o preenchimento de vagas nas áreas de difícil provimento, que muito provavelmente não serão ocupadas”, alerta.

BEM PERTO 

Ele afirma que “a primeira cidade a lotar” de médicos no edital lançado pelo governo “foi Brasília”. “Mas nós precisamos de médicos em áreas críticas, como Xingu, Acre, Vale do Jequitinhonha.”

DE CARA 

Mandetta diz que os editais do programa deveriam recrutar primeiro doutores para regiões vulneráveis.

BALANÇO 

O futuro ministro afirma que, depois de finalizado o processo, estudará eventuais medidas adicionais que poderá tomar quando assumir o cargo —caso elas sejam mesmo necessárias.

NADA A VER 

Ele descarta a convocação de recém-formados que pagaram seus cursos com financiamento público para uma espécie de serviço civil obrigatório. Mas diz que poderia ser possível, por exemplo, usar mecanismos de incentivo —como o abatimento da dívida deles com o Fies.

FORCA 

“Há uma geração de médicos endividados, que pagam R$ 10 mil por mês numa faculdade de medicina por seis anos e saem com débitos de R$ 1 milhão”, afirma. A outra opção seria uma parceria com as Forças Armadas, que mantêm médicos em regiões remotas do país. “Mas vamos esperar pelo resultado do edital”, diz Mandetta. Folha SP.

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